Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

Sobre pessoas importantes.

Quem abraça como quem guarda e nos salva o coração.

Quem dá a mão como quem dá o coração e nos salva dos dias.

Quem olha como quem toca e nos salva a alma.

Quem sorri como quem abraça e nos salva o dia.

Quem beija como quem cura e nos salva das dores.

Quem dá colo como quem cuida e nos salva a vida.

Quem ri como quem cativa e nos salva o sorriso.

Quem fala como quem sente e nos salva os sentidos.

Quem fica como quem serena e nos salva do mundo.

Quem vive como quem ama e nos salva para sempre.

Quem ama como quem só sabe ser amor e nos salva de tudo.

Quem sabe que o que importa de verdade mora nestes nadas que nos salvam tudo, de tudo.

O amor existe.

Há quem me abraça sempre a alma e se deixa ficar. E o amor existe. Há quem me dá sempre a mão e se faz sempre perto. E o amor existe. Há quem me sorri sempre com o coração. E o amor existe. Há quem me olha sempre tão de verdade, como quem olha por dentro. E o amor existe. Há quem me beija sempre com a ternura mais mágica. E o amor existe. Há quem me abriga sempre em colo seguro. E o amor existe. Há quem me faz sempre rir de mais uma forma que eu ainda não conhecia. E o amor existe. Há quem me pede sempre para eu ficar mais um bocadinho e mais uma e outra vez. E o amor existe. Há quem me sente sempre e me vê da forma mais bonita: de verdade. E o amor existe. Há quem me ama sempre e se faz sempre morada. E o amor existe. Há quem me faz ser sempre mais lugar de amor. Mais lugar de tudo. De tudo o que importa. E o amor existe.

O amor existe. Acontece-nos todos os dias. Assim. Nas nossas pessoas. Nos gestos que mudam tudo. Por aí. Quase despercebido… Mas tão perto. Tão à vista.

O amor existe. Acontece-nos todos os dias. E salva-nos de todos os dias.

Sobre pessoas bonitas.

Sobre pessoas que te mostram o lado mais bonito da vida. Que te mostram até o lado mais bonito de ti. Pessoas que te mostram o lado mais bonito de tudo. E que, só por isso, te fazem acreditar que ainda vale a pena. Que tudo isto vale a pena. Sobre pessoas que te fazem acreditar.

Sobre pessoas que são luz na escuridão. E luz que te ilumina. E que te faz brilhar.

Sobre pessoas que são sol nos dias cinzentos.

Sobre pessoas que são paz na tempestade.

Sobre pessoas que são abrigo sempre que os medos te invadem.

Sobre pessoas que são balão de oxigénio e que te devolvem a respiração.

Sobre pessoas que são asas que te fazem voar.

Sobre pessoas que são pára-quedas que te ajudam a pousar.

Sobre pessoas que são colo que não te deixa cair.

Sobre pessoas que são mãos que te ajudam a levantar. E mãos que se dão às tuas para sempre. Para te acompanhar.

Sobre pessoas que são abraço de alma. Abraço de coração. Pessoas que são lugar seguro para onde podes sempre correr. Para onde podes sempre voltar.

Sobre pessoas que são olhos que te vêem de verdade. Por dentro do que és. Pessoas que te sabem e que te sentem.

Sobre pessoas que te ouvem e te lêem as palavras, os gestos e até os silêncios.

Sobre pessoas que são sorriso em forma de abraço. Que conseguem fazer-te sorrir sempre mais uma e outra vez.

Sobre pessoas que são beijinhos que te curam as dores. Que curam tudo. Pessoas que são ternura.

Sobre pessoas que são magia.

Sobre pessoas que são milagres a acontecer.

Sobre pessoas que são presença sempre. Que, mesmo longe, são sempre perto. Pessoas que te provam que o coração não tem distância.

Sobre pessoas que se fazem morada. Que te fazem morada.

Sobre pessoas que te são. Pessoas a quem tu és. Tanto e sempre.

