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menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

(im)possível

Abraça-me. Abraça-me só, o teu coração colado ao meu. Parece impossível que só um abraço chegue, não é? Mas chega. Dá-me a mão. Dá-me só a mão, a tua mão a abraçar a minha. Parece impossível que só uma mão chegue, não é? Mas chega. Olha-me. Olha-me só, os teus olhos dentro dos meus. Parece impossível que só um olhar chegue, não é? Mas chega. Sorri-me. Sorri-me só, o teu sorriso a chamar o meu. Parece impossível que só um sorriso chegue, não é? Mas chega. Beija-me. Beija-me só, o teu beijo a estremecer-me o coração. Parece impossível que só um beijo chegue, não é? Mas chega. Fica-me. Fica-me só, tu na minha vida, no meu coração. Parece impossível que só o ficar chegue, não é? Mas chega. Ama. Ama só, o teu amor a mudar tudo. Parece impossível que só o amor chegue, não é? Parece impossível que só o amor chegue para tornar possível até o impossível, não é? Mas chega. Tanto. E sempre.

E depois há o amor.

E depois há um olhar que te encontra e te olha por dentro de verdade. E depois há um sorriso que te encontra e te arrebata de verdade. E depois há um abraço que te encontra e te envolve inteira de verdade. E depois há um peito que te encontra e te aconchega de verdade. E depois há um beijo que te encontra e te toca de verdade. E depois há umas mãos que te encontram e te apertam de verdade. E depois há alguém que te encontra e te faz sua de verdade. E depois há o amor que te encontra e te ama de verdade. Ou melhor, há o amor que te encontra e te ama. Ponto. Porque o amor - ouve bem: O AMOR - não há como não ser de verdade. E depois há o amor que te encontra e te ama. E te salva. De verdade.

Talvez o amor seja tudo o que importe.

Talvez um abraço te seja casa. E o mundo fique mais bonito. Talvez uma mão te abrace os sentidos. E o mundo fique mais bonito. Talvez um olhar te olhe dentro da alma. E o mundo fique mais bonito. Talvez um sorriso te cative o coração. E o mundo fique mais bonito. Talvez um beijo te cure de tudo. E o mundo fique mais bonito. Talvez um colo te mostre a forma do amor. E o mundo fique mais bonito. Talvez um silêncio te conte o segredo da vida. E o mundo fique mais bonito. Talvez uma cumplicidade te tire a respiração e te salve ao mesmo tempo. E o mundo fique mais bonito. Talvez um coração te sinta de verdade. E o mundo fique mais bonito. Talvez alguém te tatue para sempre o coração. E o mundo fique mais bonito. Talvez o amor, um só segundo de amor. E o mundo fique mais bonito. Talvez o amor importe. Ou, deixa-me dizer-te, talvez o amor seja tudo o que importe. E, assim e só assim, o mundo fique mais bonito.

Sobre o tudo, no meio do nada.

Sobre o que ainda é sol, no meio da tempestade. Sobre o que ainda é luz, no meio da escuridão. Sobre o que ainda abraça, no meio do que atormenta. Sobre o que ainda sossega, no meio do que agita. Sobre o que ainda abriga, no meio do medo. Sobre o que ainda é colo, no meio do que cansa. Sobre o que ainda dá vida, no meio do que sufoca. Sobre o que ainda cura, no meio do que dói. Sobre o que ainda é sorriso, no meio do sofrimento. Sobre o que ainda é esperança, no meio do desalento. Sobre o que ainda cuida, no meio do que desampara. Sobre o que ainda é bom, no meio do mal. Sobre o que ainda é milagre, no meio da tragédia. Sobre o que ainda segura, no meio do que desaba. Sobre o que ainda completa, no meio do que se parte. Sobre o que ainda resgata, no meio do que se perde. Sobre o que ainda é para sempre, no meio do que acaba. Sobre o que ainda demora, no meio do que foge. Sobre o que ainda aquece, no meio do que gela. Sobre o que ainda sente, no meio do mundo. Sobre o que ainda ama, no meio do desamor. Sobre o que ainda salva, no meio de tudo. Sobre o que de verdade importa. Sobre o tudo, no meio do nada.

