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menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

Deixa-me falar-te de amor.

O amor. Pintam-no de tantas cores, desenham-no de tantas formas, definem-no com tantas palavras. Resumem-no tanto. Mas o amor... ultrapassa tudo. Muda tudo. Sempre. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, um abraço chega para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, um entrelaçar de mãos chega para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, um olhar mais fundo chega para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, um sorriso chega para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, um beijo chega para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, há pessoas que chegam para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, todas as vezes, sempre, um pedacinho de amor, mesmo o mais pequenino, chega para mudar tudo. E muda. Muda dias. Muda vidas. Muda corações. E cura. E salva. Tanto. Posso não saber muito sobre o amor. Mas há uma coisa que eu sei. Só o amor ultrapassa tudo. Só o amor muda tudo. Tanto. Sempre. Para sempre.

Os anos vão passando e há coisas que tu vais aprendendo.

Os anos vão passando. E, quando olhas bem para dentro de ti, quando percorres cada pedaço do teu coração, onde guardas (só) o que importa, percebes que há coisas que tu vais aprendendo. Os anos vão passando e tu aprendes que, no meio deste mundo que te exige tanto e te tira tanta vida, afinal há muito poucas coisas que importam, há muito poucas coisas que tu precisas. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é morar em cada abraço. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é abraçar cada mão dada. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é entregar-te em cada olhar. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é sentir cada sorriso. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é curar em cada beijo. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é amar as tuas pessoas. As que ficam. As que ficam sempre. Para sempre. (E aprendes, também, que afinal as tuas pessoas não são tantas assim.) Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é tatuar corações com a tua vida. E deixar que outras vidas te tatuem o coração. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é agradecer cada milagre. E encontrar força para cada tempestade. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é ser e viver, sempre, com o coração. É ser e viver, sempre, com amor. Os anos vão passando e tu aprendes que, no meio deste mundo que te exige tanto e te tira tanta vida, afinal a única coisa que importa, a única coisa que tu precisas, é o amor. Porque aprendes que afinal é o amor que te devolve a vida. Aprendes que afinal é o amor que te salva de tudo. Todos os dias. Para sempre.

O melhor presente do mundo

O melhor presente do mundo vem em forma de abraço que te envolve e te guarda bem dentro, por inteiro. O melhor presente do mundo vem em forma de mãos que te chamam para si e não te sabem largar mais. O melhor presente do mundo vem em forma de olhar que te estremece o coração, enquanto te descobre por dentro. O melhor presente do mundo vem em forma de sorriso que te abraça o coração e se tatua nele para sempre. O melhor presente do mundo vem em forma de beijo que te tira a respiração e te salva ao mesmo tempo. O melhor presente do mundo vem em forma de coração que te abriga com sabor a casa. O melhor presente do mundo vem em forma de pessoa que se faz tua, que te faz sua. O melhor presente do mundo vem de forma subtil e pequenina, e, ao mesmo tempo, estrondosa e maior que o mundo. Revira tudo. Muda tudo. O melhor presente do mundo vem em forma de amor.

E o melhor presente do mundo vem em forma de ti. És tu. Quando és, quando vives, com amor. Quando amas. O melhor presente do mundo é sempre o (teu) amor. Sabes? Experimenta. Faz milagres. Muda mundos.

Um caso sério

No meio de todos os casos sérios do mundo, no meio de todos os casos sérios que nos mostram e nos ensinam todos os dias, o verdadeiro caso sério, deixa-me dizer-te, é um milagre que te acontece por dentro. O verdadeiro caso sério acontece-te com a força estrondosa (e, ao mesmo tempo, quase despercebida) que só o amor consegue. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há um abraço que chega para te abrigar para sempre. Um abraço que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há uma mão que chega para te segurar e te abraçar tanto. Uma mão que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há um olhar que chega para ler tudo o que és. Um olhar que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há um sorriso que chega para melhorar o teu dia. E o teu coração. Um sorriso que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há um beijo que chega para curar todos os pedacinhos que te doem. Um beijo que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há alguém que chega para te ser um lugar de amor, para te ser casa. Alguém que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando o amor chega para tornar todos os casos sérios do mundo menos sérios. O amor que te chega quando mais nada chega é um caso sério. É o teu caso sério. Um milagre que te acontece por dentro. No meio de todos os casos sérios do mundo, no meio de todos os casos sérios que nos mostram e nos ensinam todos os dias, o verdadeiro caso sério, deixa-me dizer-te, é (só) o amor.

O teu coração.

Quantas lágrimas o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada sorriso que sorris? Quantos pedidos de abrigo o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada abraço que abraças? Quantos medos o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada mão que entrelaças? Quantos pedidos de milagre o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada olhar que olhas? Quantas dores o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada beijo que dás? Quantos sufocos o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada palavra que falas? Quantos gritos o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada silêncio que partilhas? Quantos cansaços o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada presença onde te deixas ficar?

E, no final de tudo, quantas curas o teu coração guarda, em segredo, dentro do amor que o salva? É que, por cada cicatriz que o teu coração vá guardando, pelo caminho, haverá sempre um gesto de amor, assim, que o cura. Que te salva. Para sempre.

Quem consegue (realmente) ver-te?

Há sempre alguém que te vê. Que realmente te vê. Não há volta a dar. Há sempre alguém que te descobre por dentro. Que te descobre por detrás das barreiras que vais construindo, mesmo sem saberes. Que te descobre por detrás de tudo o que o mundo vê em ti e, principalmente, por detrás do que ninguém vê: por detrás dos teus medos, dos teus fantasmas, das tuas dores e das tuas cicatrizes. Há sempre alguém que te vê. Que realmente te vê. Não há volta a dar. Há sempre alguém que te baixa a guarda, te abre a porta e se convida a entrar. Mesmo sem saberes. Mesmo sem quereres. Mesmo que fujas. Há sempre alguém que te ultrapassa e te descobre por dentro. Que te atravessa a alma e encontra o que és. Há sempre alguém que te vê. Que realmente te vê. Não há volta a dar. Há sempre alguém que te sorri como quem te (pres)sente, que te dá a mão como quem te resgata, que te abraça como quem te salva e que te olha, por dentro, e te vê. Que realmente te vê. Não há volta a dar. Sabes? Por detrás de tudo o que o mundo vê em ti e, principalmente, por detrás do que ninguém vê, venha quem vier, as tuas pessoas são sempre as que conseguem ver-te. Realmente ver-te. Sem haver volta a dar.

Para quem corres?

Para quem corres?

No final de tudo, para quem corres? Quando mais nada importa a não ser o que de verdade importa, para quem corres? Quando não te resta nada, quando precisas de um lugar seguro para cair, para quem corres? Quando tens tudo, quando precisas de mostrar o teu coração a transbordar, para quem corres? Para quem corres, mesmo que em segredo, mesmo que só no silêncio do teu coração?

Para quem corres?

Quando precisas de um abraço que te envolva e te esconda do mundo, para quem corres? Quando precisas de uma mão que te resgate e te agarre bem, para quem corres? Quando precisas de um olhar que te invada por dentro e te toque a alma, para quem corres? Quando precisas de um sorriso que te pare o mundo e te salve o dia, para quem corres? Quando precisas de um beijo que te arrepie e te cure as dores, para quem corres?

Para quem corres?

É que, por muitos caminhos que corras, no final de tudo, quando mais nada importa a não ser o que de verdade importa, tu só corres para o amor que te chega quando mais nada chega.

Tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal.

Tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal. Mesmo que sejas forte, mesmo que sejas grande, mesmo que acredites, mesmo que estejas bem, mesmo que tudo e tanto mais... Tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal. Há dias em que as forças te faltam. E não faz mal. Há dias em que a tua voz não consegue sair. E não faz mal. Há dias em que as lágrimas te aparecem sem aviso. E não faz mal. Há dias em que as tuas certezas são inseguras. E não faz mal. Há dias em que o teu caminho é perdido. E não faz mal. Há dias em que o chão te falha. E não faz mal. Há dias em que o medo te assalta. E não faz mal. Há dias em que o mundo te cansa. E não faz mal. Há dias em que o teu coração sufoca. E não faz mal. Há dias em que a tua alma dói. E não faz mal. Há dias em que tu não estás no teu melhor. E não faz mal. Abraça-te. Permite-te não estar sempre no teu melhor. Tira esse peso de ti. Do teu coração. Da tua vida. Abraça-te. Refugia-te. Abriga-te. Nos lugares e nas pessoas (e nos lugares em forma de pessoas) onde podes descansar do mundo. Onde amas. Onde curas o que és. Onde voltas a ser tu, a estar no teu melhor. Porque, no final, talvez descubras que o teu melhor é o amor que te abraça quando tu não estás no teu melhor. Porque tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal.

Por instantes. Para sempre.

Um céu cheio de estrelas. E o infinito. Há momentos, há lugares, que nos dão um pedaço de infinito. Por instantes. Para sempre. Um céu cheio de estrelas. E o olhar. Que se procura, por dentro, quase despercebido. Quase em segredo. Que se demora. Por instantes. Para sempre. Um céu cheio de estrelas. E o sorriso. Que se adivinha antes de chegar. Que sabe a magia de cumplicidade. Que se cativa. E que fica. Por instantes. Para sempre. Um céu cheio de estrelas. E as mãos. Que percorrem todos os caminhos até se encontrarem. Que se tocam e se enlaçam. Por instantes. Para sempre. Um céu cheio de estrelas. E o abraço. Que se espera desde o olhar, desde o sorriso, desde o toque de mãos. Que funde o segredo do olhar, a cumplicidade do sorriso, o enlace das mãos. Que abraça tudo. Um céu cheio de estrelas. E o abraço: o verdadeiro infinito. Por instantes. Para sempre.

No final, o que fica é (só) o amor.

Ficar ali. Bem ao lado. Tão perto. Tão junto. Como se o teu lugar, o teu lugar mais cúmplice do mundo inteiro, fosse ali. Tão perto. Tão junto. No final, o que fica são os segundos eternos em que te deixaste ficar ali. Tão junto para sempre. Um abraço. Onde te encaixas. Onde te aconchegas no bater do seu coração. Onde te embalas no seu respirar. Como se o teu lugar, o teu lugar mais casa do mundo inteiro, fosse um abraço. No final, o que fica são os abraços onde moraste para sempre. Um entrelaçar de mãos. De mãos que se procuram. Que se encontram. Que se dão. Que não sabem largar-se mais. Como se o teu lugar, o teu lugar mais seguro do mundo inteiro, fosse um abraço de mãos. No final, o que fica são as mãos que abraçaste com as tuas para sempre. Um olhar. Que te olha por dentro. Que te percorre a alma e te vê o coração. Onde te perdes. E onde te encontras. Como se o teu lugar, o teu lugar mais secreto do mundo inteiro, fosse um olhar. No final, o que fica são os olhos que amaste para sempre. Um sorriso. Que te convida a sorrir. Que te cativa. Que te abraça. E que muda o teu dia. A tua vida. O teu coração. Como se o teu lugar, o teu lugar mais abraço do mundo inteiro, fosse um sorriso. No final, o que fica são os sorrisos que te abraçaram para sempre. Um beijo. Que sabe a cura. Que faz o mundo parar. E que faz o mundo girar. Como se o teu lugar, o teu lugar mais mágico do mundo inteiro, fosse um beijo. No final, o que fica são os beijos que te curaram para sempre. As tuas pessoas. Que são o ficar ali. Que são o abraço. Que são o entrelaçar de mãos. Que são o olhar. Que são o sorriso. Que são o beijo. Como se o teu lugar, o teu lugar mais amor do mundo inteiro, fossem as tuas pessoas. No final, o que fica são as tuas pessoas de quem tu és para sempre. O amor. Sempre (e só) o amor. Como se o teu lugar, o teu único lugar do mundo inteiro, fosse o amor. E é. No final, o que fica é o amor. Só. Repito: só. E tanto.

(Texto publicado no Elefante de Papel, aqui.)