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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

Cuidar

Cuidar. Cuidar de mim. Cuidar de ti. Cuidar de alguém.

Cuidar. Mesmo quando não sabemos que precisamos. Mesmo quando achamos que não precisamos. Mesmo quando sentimos que não precisamos. E mesmo até quando dizemos que não precisamos. Todos precisamos, sempre, sabes?

Cuidar. Mesmo quando não queremos. Mesmo quando fugimos. Mesmo quando nos escondemos.

Cuidar. Mesmo quando estamos bem. Mesmo quando somos fortes. Mesmo quando temos tudo.

Cuidar sem tempo, sem lugar e sem porquê. Cuidar como quem respira, como quem existe. Cuidar como abraço que abriga. Cuidar como mãos que seguram. Cuidar como olhar que cura. Cuidar como sorriso que sossega. Cuidar como colo que consola. Cuidar como amor que salva.

Cuidar. Mesmo que tudo. Sempre. É que, mesmo quando não precisamos, precisamos sempre mais. Mesmo quando não queremos, queremos sempre mais. E mesmo quando estamos bem, ficamos sempre melhor. Todos precisamos, sempre, sabes?

Cuidar: das formas mais bonitas de falar de amor, sem ser preciso falar.

(menos) não me chega.

Que nunca te chegue o que não te enche a alma e o coração. Mas que não te encha de sufoco, que nunca te chegue o que não te deixa respirar. Que nunca te chegue o que não te faz sentir tudo. Que nunca te chegue o que não te toca por dentro. Que nunca te chegue o que não te brilha nos olhos e no sorriso. Que nunca te chegue o que não te abraça com sabor a casa. Mas que não te prenda, que nunca te chegue o que não te deixa voar. Que nunca te chegue o que não te sabe ver de olhos fechados. Que nunca te chegue o que não te sabe ouvir em silêncio. Que nunca te chegue o que não sabe sentir o que és. Que nunca te chegue o que não torna o teu mundo melhor. Que nunca te chegue o que não te chega ao coração. Que nunca te chegue o que não te quer (para) sempre. Que nunca te chegue o que não te salva de tudo. Que nunca te chegue o que não é amor. Nunca menos do que amor. Que nunca te chegue o que não (te) chega para ficar.

Não tens de ser sempre tudo.

Não tens de estar sempre bem, às vezes também te cansas. Não faz mal precisares de um olhar que te cuide, em forma de alma.

Não tens de ter sempre força, às vezes também não consegues. Não faz mal precisares de uma mão te que conforte, em forma de refúgio.

Não tens de ter sempre segurança, às vezes também cais. Não faz mal precisares de um colo que te ampare, em forma de abraço.

Não tens de suportar sempre, às vezes também te dói. Não faz mal precisares de um beijo que te cure, em forma de milagre.

Não tens de ser sempre sorriso, às vezes também te desfazes. Não faz mal precisares de um gesto que te cicatrize, em forma de ternura.

Não tens de ter sempre palavras, às vezes também és silêncio. Não faz mal precisares de alguém que te abrace, em forma de sentir.

Não tens de ter sempre coragem, às vezes também tens medo. Não faz mal precisares de um abraço que te abrigue, em forma de casa.

Não tens de ter sempre calma, às vezes também estremeces. Não faz mal precisares de uma alma que te sossegue, em forma de paz.

Não tens de saber sempre, às vezes também duvidas. Não faz mal precisares de um sorriso que te resgate, em forma de fé.

Não tens de querer sempre ficar, às vezes também vais. Não faz mal precisares de um coração que te deixe voar, em forma de amor.

Não tens de ser sempre tudo. E não faz mal precisares de amor que te salve, em forma de vida.

Quando tens amor que te salva, tens tudo. Quando és amor que salva, és tudo.

Abraça o teu coração.

Abraça-te. Abraça o teu coração. Deixa-o (re)pousar. Onde sente abrigo. Onde pode descansar de tudo. Onde se sente abraçado de verdade. Onde pode ser de verdade. Com tudo o que é.

Se é agitação, abraça-o até serenar. Se é urgência, abraça-o até sossegar. Se é cansaço, abraça-o até descansar. Se é peso, abraça-o até libertar. Se é aperto, abraça-o até desatar. Se é sufoco, abraça-o até respirar. Se é dor, abraça-o até curar. Se é cicatriz, abraça-o até sorrir. Se é medo, abraça-o até encorajar. Se é dúvida, abraça-o até acreditar. Se é desamor, abraça-o até amar.

Abraça o teu coração. Mas sem pressa. O coração nunca se apressa. Deixa-o (re)pousar. Deixa-o ser de verdade. E abraça-o, de verdade também.

Talvez descubras que tudo o que um coração procura, mesmo sem procurar, é um abraço de verdade, onde (re)pousar.

