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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

Como se espera?

Pedem-nos, dizem-nos, que esperemos. Nós sabemos que temos de esperar. É preciso. É urgente. Tem de ser. Mas... como se espera? Como se espera, se aquele abraço anseia, se aquele abraço nos aperta por dentro de falta, se aquele abraço é urgente? Ninguém nos diz, ninguém nos ensina, ninguém sabe. Como se espera?

Levanto os olhos e, ao longe, vejo-te. Estás mesmo ali, estás aqui, mesmo à minha frente. Olhas-me. Nunca um olhar nos invadiu tanto, por dentro e por fora. Nunca um olhar nos abraçou tanto. Nunca um olhar amou tanto. Vejo-te. Olhas-me.

Mas, e agora, como se espera? Como se espera, se aquele abraço funde tudo o que guardamos cá dentro na urgência de sentir? De sentir alguma coisa? De sentir alguma coisa que nos faça o coração bater? Que nos permita viver? Como se espera, se é aquele abraço que nos mantém o coração a bater, se é aquele abraço que nos devolve a respiração? Como se espera, se é aquele abraço que nos dá vida, se é aquele abraço que nos salva? Como se espera?

É que às vezes, só às vezes, o amor não pode esperar. Às vezes, só às vezes, o amor é preciso. Às vezes, só às vezes, o amor é urgente. Às vezes, só às vezes... até voltarmos a deixá-lo ganhar sempre, para sempre. E voltarmos a acreditar que os milagres acontecem. Mesmo que, às vezes, o deixemos à espera.

2 comentários

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    Daniela Barreira 04.11.2020

    Obrigado, querido Malik. Abraço-te de volta 
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