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menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

Só o amor é que não passa.

Sabes aquela sensação como se te arrancassem o coração do peito? Sabes quando sentes que o chão te falhou e que estás prestes a cair porque não tens mais forças? Sabes quando sentes tanto medo, tanto, que a tua voz não consegue sair e as lágrimas te aparecem mesmo sem as notares? Sabes quando sentes que o teu coração sufoca e que a tua alma dói mais do que consegues suportar? Sabes quando sentes que nada te resta e que não sabes como vai ser amanhã? Sabes essa sensação, mesmo a sério, mesmo de verdade? Sabes?

Conheci-a e olhei-a de frente, faz hoje 23 anos. Vi-a nos olhos dela. Senti-a nos seus gestos. Pressenti-a nos seus silêncios. Levaram-lhe tanto. Não lhe restava muito. Mas ficou-lhe tudo. Ficámos-lhe nós. Nós: pedacinhos da sua história de amor, pedacinhos dele e dela, do seu sangue, da sua alma e do seu coração. Nós. Nós e pequenos milagres que lhe foram aparecendo pelo caminho, ao longo dos anos. Pequenos milagres em forma de pessoas, em forma de gestos, em forma de sinais. Pequenos milagres em forma de amor. O que mais poderia ser, senão o amor? Nós e pequenos milagres: que ela abraçou muito, com a fé que nunca perdeu. E foi nesse abraço do amor e fé que nunca largou que, ao longo dos anos, devagarinho, passo a passo, grão a grão, lhe foram sendo resgatadas as forças, lhe foi sendo renovada a esperança. Mesmo com as suas marcas, foi curando o coração, a alma. Foi recuperando a vida. Salvou-se e salvou-nos. Arrisco até dizer que se salvou, salvando-nos. Foi esse o seu milagre. É esse o seu super-poder. Será sempre.

Hoje, 23 anos depois, podemos até continuar a não ter muito, mas sentimos (e sabemos) que temos tudo. Temo-nos. E continuamos a sentir esses pequenos milagres a acontecer. Continuamos a ter esse abraço do amor e fé que ela nunca largou e que nos ensinou a nunca largar.

Dizem que tudo passa. E eu? Depois disto eu digo-te, com a verdade mais profunda que o meu coração conhece: só o amor é que não passa.

Imagina que o mundo precisava da tua voz para ser tornar um mundo melhor.

Numa frase.

O que lhe dirias?

Tenho a sorte de ter na vida e no coração pessoas bonitas que, para além de bonitas, ainda me fazem as vontades e alinham comigo nestas ideias (sou abençoada, eu sei). Aqui está o (nosso) resultado. Juntos. Porque o coração não tem distância.

E tu, o que lhe dirias? Mostra-o. Vive-o. Sê-o. Todos os dias. E nunca o esqueças, por favor.

 

Sabes o valor infinito que tem salvar alguém?

Às vezes a tempestade assalta-te. Pesa-te na alma. Aperta-te o coração. Nem todos os dias são em forma de sorriso. E isso não tem mal.

E depois aquele abraço. Aquele abraço que te abraça além do abraço. Aquele abraço que te quer e te chama e te pede para ficares. E tu, que te entregas, como quem não conhece melhor lugar para ficar. Para morar. Para existir. Para amar. Aquele abraço que te abriga. Aquele abraço onde te permites largar tudo. E todo o peso do mundo e todo o aperto da vida, que carregaste e absorveste em ti, começa a desatar-se de ti. Desata-se, pouco a pouco, e devolve-te a respiração, enquanto te percorre a alma, o coração, a voz, o sorriso, o olhar. Desata-se de ti porque há um novo laço que se apodera de ti. Mais forte do que qualquer peso do mundo. Mais forte do que qualquer aperto da vida. Mais forte do que qualquer tempestade. Há aquele abraço. Que te envolve bem e se enlaça a ti. Enlaça-se mesmo a ti. Por fora e por dentro. Como quem não conhece melhor expressão e declaração de amor do que esta: um abraço que te quer e te chama e te pede para ficares. Um abraço que quer ser-te casa. Um abraço que te salva.

Um abraço que é a forma do amor. Um amor que te arrebata. Um amor que é urgente. Que ultrapassa tudo. Que muda tudo. Um amor que te prova que os milagres acontecem: que até uma alma pesada e um coração apertado podem ser salvos. Que até os dias que não são em forma de sorriso podem ser em forma de amor. E não há melhor forma para viver os dias. Não há melhor forma para viver a vida.

