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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

Às vezes, um abraço basta.

E, de repente, é ali. É naquele aconchego que tudo é luz. Às vezes, um abraço melhora o dia.

E, de repente, é ali. É naquele lugar que tudo fica bonito. Às vezes, um abraço muda o mundo.

E, de repente, é ali. É naquele conforto que tudo está certo. Às vezes, um abraço resolve tudo.

E, de repente, é ali. É naquele ancorar que tudo faz sentido. Às vezes, um abraço é a melhor resposta.

E, de repente, é ali. É naquele envolver que tudo se diz. Às vezes, um abraço é a linguagem do sentir.

E, de repente, é ali. É naquele enlace que tudo é verdade. Às vezes, um abraço é a essência da alma.

E, de repente, é ali. É naquele ninho que tudo se sente. Às vezes, um abraço é o pulsar do coração.

E, de repente, é ali. É naquele afago que tudo somos. Às vezes, um abraço dá vida.

E, de repente, é ali. É naquele regaço que tudo serena. Às vezes, um abraço cura.

E, de repente, é ali. É naquele abrigo que tudo é milagre. Às vezes, um abraço salva.

E, de repente, é ali. É naquele ficar que tudo se eterniza. Às vezes, um abraço é para sempre.

E, de repente, é ali. É naquela guarida que tudo importa. Às vezes, um abraço é amor.

E, de repente, é ali. É naquele refúgio que tudo é amor. Às vezes, um abraço é tudo.

E, de repente, é ali. É naquele amparo que tudo abraça. Às vezes, um abraço basta.

Tantas vezes.

O segredo da vida.

Abraço-te como quem se achega. O segredo da vida pode muito bem ser um abraço a achegar-se. Abraço-te como quem envolve. O segredo da vida pode muito ser um abraço a envolver. Abraço-te como quem en(tre)laça. O segredo da vida pode muito bem ser um abraço a en(tre)laçar. Abraço-te como quem aperta. O segredo da vida pode muito bem ser um abraço a apertar. Abraço-te como quem segura. O segredo da vida pode muito bem ser um abraço a segurar. Abraço-te como quem sente. O segredo da vida pode muito bem ser um abraço a sentir. Abraço-te como quem aconchega. O segredo da vida pode muito bem ser um abraço a aconchegar. Abraço-te como quem abriga. O segredo da vida pode muito bem ser um abraço a abrigar. Abraço-te como quem guarda. O segredo da vida pode muito bem ser um abraço a guardar. Abraço-te como quem fica. O segredo da vida pode muito bem ser um abraço a ficar. Abraço-te como quem ama. O segredo da vida pode muito bem ser um abraço a amar.

O segredo da vida pode muito bem ser um abraço, como quem diz que o segredo da vida pode muito bem ser o amor. E é.

Abraça o teu coração.

Abraça-te. Abraça o teu coração. Deixa-o (re)pousar. Onde sente abrigo. Onde pode descansar de tudo. Onde se sente abraçado de verdade. Onde pode ser de verdade. Com tudo o que é.

Se é agitação, abraça-o até serenar. Se é urgência, abraça-o até sossegar. Se é cansaço, abraça-o até descansar. Se é peso, abraça-o até libertar. Se é aperto, abraça-o até desatar. Se é sufoco, abraça-o até respirar. Se é dor, abraça-o até curar. Se é cicatriz, abraça-o até sorrir. Se é medo, abraça-o até encorajar. Se é dúvida, abraça-o até acreditar. Se é desamor, abraça-o até amar.

Abraça o teu coração. Mas sem pressa. O coração nunca se apressa. Deixa-o (re)pousar. Deixa-o ser de verdade. E abraça-o, de verdade também.

Talvez descubras que tudo o que um coração procura, mesmo sem procurar, é um abraço de verdade, onde (re)pousar.

Precisamos tanto de um abraço, não precisamos?

Precisamos tanto de um abraço, não precisamos?

Um abraço bom. Um abraço forte. Um abraço que nos chama. Que nos espera. Que nos envolve. Um abraço que nos é casa. Que nos é lugar. Um abraço que nos demora. Que nos faz (de)morar. Um abraço que nos segura, por dentro e por fora. Um abraço que nos guarda e nos abriga do mundo. Um abraço que nos sossega e nos faz (re)pousar. Um abraço que nos sente, de olhos fechados. Um abraço que nos fala, em silêncio. Um abraço que nos escuta o coração. Que nos compassa o coração com o seu. Um abraço que nos toca directamente na alma. Um abraço que nos funde em si. Que nos inunda de si. Um abraço que nos faz ser abraço. Um abraço que nos cura tudo. Um abraço que nos salva de tudo. Um abraço que nos muda o dia. Que nos muda a vida. Um abraço que nos abraça para sempre e, para sempre, nos abraça tanto. Um abraço que nos é amor. Que nos faz ser amor.

Precisamos tanto de um abraço, não precisamos?

Abraço-te.

Roubaram-nos os abraços. Dizem eles. O que eles não sabem, e se calhar tu também ainda não sabes, é que eu continuo a abraçar-te. Tanto. Até à distância, que não é distância porque o coração não tem distância, abraço-te.

