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menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

Tatuar Sorrisos

Para quem já viu pedacinhos do Tatuar Sorrisos por aqui e ainda não percebeu bem o que é isto:

 

Tatuar Sorrisos nasceu por eu acreditar, tanto, que (só) o amor muda o mundo. Por eu acreditar, tanto, que um pedacinho de amor, mesmo o mais pequenino (e, tantas vezes, especialmente o mais pequenino), muda o mundo. Nasceu, também, pela minha vontade de viver isto e pelo meu sonho de viver disto. Todos os dias. E de o mostrar às pessoas, fazendo-as senti-lo e vivê-lo também. Mudando o mundo de alguém. Tatuando um sorriso no dia de alguém, na vida de alguém, no coração de alguém.

Comecei, um dia, a deixar pedacinhos de amor por onde ia passando, escritos num simples post-it. E hoje, anos depois, este bloco de post-it's escritos com o coração, ao qual dei o nome de Tatuar Sorrisos, já faz parte dos meus dias e dos lugares (e pessoas) por onde passo. Já faz parte do que sou. Loucura? Talvez. Nunca achei muita piada à normalidade.

20170526.jpg Tatuar sorrisos no dia de alguém, na vida de alguém, no coração de alguém. Onde? Por onde passares. Quando? Sempre. Porquê? Porque (o amor) cura.

#tatuarsorrisos

coisas sobre ti (que nunca podes esquecer).

o teu abraço é o melhor lugar do mundo para alguém. o teu sorriso abraça corações. os teus olhos sorriem e fazem sorrir. as tuas mãos foram feitas para abraçar outras mãos. o (teu) amor muda o mundo. o teu coração é a casa de alguém. o teu abraço cura. as tuas mãos são o abrigo de alguém. o teu coração vê melhor do que os teus olhos. o teu abraço faz corações sorrir. o teu sorriso é a melhor parte do dia de alguém. tu és tanto (mais do que sabes).

 

a quantos corações já deste um sorriso?

não tenhas medo, a vida só quer que tu sejas feliz

Faço a minha viagem de autocarro, o lugar ao meu lado está vazio. Até agora. Ela entra no autocarro, apressada. Provavelmente uns anos mais velha do que eu, mas não muitos. Olho-lhe para os olhos verdes, mas vermelhos das lágrimas que já caíram, das que ainda estão à vista e das que ainda estão por cair, a qualquer momento. Procura um lugar para se sentar, apressada. Quando, provavelmente, a única coisa que procura é um lugar que a abrace. Que a abrigue. Onde não tenha que estar no meio destas pessoas todas. Onde não tenha outros olhos a olhar-lhe para os olhos verdes, mas vermelhos das lágrimas que já caíram, das que ainda estão à vista e das que ainda estão por cair, a qualquer momento. Onde não tenha que procurar um lugar para se sentar, apressada. Senta-se ao meu lado. Respira fundo. Respira tão forte. Eu pego no meu bloco de post-it’s e na minha caneta. Está quase a chegar a minha paragem. Os lugares do outro lado do corredor ficam vazios e ela levanta-se e vai para lá, prefere ficar sozinha. Senta-se e baixa a cabeça, apoia-a nas mãos, no colo. Continua a respirar tão forte. Chega a minha paragem. Levanto-me, fico ao lado dela por instantes. Hesito, mas prefiro arriscar. Toco-lhe no braço, ela olha-me. Sorrio-lhe e dou-lhe o post-it. Ela recebe-o. Não dizemos nada. Eu vou até à porta. "Não tenhas medo, a vida só quer que tu sejas feliz", diz-lhe o post-it, com um sorriso e com letra apressada. No instante em que saio, olho para ela. Ela já está a olhar-me. Sorrio-lhe, ela sorri-me. Não dizemos nada. Nem precisamos dizer. Eu saio. Um pedacinho do meu coração está naquele post-it. O resto vem comigo, mais cheio.