Ainda há coisas boas, sabes?

Ainda há coisas boas, sabes? Por mais que tentem mostrar-te que não. Por mais que tentem fazer-te sentir e acreditar que não. Por mais que quase consigam. Ainda há coisas boas. Pode não estar tudo bem. E o mal pode até contagiar. Mas nunca te esqueças: ainda há coisas boas, sabes?

O abrigo seguro de um abraço forte que te abraça por inteiro. As mãos que se enlaçam às tuas para sempre. Os olhos que olham dentro dos teus. Os sorrisos que te cativam o coração. Os beijos que te curam todas as dores. As tuas pessoas. Os laços fortes que unem almas e corações. A magia da cumplicidade. Ouvir o coração bater. Os silêncios que falam mais do que as palavras. Um "gosto de ti" do coração. Os olhos a brilhar. As lágrimas que acabam em sorrisos. As gargalhadas que acabam em dores de barriga. Os sempres que sabes que são mesmo para sempre. Sentires-te em casa. Os corações que tatuas com a tua vida e as vidas que te tatuam o coração. Seres e viveres, sempre, com o coração. Seres e viveres, sempre, com amor. No final é só isto: o amor.

Ainda há coisas boas, sabes? Pode não estar tudo bem. E o mal pode até contagiar. Mas deixa-me contar-te uma coisa: o amor também contagia. E, enquanto não te esqueceres disto, ainda há coisas boas. Sempre. Mostra-as. Vive-as. Sê-as. E nunca mais te esqueças delas, por favor.

(menos) não me chega.

Que nunca te chegue o que não te enche as medidas até transbordar. Mas que não te encha de sufoco, que nunca te chegue o que não te deixa respirar. Que nunca te chegue o que não te faz sentir tanto. Que nunca te chegue o que não te toca por dentro. Que nunca te chegue o que não te brilha nos olhos e no sorriso. Que nunca te chegue o que não te abraça com sabor a casa. Mas que não te prenda, que nunca te chegue o que não te deixa voar. Que nunca te chegue o que não te sabe ver de olhos fechados. Que nunca te chegue o que não te sabe ouvir em silêncio. Que nunca te chegue o que não confia, respeita e aceita o que és. Que nunca te chegue o que não torna o teu mundo melhor. Que nunca te chegue o que não te quer para sempre. Que nunca te chegue o que não te espera para sempre. Que nunca te chegue o que não te cura o coração. Que nunca te chegue o que não te salva de tudo. Que nunca te chegue o que não é amor. Nunca menos que amor. Que nunca te chegue o que não chega para ficar.

"Anda cá"

"Anda cá" é das melhores expressões de amor. É das melhores declarações de amor. Saberes que o "anda cá" é um abraço a chamar-te. A querer-te. A pedir-te. Saberes que o "anda cá" te chama e te pede para ficares. Saberes que o "anda cá" te chama para o melhor lugar do mundo. Saberes que o "anda cá" quer ser a tua casa. "Anda cá" é das melhores expressões de amor. É das melhores declarações de amor. "Anda cá" é das melhores definições de amor.

É preciso o amor com urgência.

