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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

Encontrar o amor.

Encontrar o amor.

Vivemos sempre à procura disto.

Se nós soubéssemos... Se nós soubéssemos que o amor não se resume. Se nós soubéssemos que o amor nos acontece todos os dias. E que somos nós quem precisa deixar-se encontrar. Deixar-se encontrar e tocar por ele. Para saber vê-lo. E encontrá-lo. Se nós soubéssemos...

O amor acontece-nos naqueles abraços que nos refugiam do mundo. O amor acontece-nos naquelas mãos que nos confortam a alma. O amor acontece-nos naqueles olhos que nos olham dentro e nos contam tudo o que há de mais bonito. O amor acontece-nos naqueles sorrisos que nos cruzam o caminho e nos fazem parar. O amor acontece-nos naquelas ternuras que nos curam o que dói. O amor acontece-nos naqueles risos que nos fazem rir sempre mais uma vez. O amor acontece-nos naquelas palavras que nos falam ao coração e naqueles silêncios que nos escutam o coração. O amor acontece-nos naquelas pessoas que nos são tanto. O amor acontece-nos na verdade do coração de quem nos quer bem. O amor acontece-nos naqueles gestos que nos são milagres e nos fazem acreditar. O amor acontece-nos naqueles momentos que nos iluminam o dia, a vida, o coração. O amor acontece-nos quando olhamos mais longe: com o coração. O amor acontece-nos todos os dias.

Se nós soubéssemos... Se nós soubéssemos que é por ele nos acontecer todos os dias, que ainda temos vida para continuar a procurá-lo. Se nós soubéssemos que é por ele nos acontecer todos os dias, que ainda nos salvamos de todos os dias.

Espalhar amor.

Espalhar amor, ser o lado bonito. Às vezes, um sorriso embeleza um dia.

Espalhar amor, ser luz. Às vezes, uma mão dada ilumina uma vida.

Espalhar amor, ser paz. Às vezes, um abraço serena um coração.

Espalhar amor, ser (de) verdade. Às vezes, um olhar mais fundo toca uma alma.

Espalhar amor, ser amor.

Mesmo com dias cinzentos, mesmo que a vida troque planos, mesmo que o mundo esteja do avesso.

Às vezes, um gesto de amor muda tudo.

E é por essas vezes que ainda vale a pena. Que vale sempre a pena isto: espalhar amor, ser amor.

O (teu) amor muda o mundo.

Há alguém, algures por aí, à espera do seu lugar. O seu lugar-mais-amor do mundo. Onde (de)morar sem datas de validade. És tu. O teu abraço é o melhor lugar do mundo para alguém. 

Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe cative o coração. De quem o abrace. Para sempre. És tu. O teu sorriso abraça corações. 

Há alguém, algures por aí, à espera de um porto de abrigo. Que sossegue tempestades e medos. Onde descansar do mundo. És tu. As tuas mãos são o abrigo de alguém.

Há alguém, algures por aí, de olhos perdidos no vazio. À espera de quem os olhe por dentro. De quem os faça brilhar. És tu. Os teus olhos sorriem e fazem sorrir.

Há alguém, algures por aí, à espera de um gesto que abrace tudo. Que cure o que se parte. Que cure o que dói. És tu. O teu abraço cura. 

Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe sinta o coração. De quem lhe abrace a alma. Como quem respira amor. És tu. O teu sorriso é em forma de amor.

Há alguém, algures por aí, à espera de quem fique ali. Ao seu lado e do lado de dentro. Como quem segura. Como quem guarda. És tu. As tuas mãos foram feitas para abraçar outras mãos.

Há alguém, algures por aí, à espera de um sorriso em forma de abraço. De um sorriso tatuado no coração. És tu. O teu abraço faz corações sorrir.

Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe mude o dia. De quem lhe mude a vida. E o coração. És tu. O teu sorriso é a melhor parte do dia de alguém.

Há alguém, algures por aí, à espera de um milagre. Que salve do abismo. Que salve de tudo. És tu. O teu gesto de amor salva.

És tanto. Mais do que sabes.

Há sempre alguém, algures por aí, a quem tu mudas o mundo. Mesmo sem saberes. Quando abraças. Quando sorris. Quando dás a mão. Quando olhas. Quando vives, quando és, com amor. Quando amas. O (teu) amor muda o mundo. Sabes?