Sabes o valor infinito que tem salvar alguém?

Um caso sério

No meio de todos os casos sérios do mundo, no meio de todos os casos sérios que nos mostram e nos ensinam todos os dias, o verdadeiro caso sério, deixa-me dizer-te, é um milagre que te acontece por dentro. O verdadeiro caso sério acontece-te com a força estrondosa (e, ao mesmo tempo, quase despercebida) que só o amor consegue. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há um abraço que chega para te abrigar para sempre. Um abraço que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há uma mão que chega para te segurar e te abraçar tanto. Uma mão que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há um olhar que chega para ler tudo o que és. Um olhar que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há um sorriso que chega para melhorar o teu dia. E o teu coração. Um sorriso que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há um beijo que chega para curar todos os pedacinhos que te doem. Um beijo que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há alguém que chega para te ser um lugar de amor, para te ser casa. Alguém que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando o amor chega para tornar todos os casos sérios do mundo menos sérios. O amor que te chega quando mais nada chega é um caso sério. É o teu caso sério. Um milagre que te acontece por dentro. No meio de todos os casos sérios do mundo, no meio de todos os casos sérios que nos mostram e nos ensinam todos os dias, o verdadeiro caso sério, deixa-me dizer-te, é (só) o amor.

Quem consegue (realmente) ver-te?

Há sempre alguém que te vê. Que realmente te vê. Não há volta a dar. Há sempre alguém que te descobre por dentro. Que te descobre por detrás das barreiras que vais construindo, mesmo sem saberes. Que te descobre por detrás de tudo o que o mundo vê em ti e, principalmente, por detrás do que ninguém vê: por detrás dos teus medos, dos teus fantasmas, das tuas dores e das tuas cicatrizes. Há sempre alguém que te vê. Que realmente te vê. Não há volta a dar. Há sempre alguém que te baixa a guarda, te abre a porta e se convida a entrar. Mesmo sem saberes. Mesmo sem quereres. Mesmo que fujas. Há sempre alguém que te ultrapassa e te descobre por dentro. Que te atravessa a alma e encontra o que és. Há sempre alguém que te vê. Que realmente te vê. Não há volta a dar. Há sempre alguém que te sorri como quem te (pres)sente, que te dá a mão como quem te resgata, que te abraça como quem te salva e que te olha, por dentro, e te vê. Que realmente te vê. Não há volta a dar. Sabes? Por detrás de tudo o que o mundo vê em ti e, principalmente, por detrás do que ninguém vê, venha quem vier, as tuas pessoas são sempre as que conseguem ver-te. Realmente ver-te. Sem haver volta a dar.

Cartas de amor, à afilhada Mariana.

Querida Mariana,

Tu ainda não sabes, mas a tua vida salva vidas. Segura corações. Vieste salvar-nos um bocadinho, mesmo sem saberes. Mesmo sem nós sabermos, também. O milagre da tua vida, da tua vinda, tornou mais doce o mundo que, durante este ano, se fez sentir um bocadinho mais escuro e pesado. Tu ainda não sabes, mas eu vou dizer-te: tornaste o mundo melhor, só porque nasceste. Também ainda não sabes, mas um dia vais saber, que tornar o mundo melhor para alguém é a coisa mais bonita do mundo. É a coisa mais importante do mundo. Os teus Papás escolheram-me para ser tua Madrinha. Vou contar-te um segredo: às vezes, quando penso em ti, em cuidar de ti, tenho medo de não saber sempre fazer bem tudo o que tu precisas. E depois, outras vezes, tu ris-te só porque eu olhei para ti, e abraças-me o coração (e fazes-me sentir a melhor palhacinha do mundo, também). Não tenho muito para te dar, mas prometo tentar ser-te sempre um lugar de amor. Tu ainda não sabes, mas a tua vida salva vidas. Segura corações. O milagre da tua vida, da tua vinda, tornou mais doce o nosso mundo. O meu e o das tuas pessoas. Que são as minhas também. Vou contar-te um segredo: só por as salvares a elas todos os dias, já me salvas tanto a mim também. Mesmo sem saberes. Ou, se calhar, até sabes.

 

Com amor,

da tia-madrinha-dinda, Daniela.