É preciso abraçar com a urgência de quem não sabe largar mais. É preciso dar as mãos com a urgência de quem dá o coração. É preciso olhar nos olhos com a urgência de quem se procura por dentro. É preciso sorrir com a urgência de quem sente o coração. É preciso beijar com a urgência de quem toca a alma. É preciso ser das nossas pessoas com a urgência de quem se é para sempre. É preciso dizer que se gosta com a urgência de quem fala com o coração. É preciso sentir silêncios com a urgência de quem ouve com o coração. É preciso ouvir o coração com a urgência de quem se mora por dentro. É preciso arrepiar os sentidos com a urgência de quem perde a respiração e se salva ao mesmo tempo. É preciso dar colo quando dói com a urgência de quem ama. É preciso curar lágrimas com a urgência de quem sossega. É preciso rir com a urgência de quem abraça a cumplicidade. É preciso fazer os olhos brilhar com a urgência de quem se deixa arrebatar. É preciso demorar no que de verdade importa com a urgência de quem faz o mundo parar. É preciso amar com a urgência de quem é amor para sempre. É preciso ser amor com a urgência de quem ama para sempre. É preciso o amor com urgência. É urgente o amor. Tanto.

No final o que fica é (só) o amor.

Um abraço. Onde te encaixas. Onde te aconchegas no bater do seu coração. Onde te embalas no seu respirar. Como se o teu lugar, o teu lugar mais casa do mundo inteiro, fosse um abraço. No final o que fica são os abraços onde moraste para sempre.

Um entrelaçar de mãos. De mãos que se procuram. Que se encontram. Que se dão. Que não sabem largar-se mais. Como se o teu lugar, o teu lugar mais seguro do mundo inteiro, fosse um abraço de mãos. No final o que fica são as mãos que abraçaste com as tuas para sempre.

Um olhar. Que te olha por dentro. Que te percorre a alma e te vê o coração. Onde te perdes. E onde te encontras. Como se o teu lugar, o teu lugar mais cúmplice do mundo inteiro, fosse um olhar. No final o que fica são os olhos que amaste para sempre.

Um sorriso. Que te convida a sorrir. Que te cativa. Que te abraça. E que muda o teu dia. A tua vida. O teu coração. Como se o teu lugar, o teu lugar mais abraço do mundo inteiro, fosse um sorriso. No final o que fica são os sorrisos que te abraçaram para sempre.

Um beijo. Que sabe a cura. Que faz o mundo parar. E que faz o mundo girar. Como se o teu lugar, o teu lugar mais mágico do mundo inteiro, fosse um beijo. No final o que fica são os beijos que te curaram para sempre.

As tuas pessoas. Que são o ficar ali. Que são o abraço. Que são o entrelaçar de mãos. Que são o olhar. Que são o sorriso. Que são o beijo. Como se o teu lugar, o teu lugar mais amor do mundo inteiro, fossem as tuas pessoas. No final o que fica são as tuas pessoas de quem tu és para sempre.

O amor. Sempre (e só) o amor. Como se o teu lugar, o teu único lugar do mundo inteiro, fosse o amor. E é. No final o que fica é o amor. Só. Repito: só. E tanto.

Tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal.

Tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal. Mesmo que sejas forte, mesmo que sejas grande, mesmo que acredites, mesmo que estejas bem, mesmo que tudo e tanto mais... Tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal. Há dias em que as forças te faltam. E não faz mal. Há dias em que a tua voz não consegue sair. E não faz mal. Há dias em que as lágrimas te aparecem sem aviso. E não faz mal. Há dias em que as tuas certezas são inseguras. E não faz mal. Há dias em que o teu caminho é perdido. E não faz mal. Há dias em que o chão te falha. E não faz mal. Há dias em que o medo te assalta. E não faz mal. Há dias em que o mundo te cansa. E não faz mal. Há dias em que o teu coração sufoca. E não faz mal. Há dias em que a tua alma dói. E não faz mal. Há dias em que tu não estás no teu melhor. E não faz mal. Abraça-te. Permite-te não estar sempre no teu melhor. Tira esse peso de ti. Do teu coração. Da tua vida. Abraça-te. Refugia-te. Abriga-te. Nos lugares e nas pessoas (e nos lugares em forma de pessoas) onde podes descansar do mundo. Onde amas. Onde curas o que és. Onde voltas a ser tu, a estar no teu melhor. Porque, no final, talvez descubras que o teu melhor é o amor que te abraça quando tu não estás no teu melhor. Porque tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal.