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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

A verdade (do abraço) do coração.

Talvez o coração tenha sido feito para abraçar.

E talvez, quando abraça, seja sempre para sempre.

Talvez seja esse abraço aquilo que fica, mesmo quando se voa.

E talvez, mesmo quando se voa, seja esse abraço a forma mais bonita de ficar.

A forma mais bonita de amar.

Talvez, mesmo quando se voa, seja esse abraço o nosso lugar.

E talvez seja esse o nosso lugar para sempre, mesmo quando temos de voar.

Para ti. Talvez...

Talvez o encontres noutros braços, talvez o apertes noutro abraço.

Talvez o encontres noutras mãos, talvez o abraces noutro toque.

Talvez o encontres noutros olhos, talvez o vejas noutro olhar.

Talvez o encontres noutros risos, talvez o sintas noutro sorriso.

Talvez o encontres noutros regaços, talvez o guardes noutro colo.

Talvez o encontres noutras palavras, talvez o escutes noutra fala.

Talvez o encontres noutras lágrimas, talvez o toques noutro sentir.

Talvez o encontres noutros gestos, talvez o tatues noutra vida.

Talvez o encontres noutras almas, talvez o ames noutro coração.

Aqui... (quase sem querer) parece que voou.

Talvez... 

Se aqui voou, talvez voe para sempre.

Ou então, talvez um dia volte a pousar e te encontre a ti.

Talvez...

Acredita.

Acredita.

Mesmo quando o coração se parte. Mesmo quando dói. Mesmo com cicatrizes para sempre.

Acredita.

Mesmo quando tens medo. Mesmo quando foges. Mesmo quando te escondes. Mesmo quando te fechas.

Acredita.

Mesmo quando não tens forças. Mesmo quando não consegues.

Acredita.

Mesmo quando não sabes. Mesmo quando tens dúvidas.

Acredita.

Mesmo quando não acreditas. Ou quando te fazem desacreditar.

Acredita.

Mesmo quando não queres. Mesmo quando achas que não precisas. Mesmo quando não vês.

Acredita.

Mesmo quando cais. Mesmo quando te perdes.

Acredita.

Mesmo quando te cansas. Mesmo quando sufocas. Mesmo quando precisas de calma.

Acredita.

Mesmo quando o mundo estremece. Mesmo quando a vida te troca os planos. Mesmo na tempestade. Mesmo quando tudo acaba.

Acredita.

Mesmo no desamor.

Acredita.

Mesmo que tudo.

Acredita sempre.

No amor.

Acredita.

Porque, no meio de tudo, só o amor é de acreditar. E, no meio de tudo, só o amor te faz acreditar também.

as coisas que tu não sabes.

Aproximas-te de mim devagar, como quem tem medo que eu possa fugir, e abraças-me a alma na esperança de me entrares no coração. Admiro a tua forma ingénua de sentires que me tens e me conheces inteira. Mas o que tu não sabes é que, mesmo que a minha alma se deixe abraçar por ti e o meu coração te deixe entrar, há coisas minhas que tu não conheces. Há coisas que tu não sabes. Não sabes que antes de ti já alguém me abraçou a alma, morou no meu coração e me roubou pedaços dele. Não sabes que eu nunca recuperei esses pedaços e que nunca os vou recuperar. Não sabes que as cicatrizes do coração, mesmo que saradas, são as mais fundas que podes ter e são para sempre. Não sabes que, depois destes anos todos, eu nunca voltei a sentir alguém assim. Não sabes que, depois destes anos todos, eu nunca voltei a deixar alguém entrar e ocupar esse lugar na minha vida e no meu coração. Não sabes que, mesmo que a minha alma se deixe abraçar por ti e o meu coração te deixe entrar, eu ainda posso fugir de ti.

 

(Desafio "Escrever uma carta àquele(a) que te ama, ou àquele(a) que te vai amar."

Desafio: BlueS.o.l., Clarameisiza, Just_Smile)

"A margem de um corpo de água"

Os teus olhos. Se houve margem que me resgatou contra todas as forças do mundo, de todos os mundos, foram os teus olhos. A margem mais funda que eu já conheci. E, no entanto, eu não tive medo. Naquela altura eu ainda não tinha medo, sabes? Eu sabia que, sempre que deixasse resgatar-me pela corrente do teu mar, tinha os teus braços a ancorar-me. Eu só não sabia que, ao ancorar-me, estava a afundar-me também. Num mar que afinal não era meu. Na margem que ficou com os meus pedaços desancorados quando eu remei para o lado de cá. Há margens assim. Resgatam-te tanto. E afundam-te tanto. São as únicas margens que sabem ancorar-te para sempre, na alma e na pele (e, quase sem saberes, no coração), a cor, o sabor, o som, o cheiro, o toque, do seu mar. Os teus olhos. Os teus olhos.

 

(resposta ao desafio da Blue)