Sempre.

Há olhos que, depois de nos olharem, nos ficam tatuados na alma. Como se nos inundassem, como se nos roubassem para sempre. Há sorrisos que, depois de nos sorrirem, nos ficam tatuados no coração. Como se nos sentissem, como se nos gostassem para sempre. Há mãos que, depois de nos tocarem, nos ficam tatuadas na pele. Como se nos ancorassem, como se lhes pertencêssemos para sempre. Há abraços que, depois de nos abraçarem, nos ficam tatuados nos sentidos. Como se nos fundissem, como se nos envolvessem para sempre. Há coisas que são para sempre, mesmo depois de serem. Não me digam que o para sempre não existe. Ou digam, tanto faz. Eu não acredito.

Ainda há coisas boas, sabes?

Ainda há coisas boas, sabes? Por mais que tentem mostrar-te que não. Por mais que tentem fazer-te sentir e acreditar que não. Por mais que quase consigam. Ainda há coisas boas.

Sabes?

Os abraços fortes que te abraçam por dentro e por fora. As mãos que se enlaçam às tuas para sempre. Os olhos que olham dentro dos teus. Os sorrisos que te salvam o coração. Os beijos que te curam a alma. Os colos que se fazem casa. As tuas pessoas. Os "gosto de ti" do coração. Os silêncios que falam mais do que as palavras. Ouvir o coração bater. A magia do céu cheio de lua e de estrelas. Os olhos a brilhar. As lágrimas que acabam em sorrisos. Os risos que acabam em dores de barriga. Os sempres que sabes que são mesmo para sempre. Os corações que tatuas com a tua vida e as vidas que te tatuam o coração. Viveres e seres, sempre, com o coração. Viveres e seres, sempre, com amor. No final é só isto: o amor.

Ainda há coisas boas, sabes? Pode não estar tudo bem. E o mal pode até contagiar. Mas deixa-me contar-te uma coisa: o amor também contagia. E, enquanto não te esqueceres disto, ainda há coisas boas. Sempre. Mostra-as. Vive-as. Sê-as. Todos os dias. E nunca mais te esqueças delas, por favor.

Sobre pessoas importantes.

Quem abraça como quem guarda e nos salva o coração.

Quem dá a mão como quem dá o coração e nos salva dos dias.

Quem olha como quem toca e nos salva a alma.

Quem sorri como quem abraça e nos salva o dia.

Quem beija como quem cura e nos salva das dores.

Quem dá colo como quem cuida e nos salva a vida.

Quem ri como quem cativa e nos salva o sorriso.

Quem fala como quem sente e nos salva os sentidos.

Quem fica como quem serena e nos salva do mundo.

Quem vive como quem ama e nos salva para sempre.

Quem ama como quem só sabe ser amor e nos salva de tudo.

Quem sabe que o que importa de verdade mora nestes nadas que nos salvam tudo, de tudo.

Quantas vezes.

Quantas vezes foi um olhar por dentro que tocou a tua alma. Quantas vezes foi um sorriso de alma que abraçou o teu coração. Quantas vezes foi uma mão a abraçar que resgatou a tua vida. Quantas vezes foi um beijo de ternura que curou a tua alma. Quantas vezes foi um abraço a envolver que abrigou o teu coração. Quantas vezes foi um colo de cuidar que amparou a tua vida. Quantas vezes foi uma palavra do coração que inspirou a tua alma. Quantas vezes foi um silêncio de sentir que sossegou o teu coração. Quantas vezes foi um riso a fazer sorrir que contagiou a tua vida. Quantas vezes foi um ficar para sempre que amou a tua alma. Quantas vezes foi um gesto de bondade que salvou o teu coração. Quantas vezes foi uma vida de amor que tatuou a tua vida.

Quantas vezes.

Todas. Todas as vezes.

De todas as vezes, é o amor que muda o teu mundo.

E em todas as vezes, é o teu amor que muda o mundo de alguém, também.

Parar. E ficar.

Serenar toda a correria do mundo, dos dias, da vida, do coração, da alma. Calar todo o ruído, por fora e por dentro. E parar. Permitir-te parar. Para respirar. Para (re)pousar. Para reparar. Para sentir. E ficar. Deixar-te ficar.

Parar e ficar naquele abraço que é casa. Parar e ficar naquelas mãos que seguram tudo. Parar e ficar naquele olhar de alma. Parar e ficar naquele sorriso que arrebata. Parar e ficar naquele beijo de magia. Parar e ficar naquele colo que cuida. Parar e ficar naquele amor que chama. Parar e ficar no que importa de verdade.

Parar. E ficar. Porque a verdade é esta: é naqueles instantes em que te permites parar e te deixas ficar, que descobres tudo o que importa. Que vives de verdade. E não há correria nenhuma que compense o amor a acontecer.