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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

Coragem

Que encontremos sempre a coragem de abraçar como quem abriga para sempre.

Que encontremos sempre a coragem de dar a mão como quem conforta tanto.

Que encontremos sempre a coragem de olhar como quem vê mais além.

Que encontremos sempre a coragem de sorrir como quem torna os dias mais bonitos.

Que encontremos sempre a coragem de ser colo como quem cura tudo.

Que encontremos sempre a coragem de falar como quem fala de amor.

Que encontremos sempre a coragem de silenciar como quem escuta o amor.

Que encontremos sempre a coragem de amar como quem muda o mundo.

Que encontremos sempre a coragem de ser do bem como quem é de verdade.

Que encontremos sempre a coragem de ser luz como quem faz acreditar.

Que encontremos sempre a coragem de acreditar como quem se salva no amor.

Que encontremos sempre a coragem do amor.

(Como quem sabe que isso é tudo.)

Que encontremos sempre esta coragem.

Como quem sabe que é este o mais verdadeiro significado de coragem:

Que encontremos sempre a coragem como quem age sempre com o coração.

O meu presente.

O melhor (e único) presente da vida: no meio de tudo e no final de tudo, onde o nosso coração repousa, serena, (de)mora. Onde o nosso coração se ilumina, descobre as coisas mais bonitas e encontra tudo o que importa. Onde o nosso coração sorri e (se) abraça. De verdade. Para sempre.

O melhor (e único) presente da vida: o amor, em forma de gente. A nossa. De todos os dias, de toda a vida. Da vida toda.

Acreditar...

Acreditar que, um dia, a paz ainda nos serena a alma.

Acreditar que, um dia, a luz ainda nos ilumina o caminho.

Acreditar que, um dia, o alento ainda nos abraça os dias.

Acreditar que, um dia, a força ainda nos inunda a vida.

Acreditar que, um dia, um milagre ainda nos salva.

*

Acreditar que, um dia, um olhar ainda nos cura por dentro.

Acreditar que, um dia, um sorriso ainda nos toca o coração.

Acreditar que, um dia, uma mão ainda ampara tudo o que somos.

Acreditar que, um dia, um abraço ainda nos abriga de tudo.

Acreditar que, um dia, um gesto de amor ainda é tudo.

Acreditar que, um dia, a gentileza ainda nos mostra o segredo de viver.

Acreditar que, um dia, alguém ainda nos inspira a ser do bem.

Acreditar que, um dia, nós ainda fazemos corações sorrir.

Acreditar que, um dia, as pessoas ainda se são sempre perto.

Acreditar que, um dia, o amor ainda nos muda o mundo.

Acreditar que, um dia, esse amor ainda nos faz sentido. E ainda é sentido.

*

Acreditar que, um dia, esse dia ainda é todos os dias.

 

(É, não é?)

(re)lembrar

Pode ser que, de repente, comece a fazer sentido. Parar e demorar. Parar e demorar num abraço mais forte. Parar e demorar num entrelaçar de mãos mais seguro. Parar e demorar num cruzar de olhares mais fundo. Parar e demorar num sorriso mais cúmplice. Parar e demorar num beijo mais longo. Parar e demorar nas pessoas que são nossas, nas pessoas de quem nós somos. Mais uma e outra vez.

Pode ser que, de repente, comece a fazer sentido. Parar e demorar no amor. Pode ser que, de repente, comece a fazer sentido a única coisa que nunca devia ter deixado de fazer sentido. A única coisa que nos faz viver de verdade. Pode ser que, de repente, comece a fazer sentido o amor. E pode ser que, de repente, além de fazer sentido, comece a ser sentido. O amor.

Sobre o que devíamos andar cá a fazer.

Que nunca nos esqueçamos de deixar um abraço de amor pelo caminho. Talvez esse abraço faça sorrir o coração de alguém.

Que nunca nos esqueçamos de estender uma mão de amor pelo caminho. Talvez essa mão salve a vida de alguém.

Que nunca nos esqueçamos de deixar um sorriso de amor pelo caminho. Talvez esse sorriso seja a parte mais bonita do dia de alguém.

Que nunca nos esqueçamos de deixar um olhar de amor pelo caminho. Talvez esse olhar abrace a alma de alguém.

Que nunca nos esqueçamos de deixar um gesto de amor pelo caminho. Talvez esse gesto mude o mundo de alguém.

Que nunca nos esqueçamos de ser vida de amor pelo caminho. Talvez essa vida ilumine alguém.

Que nunca nos esqueçamos de deixar amor pelo caminho. Talvez esse amor seja tanto para alguém.

Talvez seja cura. Talvez seja tudo.

É isso: talvez esse amor seja tudo. Para alguém. E para nós também.

E é.

O amor, em forma de gente.

Pessoas que nos abraçam e nos deixam (de)morar.