Em quantos corações já tatuaste um sorriso?

 

(Sobre o Tatuar Sorrisos e sobre aquilo em que eu acredito. Tanto.)

A ti (que lês):

A ti, que abraças como quem acolhe. E vais abrigando corações, mesmo sem saberes.

A ti, que dás a mão como quem dá o coração. E vais segurando vidas, mesmo sem saberes.

A ti, que sorris como quem abraça. E vais melhorando dias, mesmo sem saberes.

A ti, que olhas como quem vê além. E vais tocando almas, mesmo sem saberes.

A ti, que falas como quem sente. E vais acalentando tanto, mesmo sem saberes. 

A ti, que cuidas como quem ampara. E vais curando dores, mesmo sem saberes.

A ti, que estás como quem fica. E vais serenando tudo, mesmo sem saberes.

A ti, que vives como quem ama. E vais mudando mundos, mesmo sem saberes.

A ti, que amas como quem respira. E vais salvando de verdade, mesmo sem saberes.

A ti, que apesar de todas as marés atribuladas, continuas a remar do lado certo. Do lado do bem.

A ti, que és um pedacinho de amor no meio do mundo.

Para saberes. E não esqueceres. 

A ti, por tudo e por tanto: Obrigada. Por seres, por estares, por existires.

Para mim. E para ti.

Que a paz te serene sempre a alma.

Que o alento te abrace sempre os dias.

Que a força te inunde sempre a vida.

Que a luz te ilumine sempre o caminho.

Que os milagres te ensinem sempre a acreditar.

Que um sorriso te toque sempre o coração.

Que um olhar te cure sempre por dentro.

Que uma mão ampare sempre tudo o que és.

Que um abraço te abrigue sempre do mundo.

Que as tuas pessoas te sejam sempre perto.

Que alguém te inspire sempre a ser do bem.

Que a gentileza te mostre sempre o segredo de viver.

Que a vida te seja sempre amor.

Que o amor te salve sempre de tudo.

No final, o que fica?

Aqueles abraços. Que te envolvem a alma. Que te serenam o coração. Que te embalam os sentidos. Que são casa. Como se todo o teu lugar fosse um abraço. Sabes? No final, o que fica são esses abraços.

Aqueles sorrisos. Que te convidam a sorrir. Que te tocam por dentro. Que te mudam o dia, a vida, o coração. Que são amor. Como se tudo o que te salva fosse um sorriso. Sabes? No final, o que fica são esses sorrisos.

Aquelas mãos. Que se dão como quem dá o coração. Que te seguram. Que te abraçam bem. Que são cura. Como se tudo o que precisas fosse uma mão. Sabes? No final, o que fica são essas mãos.

Aqueles olhares. Que te olham de verdade. Que te percorrem a alma e te vêem o coração. Onde te perdes e onde te encontras. Que são eternidade. Como se todo o teu para sempre fosse um olhar. Sabes? No final, o que fica são esses olhares.

Aquelas pessoas. Que são abraço. Que são sorriso. Que são mão. Que são olhar. Que te são. Como se tudo o que te é tanto fossem as tuas pessoas. Sabes? No final, o que fica são essas pessoas.

O amor. Sempre o amor. Como se tudo o que importa fosse o amor. E é. Sabes? No final, o que fica é (só) o amor.

Ser amor.

Quando olhares, olha com amor. Que sejas olhar que resgata. Que sejas olhar de amor.

Quando sorrires, sorri com amor. Que sejas sorriso que salva. Que sejas sorriso de amor.

Quando deres a mão, dá a mão com amor. Que sejas mão que segura. Que sejas mão de amor.

Quando abraçares, abraça com amor. Que sejas abraço que abriga. Que sejas abraço de amor.

Quando beijares, beija com amor. Que sejas beijo que cura. Que sejas beijo de amor.

Quando deres colo, dá colo com amor. Que sejas colo que sossega. Que sejas colo de amor.

Quando rires, ri com amor. Que sejas riso que contagia. Que sejas riso de amor.

Quando falares, fala com amor. Que sejas palavra que acalenta. Que sejas palavra de amor.

Quando escutares, escuta com amor. Que sejas escuta que sente. Que sejas escuta de amor.

