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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

A vida é sobre o amor.

A vida não é, desengana-te e desengana quem te faz sentir e acreditar que é, sobre tudo o que vais somando e que te fazem sentir que tens de somar. A vida não é sobre tudo o que vais cumprindo e que te fazem sentir que tens de cumprir. A vida não é sobre o tanto que vais correndo e que te fazem sentir que tens de correr. A vida... a vida é sobre o que te enche as medidas da alma e do coração, até transbordar. A vida é sobre o que dá vida. 

A vida é sobre os abraços que se fazem casa segura. A vida é sobre as mãos que se entrelaçam e seguram a alma. A vida é sobre os olhares que contam os segredos mais bonitos. A vida é sobre os sorrisos que tocam em cheio no coração. A vida é sobre os beijos que curam as dores. A vida é sobre as dores de barriga de tanto rir. A vida é sobre as lágrimas que se secam com a magia da cumplicidade. A vida é sobre as palavras ditas com o coração e sobre os silêncios escutados com o coração. A vida é sobre as músicas que arrepiam os sentidos. A vida é sobre os sonhos que fazem voar. A vida é sobre olhar o céu cheio de lua e de estrelas. A vida é sobre os momentos que se imortalizam. A vida é sobre as almas que se abraçam. A vida é sobre os corações que se sentem. E que se abraçam também. A vida é sobre as tuas pessoas. A vida é sobre viver e ser com o coração. A vida é sobre os gestos que salvam. A vida é sobre tatuar o mundo com amor.

Desengana-te e desengana quem te faz sentir e acreditar que não: a vida é sobre o amor.

Ainda há coisas boas, sabes?

Ainda há coisas boas, sabes? Por mais que tentem mostrar-te que não. Por mais que tentem fazer-te sentir e acreditar que não. Por mais que quase consigam. Ainda há coisas boas.

Sabes?

Os abraços fortes que te abraçam por dentro e por fora. As mãos que se enlaçam às tuas para sempre. Os olhos que olham dentro dos teus. Os sorrisos que te salvam o coração. Os beijos que te curam a alma. Os colos que se fazem casa. As tuas pessoas. Os "gosto de ti" do coração. Os silêncios que falam mais do que as palavras. Ouvir o coração bater. A magia do céu cheio de lua e de estrelas. Os olhos a brilhar. As lágrimas que acabam em sorrisos. Os risos que acabam em dores de barriga. Os sempres que sabes que são mesmo para sempre. Os corações que tatuas com a tua vida e as vidas que te tatuam o coração. Viveres e seres, sempre, com o coração. Viveres e seres, sempre, com amor. No final é só isto: o amor.

Ainda há coisas boas, sabes? Pode não estar tudo bem. E o mal pode até contagiar. Mas deixa-me contar-te uma coisa: o amor também contagia. E, enquanto não te esqueceres disto, ainda há coisas boas. Sempre. Mostra-as. Vive-as. Sê-as. Todos os dias. E nunca mais te esqueças delas, por favor.

Quantas vezes.

Quantas vezes foi um olhar por dentro que tocou a tua alma. Quantas vezes foi um sorriso de alma que abraçou o teu coração. Quantas vezes foi uma mão a abraçar que resgatou a tua vida. Quantas vezes foi um beijo de ternura que curou a tua alma. Quantas vezes foi um abraço a envolver que abrigou o teu coração. Quantas vezes foi um colo de cuidar que amparou a tua vida. Quantas vezes foi uma palavra do coração que inspirou a tua alma. Quantas vezes foi um silêncio de sentir que sossegou o teu coração. Quantas vezes foi um riso a fazer sorrir que contagiou a tua vida. Quantas vezes foi um ficar para sempre que amou a tua alma. Quantas vezes foi um gesto de bondade que salvou o teu coração. Quantas vezes foi uma vida de amor que tatuou a tua vida.

Quantas vezes.

Todas. Todas as vezes.

De todas as vezes, é o amor que muda o teu mundo.

E em todas as vezes, é o teu amor que muda o mundo de alguém, também.

O amor existe.

