O que realmente conta
No final, o que conta é o abraço que foi porto de abrigo.
No final, o que conta é a mão que seguraste, que te segurou.
No final, o que conta é o olhar que te envolveu a alma.
No final, o que conta é o sorriso que te abraçou o coração.
No final, o que conta é a ternura que sempre te curou.
No final, o que conta é o colo-refúgio que te serenou.
No final, o que conta é a palavra que foi dita com amor e o silêncio que falou tanto sobre o amor.
No final, o que conta é a companhia que ficou, que nunca te desamparou.
No final, o que conta é o gesto que te fez sorrir, que te salvou os dias (e que te salvou dos dias).
No final, o que conta é o momento que te acertou em cheio no coração... para sempre.
No final, o que conta é a bondade que, no meio de tudo e apesar de tudo, continuou a existir.
No final, o que conta são os corações que tatuaste com a tua vida, são as vidas que te tatuaram o coração.
No final, o que conta – o que realmente conta – é (sempre) o amor.
*
Que o recordemos sempre. No final, no início e sempre.
*
Que nunca nos falte.
E que nunca o deixemos faltar, também.