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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

O mundo não é cor-de-rosa.

O mundo não é cor-de-rosa.

Insistem em repetir-me, às vezes, como quem tenta acordar-me para a realidade. Como quem quase parece tentar acusar-me de não ver bem. De só ver o lado bonito. Como se o lado bonito fosse o lado errado. E como se continuar a acreditar fosse sinónimo de fragilidade, de ilusão.

O mundo não é cor-de-rosa.

Eu sei. Eu também vejo. Tanto. Eu sei.

Mas eu também sei que é quando o mundo está cinzento, que um gesto de amor, mesmo o mais pequenino, lhe dá mais cor. É quando o mundo está cinzento, que um abraço que acolhe lhe dá mais cor. É quando o mundo está cinzento, que uma mão que se dá lhe dá mais cor. É quando o mundo está cinzento, que um sorriso do coração lhe dá mais cor. É quando o mundo está cinzento, que um olhar do fundo da alma lhe dá mais cor. É quando o mundo está cinzento, que uma presença que conforta lhe dá mais cor. É quando o mundo está cinzento, que alguém que faz sorrir lhe dá mais cor. É quando o mundo está cinzento, que um gesto de amor lhe dá mais cor.

O mundo não é cor-de-rosa. Eu sei.

Mas eu também sei que é quando o mundo está cinzento, que faz tanta falta ver o lado bonito. E que é quando o lado bonito já não se vê, que faz tanta falta nós tentarmos sê-lo. Fazê-lo existir. Ser esse lado bonito. Ser esse gesto de amor. E dar mais cor ao mundo. Todos os dias.

(Afinal, não é para isso que cá andamos?)

E talvez, um dia, continuar a acreditar possa voltar a ser sinónimo de força, de milagres a acontecer. De verdade. E de mais cores bonitas tatuadas pelo mundo.

Sobre o que ainda nos abraça.

Sobre o que ainda nos abraça.

Sobre o que ainda é bonito, no meio dos dias cinzentos.

Sobre o que ainda é luz, no meio da escuridão.

Sobre o que ainda é milagre, no meio do caos.

Sobre o que ainda nos faz acreditar, no meio da vida a trocar-nos os planos.

Sobre o que ainda é sorriso, no meio de tanto frio.

Sobre o que ainda nos abriga, no meio dos medos.

Sobre o que ainda nos ampara, no meio dos tempos duros.

Sobre o que ainda nos serena, no meio das tempestades.

Sobre o que ainda nos cura, no meio das dores.

Sobre o que ainda é amor, no meio do mundo do avesso.

Sobre o que ainda nos salva, no meio de tudo.

Sobre o que ainda nos abraça.

Abraçemo-lo bem. Muito. Todos os dias. E deixemos que nos abrace bem. Muito. Todos os dias também.

Que nunca nos falte.

E que o sejamos sempre, também.

Acreditar.

Que, um dia, a paz nos serene a alma.

Que, um dia, a luz nos ilumine o caminho.

Que, um dia, o alento nos abrace os dias.

Que, um dia, a força nos inunde a vida.

Que, um dia, um milagre nos ensine a acreditar.

Que, um dia, um olhar nos cure por dentro.

Que, um dia, um sorriso nos toque o coração.

Que, um dia, uma mão ampare tudo o que somos.

Que, um dia, um abraço nos abrigue de tudo.

Que, um dia, um gesto de amor nos salve.

Que, um dia, a gentileza nos mostre o segredo de viver.

Que, um dia, alguém nos inspire a ser do bem.

Que, um dia, nós façamos corações sorrir.

Que, um dia, as pessoas se sejam sempre perto.

Que, um dia, o amor nos mude o mundo.

Que, um dia, esse amor nos faça sentido. E seja sentido.

Que, um dia, esse dia seja todos os dias.

Aquele pequenino milagre.

Há sempre um milagre, um pequenino milagre, que acontece e que chega para nos iluminar o dia, a vida, o coração.

Às vezes, tão despercebido. Às vezes, tão à vista. Mas sempre, sempre, vestido de amor.

Às vezes, escondido naquele abraço mais demorado que nos abriga. Às vezes, escondido naquela mão que se estende e que nos segura. Às vezes, escondido naquele olhar que faz parar o mundo e que nos cura. Às vezes, escondido naquele sorriso que embeleza tudo e que nos abraça. Às vezes, escondido naquele colo que sabe a casa e que nos serena. Às vezes, escondido naquela palavra do coração que nos conforta. Às vezes, escondido naquele silêncio cúmplice que nos toca. Às vezes, escondido naquele riso que se ouve ao longe e que nos contagia. Às vezes, escondido naquele gesto de amor que nos salva. Às vezes, escondido naquela pessoa que está ali e que nos faz sorrir. 

Há sempre um milagre, um pequenino milagre, que acontece e que chega para nos iluminar o dia, a vida, o coração.