Há quem me abraça sempre a alma e se deixa ficar. E o amor existe. Há quem me dá sempre a mão e se faz sempre perto. E o amor existe. Há quem me sorri sempre com o coração. E o amor existe. Há quem me olha sempre tão de verdade, como quem olha por dentro. E o amor existe. Há quem me beija sempre com a ternura mais mágica. E o amor existe. Há quem me abriga sempre em colo seguro. E o amor existe. Há quem me faz sempre rir de mais uma forma que eu ainda não conhecia. E o amor existe. Há quem me pede sempre para eu ficar mais um bocadinho e mais uma e outra vez. E o amor existe. Há quem me sente sempre e me vê da forma mais bonita: de verdade. E o amor existe. Há quem me ama sempre e se faz sempre morada. E o amor existe. Há quem me faz ser sempre mais lugar de amor. Mais lugar de tudo. De tudo o que importa. E o amor existe.

O amor existe. Acontece-nos todos os dias. Assim. Nas nossas pessoas. Nos gestos que mudam tudo. Por aí. Quase despercebido… Mas tão perto. Tão à vista.

O amor existe. Acontece-nos todos os dias. E salva-nos de todos os dias.

Acreditar.

Acreditar. Acreditar em tatuar o mundo com amor.

Acreditar que um abraço é tudo. Acreditar que as mãos dadas são força. Acreditar que um olhar toca. Acreditar que um sorriso dá vida. Acreditar que um beijo cura. Acreditar que um colo abriga. Acreditar que um coração é casa. Acreditar que o amor salva. Que o amor muda tudo.

Acreditar. Acreditar, mesmo quando te fazem sentir que acreditar é sinónimo de fragilidade, de ilusão. Acreditar que o amor é força, é milagre. Acreditar, mesmo quando duvidas. Acreditar que há sempre um pedacinho de amor que chega para te iluminar. Para te despertar. Para te fazer acreditar.

E acreditar. Acreditar em tatuar o mundo com amor. Acreditar que é sempre sobre o amor. Acreditar muito, com muita força. Acreditar... E ser.

Sabes?

Um abraço que te envolve como quem te guarda.

Uma mão que te abraça como quem te segura.

Um olhar que te olha fundo como quem te descobre.

Um sorriso que te cativa como quem te sente.

Um beijo que te toca como quem te cura.

Um colo que te abriga como quem te cuida.

Alguém que te é como quem te ama.

O amor. Sabes?

É o amor.

Sabes aqueles abraços que chegam e te abraçam por dentro e por fora? É o amor a abrigar-te do mundo. Sabes aqueles sorrisos que chegam e te arrebatam os sentidos? É o amor a abraçar-te o dia. Sabes aquelas mãos que chegam e te seguram sem largar? É o amor a resgatar-te a vida. Sabes aqueles olhares que chegam e te inundam de si? É o amor a transformar-te o coração. Sabes aqueles beijos que chegam e te tocam de ternura? É o amor a curar-te a alma. Sabes aqueles colos que chegam e se fazem teu lugar? É o amor a cuidar de ti. Sabes aquelas pessoas que chegam e te mostram o lado mais bonito de tudo? É o amor a acontecer-te. A amar-te. Sabes todos aqueles gestos pequeninos que chegam e se tornam os maiores milagres? É o amor. Escondido aí. Por aí. No mundo. No dia. Na vida. É o amor a salvar-te. Tanto. Sempre. E para sempre.

Será que chega aí?

Se eu deixar um pedacinho de amor, será que chega aí? Consegues abraçá-lo e senti-lo? De verdade?

Se eu deixar um abraço, será que chega aí? Consegues senti-lo, de verdade, a abraçar-te e aconchegar-te a alma? Se eu deixar uma mão, será que chega aí? Consegues senti-la, de verdade, a enlaçar-te e abrigar-te a vida? Se eu deixar um olhar, será que chega aí? Consegues senti-lo, de verdade, a olhar-te e ver-te mais fundo? Se eu deixar um sorriso, será que chega aí? Consegues senti-lo, de verdade, a arrebatar-te e desenhar-te outro sorriso? Se eu deixar um beijo, será que chega aí? Consegues senti-lo, de verdade, a tocar-te e curar-te tudo o que és? Se eu deixar um colo, será que chega aí? Consegues senti-lo, de verdade, a cuidar-te e segurar-te sempre? Se eu deixar uma palavra, será que chega aí? Consegues senti-la, de verdade, a falar-te e gostar-te do coração? Se eu deixar um silêncio, será que chega aí? Consegues senti-lo, de verdade, a escutar-te e sentir-te com magia? Se eu deixar o coração, será que chega aí? Consegues sentir-me, de verdade, a viver-te e ser-te com amor?

