(sem) nova morada
Este foi o meu espaço, a minha casa, o meu abraço, há 18 anos. 18 anos.
Uma vida.
Aqui escrevi sempre (com) o meu coração. Aqui abracei, aqui fui (tanto) abraçada. Aqui conheci pessoas que passaram para a minha vida.
18 anos.
Lembro-me de escrever o primeiro texto, lembro-me quando o escrevi, onde o escrevi e porque o escrevi. E o último texto: será, possivelmente, este.
Não vou para uma nova morada. Não me faz (pelo menos hoje) sentido escrever noutra morada. Eu não escrevia neste espaço só por escrever. Era por ser aqui. Por ser o meu espaço, a minha casa, o meu abraço. Há 18 anos. Por ser este espaço, com estas pessoas. Que já eram abraço para mim, que já eram abraçadas por mim.
Não me faz (pelo menos hoje) sentido escrever noutra morada só para escrever. Para o desconhecido. Sempre precisei de amparo para entregar o meu coração.
E é disso que se trata, quando escrevo: entrego o meu coração.
18 anos depois, agradeço aos (tantos) abraços que por aqui passaram, que me abraçaram, que se deixaram abraçar. Aos que passaram, aos que moraram e aos que ficaram. Este espaço, sendo tão meu, nunca foi só meu.
E é também por isso que não me faz sentido abrir espaço noutra morada.
Vou como cheguei e como sempre estive aqui e com quem se cruzou comigo: de braços abertos, de abraço apertado e de coração a sorrir.
Obrigada, por tanto e por tudo.
Que este espaço tenha sido abraço para alguém. Que tenha feito alguém sorrir.
Um abraço para ti 🤍
Continuarei aqui: no meu Tatuar Sorrisos (instagram e facebook), onde também vou escrevendo.
E vou estando por aqui, a ler-vos, enquanto a plataforma não encerrar.