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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

Um pouco de céu.

Só hoje senti que o rumo a seguir levava para longe. Senti que este chão já não tinha espaço para tudo o que foge. Não sei o motivo para ir, só sei que não posso ficar. Não sei o que vem a seguir, mas quero procurar. E hoje deixei de tentar erguer os planos de sempre. Aqueles que são para outro amanhã que há-de ser diferente. Não quero levar o que dei, talvez nem sequer o que é meu. É que hoje parece bastar um pouco de céu. Um pouco de céu. Só hoje esperei, já sem desespero, que a noite caísse. Nenhuma palavra foi hoje diferente do que já se disse. E há uma força a nascer bem dentro, no fundo de mim. E há uma força a vencer qualquer outro fim. Não quero levar o que dei, talvez nem sequer o que é meu. É que hoje parece bastar um pouco de céu. Um pouco de céu.

Sei lá.

Eu sei lá em que dia da semana vamos. Sei lá qual é a estação do ano. Sei lá. Talvez nem sequer queira saber. Eu sei lá porque dizem que estou louca. Sei lá. Já não sou quem fui, sou outra. Sei lá. Pergunta-me amanhã, talvez eu saiba responder. E eu juro, eu prometo, e eu faço e eu rezo, mas no fim o que sobra de mim? E tu dizes coisas belas, histórias de telenovelas, mas no fim tiras mais um pouco de mim. Então força, leva mais um bocado, que eu não vou a nenhum lado. Leva todo o bom que há em mim. E eu não fujo, eu prometo, eu perdoo e eu esqueço, mas no fim o que sobra de mim? Mas tu sabes lá das guerras que eu tenho. Tu sabes lá das canções que eu componho. Tu sabes lá. Talvez nem sequer queiras saber. Mas tu sabes lá da maneira que te amo. Tu sabes lá, digo a todos que é engano. Tu sabes lá. Pergunto-te amanhã, mas não vais saber responder. E eu juro, eu prometo, e eu faço e eu rezo, mas no fim o que sobra de mim? E tu dizes coisas belas, histórias de telenovelas, mas no fim tiras mais um pouco de mim. Então força, leva mais um bocado, que eu não vou a nenhum lado. Leva todo o bom que há em mim. Que eu não fujo, eu prometo, eu perdoo e eu esqueço, mas no fim o que sobra de mim?

Abraça-me bem

Levantas o teu corpo, cansado, do chão. Afastas esse peso que te esmaga o coração. Abres uma janela e perguntas-te quem és. Respiras mais fundo e enfrentas o mundo de pé. Eu venho de tão longe e procuro há mil anos por ti. Estendo a minha mão até te sentir. Não sabemos nada do que somos nós. Mas sabemos tanto do que muda por não estarmos sós. Abraça-me bem. Levantas os teus olhos para me olhar, assim. Procuras cá dentro, onde me escondi. E eu tenho medo, confesso, de dar o mundo onde guardo tudo o que mais quis salvar. Tu dizes que não há outra forma de ficarmos perto. Não há como saber se o caminho é o certo. Só pode voar quem arriscar cair. Só se pode dar quem arriscar sentir. Abraça-me bem.

Sobre as músicas que podiam ser sobre mim.