Se eu deixar um pedacinho de amor, será que chega aí? Consegues abraçá-lo e senti-lo? De verdade? Consegues deixar que ele te abrace e te mude para sempre?

Olha, bem aqui, para ti... O amor. Será que chega aí? Consegues senti-lo, de verdade, a amar-te e salvar-te?

De repente é urgente parar.

De repente é urgente parar. E de repente parece que ficámos sem saber muito bem onde mora o sentido. Porque acreditámos, todos os dias, que o que fazia sentido era correr mais depressa do que o tempo. Era não ter tempo para parar. Não ter tempo para demorar.

De repente é urgente parar. Pode ser que de repente, para além de urgente, comece a fazer sentido. Parar e demorar. Parar e demorar num abraço mais forte. Parar e demorar num entrelaçar de mãos mais seguro. Parar e demorar num cruzar de olhares mais fundo. Parar e demorar num sorriso mais cúmplice. Parar e demorar num beijo mais longo. Parar e demorar nas pessoas que são nossas, nas pessoas de quem nós somos. Mais uma e outra vez.

Pode ser que de repente, para além de urgente, comece a fazer sentido. Parar e demorar no amor. Pode ser que de repente comece a fazer sentido a única coisa que nunca devia ter deixado de fazer sentido. A única coisa que nos faz viver de verdade. Pode ser que de repente comece a fazer sentido o amor. E pode ser que de repente, para além de fazer sentido, comece a ser urgente. O amor.

Amor... Liberdade

A MJP desafiou-me a escrever sobre Liberdade. E eu aceitei o desafio, de braços abertos, sem saber (ou, se calhar, até já sabia) que ia acabar por ser, também, desafiada a percorrer cada pedaço do meu coração e a escrevê-lo. A ele e com ele. É assim. E só assim.

 

Que seja abraço onde podes sempre morar. Que seja abraço para onde podes sempre correr. E que te faça querer sempre esse lugar. Mas que não seja sufoco. Que te deixe sempre respirar. Que não seja posse, fazendo-te só sua. Mas que seja entrega, fazendo-te escolher seres para si. Que seja para ti também. E que saiba acolher e deixar existir as tuas pessoas. Que saiba que, sem elas, não és tu. E que, só por isso, já lhes sinta o valor.

Que seja mão que te agarra como quem não te larga mais. Que seja mão que te segura para sempre. Mas que não seja prisão. Que te liberte e que te deixe sempre voar. Que seja confiar. Confiar que, no fim, o caminho é sempre voltar. Que não seja pressão. Que seja respeitar e aceitar: escolhas, decisões, caminhos, vida. Mesmo quando não se concorda, mesmo quando custa, mesmo quando dói.

Que seja sorriso a resgatar-te sempre mais um sorriso. Que seja sorriso que te sossega o coração. Que não seja pressa. Que não queira tudo para já. Que seja calma, quando o coração pede calma. Mesmo que tenha urgência de sentir. Que saiba que tudo tem o seu tempo. Que seja lugar de paz. Mesmo quando o mundo estremece, mesmo quando a vida troca os planos, mesmo na tempestade. Que não seja dureza. Que seja sempre doçura.

Que seja olhar que te vê de verdade. Que seja olhar mais longe. E que faça com te deixes descobrir, devagarinho, por detrás das barreiras que construíste. Que saiba sentir o que sentes. E o que te faz sentir. Bom ou menos bom. Mesmo no silêncio. Que não seja só orgulho. Que seja humildade. Que saiba reconhecer erros. Pedir desculpa. E agradecer também. Que seja sempre razão para agradeceres.

Que seja beijo que te tira os pés do chão. Que seja beijo que te cura. Mas que não queira mudar o que és. E o que tens. Só melhorar-te. Que seja abrigo para tudo o que és. E que seja abrigo para os teus medos, para os teus fantasmas, para as tuas dores e as tuas cicatrizes. Que te acrescente. E que não te tire mais pedaços. Que seja cuidar sempre. Repito: sempre. Todos os dias. Mesmo nos dias maus. Que seja cura.

Que seja amor. Se é para ser, que seja amor. Nunca menos que amor. Que é também liberdade. Porque só o amor te liberta. Porque te salva. Sabes?

 

(Obrigada, MJP )