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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

Quem consegue ver-te de verdade?

Há sempre alguém que te vê. Que te vê de verdade.

Há sempre alguém que te descobre por dentro. Que te descobre por detrás das barreiras que vais construindo. Que te descobre por detrás de tudo o que o mundo vê em ti e, principalmente, por detrás do que ninguém vê: por detrás dos teus medos, dos teus fantasmas, das tuas dores, das tuas cicatrizes.

Há sempre alguém que te vê. Que te vê de verdade.

Há sempre alguém que te abre a porta e se convida a entrar. Mesmo sem saberes. Mesmo sem quereres. Mesmo que fujas. Há sempre alguém que te ultrapassa e te encontra por dentro. Que te percorre a alma e encontra o que és.

Há sempre alguém que te vê. Que te vê de verdade.

Há sempre alguém que te sorri como quem te abraça, que te dá a mão como quem te resgata, que te abraça como quem te salva e que te olha, por dentro, e te vê. Que te vê de verdade. Sabes?

O lugar do teu coração.

No final de tudo, quando mais nada importa a não ser o que importa de verdade, para onde vais? Quando não te resta nada, quando precisas de um lugar seguro para cair, o que te abraça? Quando tens tudo, quando precisas de mostrar o teu coração cheio, para quem corres?

Sabes? Mesmo que em segredo, mesmo que só no silêncio do teu coração?

Quando precisas de um sorriso que te salve e te seja amor, para onde vais? Quando precisas de um abraço que te envolva e te esconda do mundo, o que te abraça? Quando precisas de uma mão que te resgate e te segure bem, para quem corres?

Sabes?

É aí. É exactamente aí. O lugar do teu coração.

A melhor parte.

Para ti, que às vezes também não estás bem: não faz mal precisares de um olhar que te cuide. 

Para ti, que às vezes também fraquejas: não faz mal precisares de uma mão que te conforte.

Para ti, que às vezes também tropeças: não faz mal precisares de um colo que te ampare.

Para ti, que às vezes também te dói: não faz mal precisares de um gesto que te cure.

Para ti, que às vezes também és silêncio: não faz mal precisares de um coração que te sinta.

Para ti, que às vezes também tens medo: não faz mal precisares de um abraço que te abrigue.

Para ti, que às vezes também estremeces: não faz mal precisares de uma alma que te sossegue.

Para ti, que às vezes também duvidas: não faz mal precisares de um sorriso que te seja amor.

Para ti: não faz mal.

Porque esse amor que te salva, sabes? É a melhor parte. Da vida. De tudo. 

Ainda bem.

Ainda bem que existem abraços que nos fazem sentir em casa.

Ainda bem que existem mãos que nos abrigam.

Ainda bem que existem olhos que nos sorriem.

Ainda bem que existem sorrisos que nos melhoram os dias.

Ainda bem que existem beijos que nos curam.

Ainda bem que existem colos que nos seguram.

Ainda bem que existem palavras que nos falam do coração.

Ainda bem que existem silêncios que nos escutam (e que nos dizem tanto).

Ainda bem que existem presenças que nos serenam.

Ainda bem que existem gestos que nos salvam.

Ainda bem que existem almas que nos abraçam, corações que nos sentem.

Ainda bem que existem pessoas que nos tatuam amor no coração.

*

Ainda bem.

Porque, no fundo, é tudo o que importa.

Que o saibamos (e o sejamos), todos os dias.

O (teu) amor muda o mundo.

Há alguém, algures por aí, à espera do seu lugar. O seu lugar-mais-amor do mundo. Onde (de)morar. És tu. O teu abraço é o melhor lugar do mundo para alguém. 

Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe cative o coração. De quem o abrace. Tanto e sempre. És tu. O teu sorriso abraça corações. 

Há alguém, algures por aí, à espera de um porto de abrigo. Que sossegue tempestades. Onde descansar do mundo. És tu. As tuas mãos são o abrigo de alguém.

Há alguém, algures por aí, de olhos perdidos no vazio. À espera de quem os faça brilhar. De quem lhe mostre o lado bonito da vida. És tu. Tu és um sorriso na vida de alguém.

Há alguém, algures por aí, à espera de um milagre. Que cure. Por dentro e por fora. És tu. O teu abraço cura. 

Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe sinta o coração. De quem lhe abrace a alma. Como quem respira amor. És tu. O teu sorriso é em forma de amor.

Há alguém, algures por aí, à espera de quem fique perto. Como quem segura. Como quem guarda. És tu. As tuas mãos foram feitas para abraçar outras mãos.

Há alguém, algures por aí, à espera de um sorriso em forma de abraço. De um sorriso tatuado no coração. És tu. O teu abraço faz corações sorrir.

Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe melhore o dia. De quem lhe melhore a vida. E o coração. És tu. O teu sorriso é a melhor parte do dia de alguém.

Há alguém, algures por aí, à espera de um gesto que abrace tudo. Que salve de tudo. És tu. O teu gesto de amor salva.

És tanto. Mais do que sabes.

Há sempre alguém, algures por aí, a quem tu mudas o mundo. Mesmo sem saberes. Quando abraças. Quando sorris. Quando dás a mão. Quando és. Com amor. O (teu) amor muda o mundo. Sabes?

Em quantos corações já tatuaste um sorriso?

 

(Sobre o Tatuar Sorrisos e sobre aquilo em que eu acredito. Tanto.)