Sobre pessoas que te tatuam o coração para sempre. Com o que te dão. Com o que são.

Sobre pessoas que são tanto.

Sobre pessoas em forma de amor.

Agradece-as. Muito. Todos os dias. E ama-as. Muito. Todos os dias também.

Elas.

Elas. Foi assim a vida toda, será assim a vida toda: elas. Elas, que já me esperavam quando eu nasci. Não conheci a vida antes delas. E nunca vou saber da vida sem elas. Olho para elas e sei: por mais voltas que o mundo dê e por mais pessoas que nos apareçam no caminho, no final a verdade é sempre esta: somos sempre umas das outras. E umas para as outras. Elas. São elas, quem eu sou.

Nós não nos esquecemos, avó.

IMG-20190810-WA0002.jpg

Nós não nos esquecemos, avó. Continuamos aqui, do lado de cá, sem nunca soltar a nossa ponta do laço forte que une os nossos corações. Todos. Nós não nos esquecemos, avó. Estamos bem aqui, do lado de cá da porta dessa casa onde cuidam de si. Cuidam de si, não cuidam?

Nós não nos esquecemos, avó. A avó não sabe, mas tiveram de fechar-nos a porta, só por agora, na tentativa urgente e desesperada de que aí dentro continue a ser um lugar seguro. A avó também não sabe, mas do lado de cá agora moram o perigo e o medo. As pessoas já não se abraçam, avó. Já não há beijinhos sem aviso, as mãos já não se apertam, os sorrisos estão escondidos. Anda um bicho invisível, maior do que nós, por todo o lado. Avó, ele descobriu, antes das pessoas, que a melhor forma de contagiar é através do amor. E agora escondeu-se em todos esses gestos de amor, que antes nos salvavam sem nós sabermos, e privou-nos deles. Avó: é a única coisa que nos salva, não é?

Mas nós não nos esquecemos, avó. A avó não sabe, mas nós continuamos aqui. Do lado de cá, sem nunca soltar a nossa ponta do laço forte que une os nossos corações. Todos. Nós não nos esquecemos, avó. Continuamos aqui, do lado de cá, nesta espera urgente e angustiante, que nos aperta o coração. Estamos bem aqui, do lado de cá da porta dessa casa onde cuidam de si. Cuidam de si, não cuidam?

Mas é só por agora, avó. Um dia o bicho desiste e vai embora. Um dia voltam a abrir-nos a porta, sem o perigo, sem o medo. Um dia voltamos a entrar para apertar as saudades e a urgência que agora nos apertam a nós. E um dia talvez as pessoas descubram que a melhor forma de contagiar é através do amor. E que todos esses gestos de amor sempre nos salvaram sem nós sabermos. Avó: é a única coisa que nos salva, não é?

Somos casas

Somos casas. Construídas e cimentadas pelas nossas histórias. As que vivemos. As que ficam. E as que, mesmo não ficando, ficam marcadas também. Somos casas. Não há casas iguais. Cada casa constrói-se quase sem querer e cimenta-se com o que se vai aprendendo a querer. A escolher. Com o que fica.

Sou casa. Construída pelas minhas histórias. As que vivo. As que ficam. E as que, mesmo não ficando, ficam marcadas também. Tenho marcas que ficam para sempre. Não há volta a dar. Sou casa. Morada pelas minhas pessoas. As minhas. As de quem eu sou. Quase podia dizer que, para além de casa morada, sou casa também construída por elas. E digo: sou. Construíram-me, também. Não seria eu, não sou eu, sem elas. Há "pessoas-eu" para sempre. Não há volta a dar. Sou casa. Cimentada pelo amor. O amor que abraça, que entrelaça mãos, que olha mais fundo, que sorri com o coração. Cada casa constrói-se quase sem querer e cimenta-se com o que se vai aprendendo a querer. A escolher. Com o que fica. Não conheço nada que fique mais e que eu possa escolher e querer mais, do que o amor. Só o amor cimenta para sempre. Não há volta a dar.