Quando silenciares, silencia com amor. Que sejas silêncio que toca. Que sejas silêncio de amor.

Quando sonhares, sonha com amor. Que sejas sonho que transforma. Que sejas sonho de amor.

Quando fizeres, faz com amor. Que sejas gesto que abraça. Que sejas gesto de amor.

Enquanto existires, sê com amor. Que sejas vida que ama. Que sejas vida de amor.

Que sejas amor.

Por favor.

É urgente o amor.

É preciso abraçar com a urgência de quem não larga mais. É preciso dar as mãos com a urgência de quem dá o coração. É preciso olhar nos olhos com a urgência de quem se encontra por dentro. É preciso sorrir com a urgência de quem abraça o coração. É preciso ser colo com a urgência de quem respira amor. É preciso beijar com a urgência de quem toca a alma. É preciso falar com a urgência de quem diz com o coração. É preciso ser silêncio com a urgência de quem é feito de sentir. É preciso curar lágrimas com a urgência de quem salva (de) tudo. É preciso rir com a urgência de quem contagia a vida. É preciso brilhar no olhar com a urgência de quem se deixa arrebatar. É preciso ser das nossas pessoas com a urgência de quem se faz morada. É preciso demorar no que importa de verdade com a urgência de quem faz o mundo parar. É preciso amar com a urgência de quem é amor para sempre. É preciso ser amor com a urgência de quem ama para sempre. É preciso o amor com urgência. É urgente o amor. Tanto. E sempre.

A forma da vida.

São tantas as tormentas. É tanto o caos. E é tão pouco o que serena. Tão pouco a ser paz. E depois... um sorriso a tatuar-se em ti. A forma do amor em ti. Pudesse ser essa a forma da vida.

São tantas as dores. É tanto o que se desfaz. E é tão pouco o que cuida. Tão pouco a ser cura. E depois... uma mão a enlaçar-se em ti. A forma do amor em ti. Pudesse ser essa a forma da vida.

São tantos os medos. É tanta a escuridão. E é tão pouco o que abriga. Tão pouco a ser luz. E depois... um abraço a ancorar-se em ti. A forma do amor em ti. Pudesse ser essa a forma da vida.

São tantos os olhares vazios. É tanto o desalento. E é tão pouco o que toca. Tão pouco a ser verdade. E depois... um olhar a fixar-se em ti. A forma do amor em ti. Pudesse ser essa a forma da vida.

São tantos os corações ao frio. É tanto o desamor. E é tão pouco o que acalenta. Tão pouco a ser amor. E depois... uma alma a abraçar-se em ti. A forma do amor em ti. Pudesse ser essa a forma da vida.

A forma do amor em ti. Pudesse ser essa a forma da vida. E pode. E, no fundo, é, não é? 

Não tens de ser sempre tudo.

Não tens de estar sempre bem, às vezes também te cansas. Não faz mal precisares de um olhar que te cuide, em forma de alma.

Não tens de ter sempre força, às vezes também não consegues. Não faz mal precisares de uma mão te que conforte, em forma de refúgio.

Não tens de ter sempre segurança, às vezes também cais. Não faz mal precisares de um colo que te ampare, em forma de abraço.

Não tens de suportar sempre, às vezes também te dói. Não faz mal precisares de um beijo que te cure, em forma de milagre.

Não tens de ser sempre sorriso, às vezes também te desfazes. Não faz mal precisares de um gesto que te cicatrize, em forma de ternura.

Não tens de ter sempre palavras, às vezes também és silêncio. Não faz mal precisares de alguém que te abrace, em forma de sentir.

Não tens de ter sempre coragem, às vezes também tens medo. Não faz mal precisares de um abraço que te abrigue, em forma de casa.

Não tens de ter sempre calma, às vezes também estremeces. Não faz mal precisares de uma alma que te sossegue, em forma de paz.

Não tens de saber sempre, às vezes também duvidas. Não faz mal precisares de um sorriso que te resgate, em forma de fé.

Não tens de querer sempre ficar, às vezes também vais. Não faz mal precisares de um coração que te deixe voar, em forma de amor.

Não tens de ser sempre tudo. E não faz mal precisares de amor que te salve, em forma de vida.

Quando tens amor que te salva, tens tudo. Quando és amor que salva, és tudo.