Abraço-te quando te olho. Quando o meu olhar chama o teu, abraço-te. Quando os meus olhos se cruzam com os teus, quando os nossos olhos se encontram e nos olhamos por dentro, abraço-te. Naquele preciso segundo em que paramos o mundo para nos demorarmos num olhar mais fundo, abraço-te.

Abraço-te quando te sorrio. Quando o meu sorriso chama o teu, abraço-te. Quando o meu sorriso se cruza com o teu, quando os nossos sorrisos se encontram e nos sorrimos de dentro, abraço-te. Naquele preciso segundo em que paramos o mundo para nos demorarmos num sorriso mais cúmplice, abraço-te.

Abraço-te quando te falo. Ou mesmo quando não te falo mas nunca me esqueço de ti.

Abraço-te quando e porque te amo. Quando o meu coração chama o teu, abraço-te. Quando o meu coração se cruza com o teu, quando os nossos corações se encontram e nos moramos por dentro, abraço-te. Naquele preciso segundo em que paramos o mundo para nos demorarmos num amor mais amor, abraço-te.

Roubaram-nos os abraços. Dizem eles. O que eles não sabem, e se calhar nós também ainda nos esquecemos, é que enquanto existir o amor, ninguém consegue roubar abraços. O amor abraça-nos sempre além dos braços. E o amor nunca se rouba. É isso que nos salva. E que nos abraça para sempre.

Fecha os olhos. Sente bem, no teu coração. Sentes? Abraço-te.

Como se espera?

Pedem-nos, dizem-nos, que esperemos. Nós sabemos que temos de esperar. É preciso. É urgente. Tem de ser. Mas... como se espera? Como se espera, se aquele abraço anseia, se aquele abraço nos aperta por dentro de falta, se aquele abraço é urgente? Ninguém nos diz, ninguém nos ensina, ninguém sabe. Como se espera?

Levanto os olhos e, ao longe, vejo-te. Estás mesmo ali, estás aqui, mesmo à minha frente. Olhas-me. Nunca um olhar nos invadiu tanto, por dentro e por fora. Nunca um olhar nos abraçou tanto. Nunca um olhar amou tanto. Vejo-te. Olhas-me.

Mas, e agora, como se espera? Como se espera, se aquele abraço funde tudo o que guardamos cá dentro na urgência de sentir? De sentir alguma coisa? De sentir alguma coisa que nos faça o coração bater? Que nos permita viver? Como se espera, se é aquele abraço que nos mantém o coração a bater, se é aquele abraço que nos devolve a respiração? Como se espera, se é aquele abraço que nos dá vida, se é aquele abraço que nos salva? Como se espera?

É que às vezes, só às vezes, o amor não pode esperar. Às vezes, só às vezes, o amor é preciso. Às vezes, só às vezes, o amor é urgente. Às vezes, só às vezes... até voltarmos a deixá-lo ganhar sempre, para sempre. E voltarmos a acreditar que os milagres acontecem. Mesmo que, às vezes, o deixemos à espera.

Sabes o valor infinito que tem salvar alguém?

Às vezes a tempestade assalta-te. Pesa-te na alma. Aperta-te o coração. Nem todos os dias são em forma de sorriso (e isso não tem mal).

E depois aquele abraço. Aquele abraço que te abraça além do abraço. Aquele abraço que te quer e te chama e te pede para ficares. E tu, que te entregas, como quem não conhece melhor lugar para ficar. Para morar. Para existir. Para amar. Aquele abraço que te abriga. Aquele abraço onde te permites largar tudo. E todo o peso do mundo e todo o aperto da vida, que carregaste e absorveste em ti, começa a desatar-se de ti. Desata-se, pouco a pouco, e devolve-te a respiração, enquanto te percorre a alma, o coração, a voz, o sorriso, o olhar. Desata-se de ti porque há um novo laço que se apodera de ti. Mais forte do que qualquer peso do mundo. Mais forte do que qualquer aperto da vida. Mais forte do que qualquer tempestade. Há aquele abraço. Que te envolve bem e se enlaça a ti. Enlaça-se mesmo a ti. Por fora e por dentro. Como quem não conhece melhor expressão e declaração de amor do que esta: um abraço que te quer e te chama e te pede para ficares. Um abraço que quer ser-te casa. Um abraço que te salva.

Um abraço que te prova que os milagres acontecem: que até uma alma pesada e um coração apertado podem ser salvos. Que até os dias que não são em forma de sorriso podem ser em forma de amor. E não há melhor forma para viver os dias. Não há melhor forma para viver a vida.

Sabes o valor infinito que tem salvar alguém?

O teu lugar

O teu lugar. Onde pertences. Onde és. Onde moras. Onde amas. O teu lugar para onde podes sempre voltar. Para onde podes sempre correr. O teu lugar. O teu lugar que te abraça e te abriga de todos os medos. O teu lugar que te abraça e te segura de todas as quedas. O teu lugar que te abraça e te resgata de todos os trilhos perdidos. O teu lugar que te abraça e te sossega de todas as confusões. O teu lugar que te abraça e te cura de todas as dores. O teu lugar que te abraça e te aquece de todos os invernos. O teu lugar que te abraça e te salva de tudo. De tudo. O teu lugar que te abraça e te ama. O teu lugar que te abraça para sempre. O teu lugar. Que pode ser um lugar. Mas que é, quase sempre, o amor a abraçar-te.