A ti (que lês):

A ti, que abraças como quem acolhe. E vais abrigando corações, mesmo sem saberes.

A ti, que dás a mão como quem dá o coração. E vais segurando vidas, mesmo sem saberes.

A ti, que sorris como quem abraça. E vais melhorando dias, mesmo sem saberes.

A ti, que olhas como quem vê além. E vais tocando almas, mesmo sem saberes.

A ti, que falas como quem sente. E vais acalentando tanto, mesmo sem saberes. 

A ti, que cuidas como quem ampara. E vais curando dores, mesmo sem saberes.

A ti, que estás como quem fica. E vais serenando tudo, mesmo sem saberes.

A ti, que vives como quem ama. E vais mudando mundos, mesmo sem saberes.

A ti, que amas como quem respira. E vais salvando de verdade, mesmo sem saberes.

A ti, que apesar de todas as marés atribuladas, continuas a remar do lado certo. Do lado do bem.

A ti, que és um pedacinho de amor no meio do mundo.

Para saberes. E não esqueceres. 

A ti, por tudo e por tanto: Obrigada. Por seres, por estares, por existires.

As coisas mais bonitas.

Vivemos apressados, nesta correria dos dias, da vida, do coração, da alma. Atropelamo-nos uns aos outros (e a nós), quase sem reparar. É isso: quase nem reparamos. Uns nos outros. Em nós. E nas coisas bonitas que nos acontecem todos os dias.

Às vezes, basta um instante. O instante em que nos permitimos parar. Serenar toda a correria. Silenciar todo o ruído, por fora e por dentro. Para respirar, para sentir, para ver com o coração. O instante em que nos permitimos parar e nos deixamos tocar. Por aquele abraço que é casa. Por aquelas mãos que seguram tudo. Por aquele olhar de alma. Por aquele sorriso que arrebata. Por aquele beijo de magia. Por aquelas pessoas que são nossas. Por aquele gesto de amor. Por aquele amor que salva.

E é ali. É naquele instante em que nos permitimos parar e nos deixamos tocar, que descobrimos as coisas mais bonitas. Que descobrimos tudo o que importa. E a verdade é esta: não há correria nenhuma que compense este milagre a acontecer.

Cuidar

Cuidar. Cuidar de mim. Cuidar de ti. Cuidar de alguém.

Cuidar. Mesmo quando não sabemos que precisamos. Mesmo quando achamos que não precisamos. Mesmo quando sentimos que não precisamos. E mesmo até quando dizemos que não precisamos. Todos precisamos, sempre, sabes?

Cuidar. Mesmo quando não queremos. Mesmo quando fugimos. Mesmo quando nos escondemos.

Cuidar. Mesmo quando estamos bem. Mesmo quando somos fortes. Mesmo quando temos tudo.

Cuidar sem tempo, sem lugar e sem porquê. Cuidar como quem respira, como quem existe. Cuidar como abraço que abriga. Cuidar como mãos que seguram. Cuidar como olhar que cura. Cuidar como sorriso que sossega. Cuidar como colo que consola. Cuidar como amor que salva.

Cuidar. Mesmo que tudo. Sempre. É que, mesmo quando não precisamos, precisamos sempre mais. Mesmo quando não queremos, queremos sempre mais. E mesmo quando estamos bem, ficamos sempre melhor. Todos precisamos, sempre, sabes?

Cuidar: das formas mais bonitas de falar de amor, sem ser preciso falar.

(menos) não me chega.

Que nunca te chegue o que não te enche a alma e o coração. Mas que não te encha de sufoco, que nunca te chegue o que não te deixa respirar. Que nunca te chegue o que não te faz sentir tudo. Que nunca te chegue o que não te toca por dentro. Que nunca te chegue o que não te brilha nos olhos e no sorriso. Que nunca te chegue o que não te abraça com sabor a casa. Mas que não te prenda, que nunca te chegue o que não te deixa voar. Que nunca te chegue o que não te sabe ver de olhos fechados. Que nunca te chegue o que não te sabe ouvir em silêncio. Que nunca te chegue o que não sabe sentir o que és. Que nunca te chegue o que não torna o teu mundo melhor. Que nunca te chegue o que não te chega ao coração. Que nunca te chegue o que não te quer (para) sempre. Que nunca te chegue o que não te salva de tudo. Que nunca te chegue o que não é amor. Nunca menos do que amor. Que nunca te chegue o que não (te) chega para ficar.

Abraça o teu coração.

Abraça-te. Abraça o teu coração. Deixa-o (re)pousar. Onde sente abrigo. Onde pode descansar de tudo. Onde se sente abraçado de verdade. Onde pode ser de verdade. Com tudo o que é.

Se é agitação, abraça-o até serenar. Se é urgência, abraça-o até sossegar. Se é cansaço, abraça-o até descansar. Se é peso, abraça-o até libertar. Se é aperto, abraça-o até desatar. Se é sufoco, abraça-o até respirar. Se é dor, abraça-o até curar. Se é cicatriz, abraça-o até sorrir. Se é medo, abraça-o até encorajar. Se é dúvida, abraça-o até acreditar. Se é desamor, abraça-o até amar.

Abraça o teu coração. Mas sem pressa. O coração nunca se apressa. Deixa-o (re)pousar. Deixa-o ser de verdade. E abraça-o, de verdade também.

Talvez descubras que tudo o que um coração procura, mesmo sem procurar, é um abraço de verdade, onde (re)pousar.