Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

Cuida de mim.

Cuida de mim. Mesmo quando não sei que preciso. Mesmo quando penso que não preciso. Mesmo quando sinto que não preciso. E mesmo até quando digo que não preciso. Todos precisamos, sempre, sabes? Cuida de mim. Mesmo quando não quero. Mesmo quando fujo. Mesmo quando me escondo. Cuida de mim. Mesmo quando estou bem. Mesmo quando sou forte. Mesmo quando tenho tudo. Cuida de mim. Cuida de mim sem tempo, sem lugar e sem porquê. Cuida de mim apenas como quem respira e existe, por seres(-me) e viveres(-me). Cuida de mim como abraço que abriga. Cuida de mim como mãos que seguram. Cuida de mim como olhar que resgata. Cuida de mim como sorriso que sossega. Cuida de mim como beijo que cura. Cuida de mim como colo que é casa. Cuida de mim como amor que salva. Cuida de mim. Mesmo que tudo. Sempre. É que, mesmo quando não preciso, preciso sempre mais. Mesmo quando não quero, quero sempre mais. E mesmo quando estou bem, fico sempre melhor. Todos precisamos, sempre, sabes? Cuida de mim.

Somos casas

Somos casas. Construídas e cimentadas pelas nossas histórias. As que vivemos. As que ficam. E as que, mesmo não ficando, ficam marcadas também. Somos casas. Não há casas iguais. Cada casa constrói-se quase sem querer e cimenta-se com o que se vai aprendendo a querer. A escolher. Com o que fica.

Sou casa. Construída pelas minhas histórias. As que vivo. As que ficam. E as que, mesmo não ficando, ficam marcadas também. Tenho marcas que ficam para sempre. Não há volta a dar. Sou casa. Morada pelas minhas pessoas. As minhas. As de quem eu sou. Quase podia dizer que, para além de casa morada, sou casa também construída por elas. E digo: sou. Construíram-me, também. Não seria eu, não sou eu, sem elas. Há "pessoas-eu" para sempre. Não há volta a dar. Sou casa. Cimentada pelo amor. O amor que abraça, que entrelaça mãos, que olha mais fundo, que sorri com o coração. Cada casa constrói-se quase sem querer e cimenta-se com o que se vai aprendendo a querer. A escolher. Com o que fica. Não conheço nada que fique mais e que eu possa escolher e querer mais, do que o amor. Só o amor cimenta para sempre. Não há volta a dar.

Somos casas. Há quem chega, de mansinho, pé ante pé, e acaba por entrar. Há quem entra e não fica. E há quem entra e fica. Na esperança de morar.

Sou casa. A ti, que chegas, de mansinho, pé ante pé, e acabas por entrar, tens de saber: Sou casa. Construída pelas minhas histórias. Morada pelas minhas pessoas. Cimentada pelo amor. Não sou casa vazia, sozinha. Eu não sou só eu. Morar-me é abraçar isto. Abraçar o que sou, com tudo o que sou. Não há volta a dar.

Os anos vão passando.

Os anos vão passando. E, quando olhas bem para dentro de ti, quando percorres cada pedaço do teu coração, onde guardas (só) o que importa, percebes que há coisas que tu vais aprendendo.

Os anos vão passando. E tu aprendes que, no meio deste mundo que corre e que te tira tanta vida enquanto corre, afinal há poucas coisas que de verdade importam, há poucas coisas que tu de verdade precisas. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é morar em cada abraço. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é abraçar cada mão dada. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é entregar-te em cada olhar. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é sentir cada sorriso. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é curar em cada beijo. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é amar as tuas pessoas. As que ficam. As que ficam sempre. Para sempre. (E aprendes, também, que afinal as tuas pessoas não são tantas assim.) Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é tatuar corações com a tua vida. E deixar que outras vidas te tatuem o coração. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é agradecer cada milagre. E encontrar força para cada tempestade. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é ser e viver, sempre, com o coração. É ser e viver, sempre, com amor.