Somos casas. Há quem chega, de mansinho, pé ante pé, e acaba por entrar. Há quem entra e não fica. E há quem entra e fica. Na esperança de morar.

Sou casa. A ti, que chegas, de mansinho, pé ante pé, e acabas por entrar, tens de saber: Sou casa. Construída pelas minhas histórias. Morada pelas minhas pessoas. Cimentada pelo amor. Não sou casa vazia, sozinha. Eu não sou só eu. Morar-me é abraçar isto. Abraçar o que sou, com tudo o que sou. Não há volta a dar.

Imagina que o mundo precisava da tua voz para ser tornar um mundo melhor.

Numa frase.

O que lhe dirias?

Tenho a sorte de ter na vida e no coração pessoas bonitas que, para além de bonitas, ainda me fazem as vontades e alinham comigo nestas ideias (sou abençoada, eu sei). Aqui está o (nosso) resultado. Juntos. Porque o coração não tem distância.

E tu, o que lhe dirias? Mostra-o. Vive-o. Sê-o. Todos os dias. E nunca o esqueças, por favor.

 

Sabes o valor infinito que tem salvar alguém?

Às vezes a tempestade assalta-te. Pesa-te na alma. Aperta-te o coração. Nem todos os dias são em forma de sorriso (e isso não tem mal).

E depois aquele abraço. Aquele abraço que te abraça além do abraço. Aquele abraço que te quer e te chama e te pede para ficares. E tu, que te entregas, como quem não conhece melhor lugar para ficar. Para morar. Para existir. Para amar. Aquele abraço que te abriga. Aquele abraço onde te permites largar tudo. E todo o peso do mundo e todo o aperto da vida, que carregaste e absorveste em ti, começa a desatar-se de ti. Desata-se, pouco a pouco, e devolve-te a respiração, enquanto te percorre a alma, o coração, a voz, o sorriso, o olhar. Desata-se de ti porque há um novo laço que se apodera de ti. Mais forte do que qualquer peso do mundo. Mais forte do que qualquer aperto da vida. Mais forte do que qualquer tempestade. Há aquele abraço. Que te envolve bem e se enlaça a ti. Enlaça-se mesmo a ti. Por fora e por dentro. Como quem não conhece melhor expressão e declaração de amor do que esta: um abraço que te quer e te chama e te pede para ficares. Um abraço que quer ser-te casa. Um abraço que te salva.

Um abraço que te prova que os milagres acontecem: que até uma alma pesada e um coração apertado podem ser salvos. Que até os dias que não são em forma de sorriso podem ser em forma de amor. E não há melhor forma para viver os dias. Não há melhor forma para viver a vida.

Sabes o valor infinito que tem salvar alguém?

Um caso sério

No meio de todos os casos sérios do mundo, no meio de todos os casos sérios que nos mostram e nos ensinam todos os dias, o verdadeiro caso sério, deixa-me dizer-te, é um milagre que te acontece por dentro. O verdadeiro caso sério acontece-te com a força arrebatadora que só o amor consegue. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há um abraço que chega para te abrigar para sempre. Um abraço que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há uma mão que chega para te segurar e te abraçar tanto. Uma mão que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há um olhar que chega para ler tudo o que és. Um olhar que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há um sorriso que chega para melhorar o teu dia. E o teu coração. Um sorriso que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há um beijo que chega para curar todos os pedacinhos que te doem. Um beijo que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há alguém que chega para te ser um lugar de amor, para te ser casa. Alguém que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando o amor chega para tornar todos os casos sérios do mundo menos sérios. O amor que te chega quando mais nada chega é um caso sério. É o teu caso sério. Um milagre que te acontece por dentro. No meio de todos os casos sérios do mundo, no meio de todos os casos sérios que nos mostram e nos ensinam todos os dias, o verdadeiro caso sério, deixa-me dizer-te, é (só) o amor.