Talvez, às vezes, pareça que não. E talvez, nessas vezes (e em todas as vezes), o maior segredo e o verdadeiro sentido da vida seja procurarmos, todos os dias, sê-lo nós.

Ser aquele abraço que abriga. Ser aquela mão que segura. Ser aquele olhar que cura. Ser aquele sorriso que abraça. Ser aquele colo que serena. Ser aquela palavra que conforta. Ser aquele silêncio que toca. Ser aquele riso que contagia. Ser aquele gesto que salva. Ser aquela pessoa que faz sorrir.

Talvez o maior segredo e o verdadeiro sentido da vida seja procurarmos, todos os dias, ser aquele milagre, aquele pequenino milagre, que acontece e que chega para iluminar dias, vidas, corações.

Às vezes, tão despercebido. Às vezes, tão à vista. Mas sempre, sempre, vestido de amor.

Há sempre alguém.

Há sempre alguém que te abraça. Alguém que te envolve com sabor a casa. Que te dá colo, onde podes descansar. Que te abraça para sempre. Alguém que te abriga.

Há sempre alguém que te dá a mão. Alguém que te conforta tanto. Que te ampara com cuidado. Que te abraça a vida. Alguém que te segura.

Há sempre alguém que te olha mais fundo. Alguém que te vê de verdade. Que sabe ler tudo o que és. Que te abraça a alma. Alguém que te sente.

Há sempre alguém que te sorri. Alguém que te ilumina o dia. Que te faz sorrir sempre mais uma vez. Que te abraça o coração. Alguém que te cura.

Há sempre alguém que te faz acreditar. Alguém que te muda o mundo. Que te mostra o lado bonito da vida. Que te abraça com amor. Alguém que te salva.

Há sempre alguém.

(Que saibamos sempre ser esse alguém, também.)

A esses abraços que são tanto.

A esses abraços que são tanto.

A esses abraços que nos resgatam. A esses abraços que nos abrigam. A esses abraços que nos serenam. A esses abraços que nos amparam. A esses abraços que nos confortam. A esses abraços que nos cuidam. A esses abraços que nos curam. A esses abraços que nos (de)moram. A esses abraços que nos querem bem. A esses abraços que nos salvam.

A esses abraços que são tanto.

A esses abraços que são sorriso. A esses abraços que são a luz que nos ilumina os dias, a vida, o coração. A esses abraços que são o milagre que nos faz acreditar. A esses abraços que são o lado bonito que nos inspira a ser do bem. A esses abraços que são amor.

A esses abraços que são a melhor parte. Da vida. De tudo.

A esses abraços que são tanto: Obrigada. Tanto. E sempre. Por serem. Por estarem. Por existirem.

Os anos passam.

Os anos passam. 

Que saibas olhar bem para ti. Para dentro de ti.

Que saibas percorrer cada pedaço do teu coração, onde guardas (só) o que importa. O que importa de verdade.

Que saibas morar em cada abraço.

Que saibas abraçar cada mão dada.

Que saibas entregar-te em cada olhar.

Que saibas sentir cada sorriso.

Que saibas curar em cada beijo.

Que saibas amar as pessoas. As tuas pessoas. As que ficam. Sempre. Para sempre.

Que saibas tatuar corações com a tua vida.

Que saibas deixar que outras vidas te tatuem o coração.

Que saibas agradecer cada milagre.

Que saibas encontrar força para cada tempestade.

Que saibas viver e ser, sempre, com o coração.

Que saibas viver e ser, sempre, com amor.

Todos os dias.

Porque, enquanto os anos passam, é só isto que fica. E que te salva.

Sempre. Para sempre.

Que o saibas, também.

O melhor presente.

O melhor presente vem em forma de abraço que te envolve e te guarda bem dentro, por inteiro.

O melhor presente vem em forma de mãos que te seguram e não te largam mais.

O melhor presente vem em forma de olhar que te vê de verdade e te toca a alma.

O melhor presente vem em forma de sorriso que te abraça o coração e se tatua nele para sempre.

O melhor presente vem em forma de colo que te abraça e te sossega tanto.

O melhor presente vem em forma de beijo que te cura com sabor a ternura.

O melhor presente vem em forma de coração que te abriga como se fosse casa.

O melhor presente vem em forma de gente que se faz tua. Que te faz sua.

O melhor presente vem de forma subtil e pequenina e, ao mesmo tempo, estrondosa e maior do que o mundo.

Ultrapassa tudo. Muda tudo.

O melhor presente vem para te salvar.

O melhor presente vem em forma de amor.

 

E o melhor presente vem em forma de ti. És tu. Quando és… com amor. O melhor presente é o teu amor. Sabes? Experimenta. Faz milagres. Muda mundos. Sê Natal.

Feliz Natal. ❤