Os anos vão passando. E tu aprendes que, no meio deste mundo que corre e que te tira tanta vida enquanto corre, afinal a única coisa que de verdade importa, a única coisa que tu de verdade precisas, é o amor. Porque aprendes que afinal é o amor que te devolve a vida. Aprendes que afinal é o amor que te salva. Sempre. Para sempre.

Abraçarem-te a alma.

Abraçarem-te a alma. Sabes o que é? Quando alguém chega, de mansinho, e se mostra por dentro, com tudo o que é, da forma mais verdadeira que é, abraça-te a alma. Quando alguém chega, de mansinho, e consegue ver-te por dentro, com tudo o que és, da forma mais verdadeira que és, abraça-te a alma. Quando alguém te sente o coração (e, às vezes, até o pressente), abraça-te a alma. Quando alguém se faz abraço que cura, abraça-te a alma. Quando alguém te dá a mão como quem te dá o coração, abraça-te a alma. Quando alguém te resgata sempre mais um sorriso, abraça-te a alma. Quando alguém te fala com o coração, e ao coração, abraça-te a alma. Quando alguém se faz presença que sossega, longe ou perto, abraça-te a alma. Quando alguém se faz, e te faz, morada, abraça-te a alma. Quando alguém tatua sorrisos e se tatua no teu coração, abraça-te a alma. Quando alguém se faz pedacinho de amor que salva, abraça-te a alma. Abraçarem-te a alma. Sabes o que é? A forma mais bonita de dizer "gosto de ti", sem ser preciso dizer.

 

Hoje, especialmente para a M.

É preciso o amor com urgência.

É preciso abraçar com a urgência de quem não sabe largar mais. É preciso dar as mãos com a urgência de quem dá o coração. É preciso olhar nos olhos com a urgência de quem se procura por dentro. É preciso sorrir com a urgência de quem sente o coração. É preciso beijar com a urgência de quem toca a alma. É preciso ser das nossas pessoas com a urgência de quem se é para sempre. É preciso dizer que se gosta com a urgência de quem fala com o coração. É preciso sentir silêncios com a urgência de quem ouve com o coração. É preciso ouvir o coração com a urgência de quem se mora por dentro. É preciso arrepiar os sentidos com a urgência de quem perde a respiração e se salva ao mesmo tempo. É preciso dar colo quando dói com a urgência de quem ama. É preciso curar lágrimas com a urgência de quem sossega. É preciso rir com a urgência de quem abraça a cumplicidade. É preciso fazer os olhos brilhar com a urgência de quem se deixa arrebatar. É preciso demorar no que de verdade importa com a urgência de quem pára o mundo. É preciso amar com a urgência de quem é amor para sempre. É preciso ser amor com a urgência de quem ama para sempre. É preciso o amor com urgência. É urgente o amor. Tanto.

Há sempre alguém.

Há sempre alguém para te abraçar. Alguém para te receber com sabor a casa. Para te dar colo, onde podes descansar. Para quem podes sempre correr e para quem voltas sempre. Alguém para te abrigar. Há sempre alguém para te dar a mão. Alguém para te agarrar bem. Para não te largar mais. Para te segurar. Alguém para te resgatar. Há sempre alguém para te olhar mais fundo. Alguém para te ver do lado de dentro. Para te ler e percorrer cada pedaço do que és. Para te tocar a alma. Para te sentir o coração. Alguém para te descobrir. Há sempre alguém para te sorrir. Alguém para te desenhar o dia em forma de amor. Para te fazer sorrir com a magia da cumplicidade. Para te arrebatar o coração. Alguém para te cativar. Há sempre alguém para te beijar. Alguém para se tatuar em ti para sempre. Para te provar que os milagres acontecem. Alguém para te curar. Há sempre alguém para te amar. Só. Alguém para te amar chega. Há sempre alguém que, só por ser alguém para te amar, é alguém para te salvar. Para sempre.

Nunca um olhar foi tanto.