O que de verdade importa

Há sempre um abraço que te abraça como uma casa segura. Há sempre uma mão que nasceu para se encaixar na tua. Há sempre um olhar que consegue ver o teu coração. Há sempre um sorriso que te toca a alma e te dá a mão. Há sempre um beijo que cura tudo o que te possa doer. Há sempre um coração que, mesmo em silêncio, tu sentes bater. Há sempre um sonho, com toda a força, para acreditar. Há sempre uma música e um momento para partilhar. Tens sempre alguém que precisa tanto do teu sorriso. Tens sempre alguém de abraço aberto quando for preciso. Tens sempre alguém que vê um milagre quando olha para ti. E tens-me a mim, que vou para sempre amar-te a ti. Escuta bem este segredo, sorri e abraça bem forte, dá-me a tua mão. Na vida só o amor importa e o segredo é este: só se vê bem com o coração.

 

Para a minha sobrinha Mariana.

E para os pais. E para mim. E para ti. Para todos. Para nunca esquecer (e para lembrar sempre) o que de verdade importa.

Com amor,

Daniela.

hoje a minha irmã faz anos.

Hoje a minha irmã faz anos. A minha irmã é a minha primeira amiga-para-sempre. É a amiga da vida que a vida escolheu para mim. É a amiga do coração que já me esperava, quando eu nasci. E, por mais voltas que o mundo dê, por mais pessoas que nos apareçam no caminho, no final, o nosso lugar é sempre juntas. No lado mais bonito que existe: o lado de dentro. A minha irmã é a pessoa de quem eu gosto todos os dias, como se fosse a primeira vez. Mesmo que o mundo às vezes estremeça, há uma coisa que nunca muda e que é mais forte do que o mundo, do que a vida: vamos ser sempre uma da outra. E uma para a outra. A minha irmã é um pedacinho de mim, da minha alma e do meu coração, dentro e fora de mim, ao mesmo tempo. E é isto, aquilo a que chamam de amor. Hoje a minha irmã faz anos. E o (nosso) mundo está de parabéns.

hoje o meu pai faz anos.

Hoje o meu pai faz anos. Fecho os olhos, calo os ruídos do mundo (lá fora e cá dentro), e digo-lhe, em silêncio, parabéns. E sei que ele ouve. Sei que ele me ouve, nos ouve, sempre que dizemos e mesmo quando não dizemos. Porque há coisas que as palavras não sabem dizer. E, quando se mora dentro de alguém, sabe-se. Sabe-se e pronto. Sei que ele está aqui, mesmo que não esteja há quase 20 anos. Está na mãe que cuida de nós, pelos dois e por mil. Está nos pedacinhos dele que temos herdados no corpo e na alma. Está quando os milagres nos acontecem, e que de certeza têm a mão dele. Está quando o medo nos assalta e pedimos tanto o seu colo também. Está nas pessoas que têm no coração o seu sangue e as suas histórias que contam tanto dele. Está sempre que olhamos para o céu e uma estrela brilha mais forte. Está sempre que fechamos os olhos e suspiramos com a força de um abraço. Hoje o meu pai faz anos. E eu fecho os olhos e digo-lhe, em silêncio, parabéns. E sei que ele ouve. Porque amor é amor sempre. E, quando se ama, nem a morte consegue separar.

as tuas pessoas.

Pessoas que te vêem por dentro do que és. Pessoas que te abraçam (a alma e o coração). Pessoas que fazem do (teu e seu) coração casa. Pessoas que são pedacinhos de sol, quando a tempestade teima em não passar. Pessoas que são pedacinhos de abrigo, quando o medo te assalta. Pessoas que são pedacinhos de amor, quando só o amor cura tudo. Pessoas que te vêem de forma exageradamente bonita, só para te fazer sorrir mais uma e outra vez. Pessoas que te tatuam sorrisos no coração. Pessoas que, estando longe, se fazem sempre perto. O mais perto que se pode estar de alguém: do lado de dentro. Pessoas que te dão a mão como quem te dá o coração. Pessoas que te ouvem as palavras, os gestos e os silêncios. Pessoas que te sentem e pressentem. Pessoas que são sorrisos em forma de abraços e abraços em forma de sorrisos. Pessoas que são tanto. Pessoas que são pedacinhos de ti, da tua alma e do teu coração, fora do teu corpo. São essas, as tuas pessoas. As pessoas de quem tu és. Tanto e sempre.