Nunca um olhar foi tanto. O abraço urgente, o beijo sedento e o sorriso escondido estão, agora, à distância de um olhar. Nunca um olhar amou tanto. Nunca um olhar foi tanto. Ou, deixa-me dizer-te: se calhar, foi sempre. Estávamos distraídos. Ocupados. Apressados. Mas... foi sempre. Um olhar. Um olhar daqueles. Um olhar que se deixa demorar. Um olhar que se cruza, que se chama, que se obriga a parar quando se encontra, e que se olha. Mas que se olha mesmo, por dentro. Um olhar que te percorre como quem te abraça. Um olhar que te toca como quem te dá a mão. Um olhar que te descobre como quem te lê. Um olhar que te pára o mundo como quem te sorri. Um olhar que te arrebata como quem te beija. Um olhar que te inunda como quem te ama. Um olhar que te ama... e que te muda a vida. Nunca um olhar mudou tantos dias, tantas vidas, tantos corações. Nunca um olhar amou tanto. Nunca um olhar foi tanto. Ou, deixa-me dizer-te: se calhar, foi sempre.

Imagina que o mundo precisava da tua voz para ser tornar um mundo melhor.

Numa frase.

O que lhe dirias?

Tenho a sorte de ter na vida e no coração pessoas bonitas que, para além de bonitas, ainda me fazem as vontades e alinham comigo nestas ideias (sou abençoada, eu sei). Aqui está o (nosso) resultado. Juntos. Porque o coração não tem distância.

E tu, o que lhe dirias? Mostra-o. Vive-o. Sê-o. Todos os dias. E nunca o esqueças, por favor.

 

Ainda há coisas boas, sabes?

Ainda há coisas boas, sabes? Por mais que tentem mostrar-te que não. Por mais que tentem fazer-te sentir e acreditar que não. Por mais que quase consigam. Ainda há coisas boas. Pode não estar tudo bem. E o mal pode até contagiar. Mas não te esqueças, por favor: ainda há coisas boas. E, adivinha, são elas que, de forma subtil, te mostram o milagre mais estrondoso que existe: devolvem-te a vida e salvam-te de tudo. De tudo. Ainda há coisas boas, sabes? O abrigo seguro de um abraço forte que te abraça por inteiro. As mãos que se enlaçam às tuas para sempre. Os olhos que olham dentro dos teus. Os sorrisos que te cativam o coração. Os beijos que te curam todas as dores. As tuas pessoas. Os laços fortes que unem almas e corações. A magia da cumplicidade. Ouvir o coração bater. Os silêncios que falam mais do que as palavras. Um "gosto de ti" do coração. Os olhos a brilhar. As lágrimas que acabam em sorrisos. As gargalhadas que acabam em dores de barriga. Os sempres que sabes que são mesmo para sempre. Sentires-te em casa. Os corações que tatuas com a tua vida e as vidas que te tatuam o coração. Seres e viveres, sempre, com o coração. Seres e viveres, sempre, com amor. Por e para o amor. No final é só isto: o amor. Ainda há coisas boas, sabes? Pode não estar tudo bem. E o mal pode até contagiar. Mas deixa-me contar-te uma coisa: o amor também contagia. Tanto. E, enquanto não te esqueceres disto, ainda há coisas boas. Sempre. Mostra-as. Vive-as. Sê-as. E nunca mais te esqueças delas, por favor.

Prioridades

O mundo vive com as prioridades trocadas. Com os focos trocados. Quase nos obriga a esquecer, no meio de todos os casos sérios e de toda a correria que nos exige, o verdadeiro caso sério da vida, o que de verdade importa. A única coisa que de verdade importa. O que importam os mil lugares que visitas, se no final não tiveres um abraço onde morar? O que importam as mil coisas que coleccionas, se no final não tiveres umas mãos a segurar tudo o que és? O que importam as mil tarefas que fazes, se no final não tiveres um olhar a parar-te o mundo inteiro? O que importam os mil números que ganhas, se no final não tiveres um sorriso onde te perdes? O que importam as mil palavras que dizes, se no final não tiveres um beijo a mudar-te? O que importam as mil pessoas que conheces, se no final não tiveres alguém a quem o teu coração pertence? O que importa tudo o que passa, se no final não tiveres só o que fica? E o amor é a única coisa que fica. É a única coisa que nunca passa. Só. E sempre. O resto é só o resto. O que importa tudo, se não acabar em amor?