Pessoas que nos abrigam por dentro da sua mão dada.

Pessoas que nos sorriem do coração e que nos fazem sorrir o coração.

Pessoas que nos olham nos olhos e nos vêem por dentro.

Pessoas que nos curam com beijinhos de ternura.

Pessoas que nos são colo sempre seguro.

Pessoas que nos falam com palavras, com gestos e com silêncios.

Pessoas que nos escutam as palavras, os gestos e os silêncios.

Pessoas que, longe ou perto, nos estão sempre perto.

Pessoas que nos abraçam a alma e que nos sentem o coração.

Pessoas que nos querem bem de verdade.

Pessoas que nos tatuam amor no coração.

Pessoas que nos inspiram a ser do bem.

Pessoas que ainda nos fazem acreditar.

Pessoas que nos são tanto.

Pessoas que nos salvam, mesmo sem saberem. Só por serem, por estarem, por existirem.

*

O lado bonito da vida. De tudo.

O amor, em forma de gente.

*

Que as saibamos agradecer sempre.

E ser também.

O mundo não é cor-de-rosa.

O mundo não é cor-de-rosa.

Insistem em repetir-me, às vezes, como quem tenta acordar-me para a realidade. Como quem quase parece tentar acusar-me de não ver bem. De só ver o lado bonito. Como se o lado bonito fosse o lado errado. E como se continuar a acreditar fosse sinónimo de fragilidade, de ilusão.

O mundo não é cor-de-rosa.

Eu sei. Eu também vejo. Tanto. Eu sei.

Mas eu também sei que é quando o mundo está cinzento, que um gesto de amor, mesmo o mais pequenino, lhe dá mais cor. É quando o mundo está cinzento, que um abraço que acolhe lhe dá mais cor. É quando o mundo está cinzento, que uma mão que se dá lhe dá mais cor. É quando o mundo está cinzento, que um sorriso do coração lhe dá mais cor. É quando o mundo está cinzento, que um olhar do fundo da alma lhe dá mais cor. É quando o mundo está cinzento, que uma presença que conforta lhe dá mais cor. É quando o mundo está cinzento, que alguém que faz sorrir lhe dá mais cor. É quando o mundo está cinzento, que um gesto de amor lhe dá mais cor.

O mundo não é cor-de-rosa. Eu sei.

Mas eu também sei que é quando o mundo está cinzento, que faz tanta falta ver o lado bonito. E que é quando o lado bonito já não se vê, que faz tanta falta nós tentarmos sê-lo. Fazê-lo existir. Ser esse lado bonito. Ser esse gesto de amor. E dar mais cor ao mundo. Todos os dias.

(Afinal, não é para isso que cá andamos?)

E talvez, um dia, continuar a acreditar possa voltar a ser sinónimo de força, de milagres a acontecer. De verdade. E de mais cores bonitas tatuadas pelo mundo.

Aquele pequenino milagre.

Há sempre um milagre, um pequenino milagre, que acontece e que chega para nos iluminar o dia, a vida, o coração.

Às vezes, tão despercebido. Às vezes, tão à vista. Mas sempre, sempre, vestido de amor.

Às vezes, escondido naquele abraço mais demorado que nos abriga. Às vezes, escondido naquela mão que se estende e que nos segura. Às vezes, escondido naquele olhar que faz parar o mundo e que nos cura. Às vezes, escondido naquele sorriso que embeleza tudo e que nos abraça. Às vezes, escondido naquele colo que sabe a casa e que nos serena. Às vezes, escondido naquela palavra do coração que nos conforta. Às vezes, escondido naquele silêncio cúmplice que nos toca. Às vezes, escondido naquele riso que se ouve ao longe e que nos contagia. Às vezes, escondido naquele gesto de amor que nos salva. Às vezes, escondido naquela pessoa que está ali e que nos faz sorrir. 

Há sempre um milagre, um pequenino milagre, que acontece e que chega para nos iluminar o dia, a vida, o coração.

Talvez, às vezes, pareça que não. E talvez, nessas vezes (e em todas as vezes), o maior segredo e o verdadeiro sentido da vida seja procurarmos, todos os dias, sê-lo nós.

Ser aquele abraço que abriga. Ser aquela mão que segura. Ser aquele olhar que cura. Ser aquele sorriso que abraça. Ser aquele colo que serena. Ser aquela palavra que conforta. Ser aquele silêncio que toca. Ser aquele riso que contagia. Ser aquele gesto que salva. Ser aquela pessoa que faz sorrir.

Talvez o maior segredo e o verdadeiro sentido da vida seja procurarmos, todos os dias, ser aquele milagre, aquele pequenino milagre, que acontece e que chega para iluminar dias, vidas, corações.

Às vezes, tão despercebido. Às vezes, tão à vista. Mas sempre, sempre, vestido de amor.

Em quantos corações já tatuaste um sorriso?

Deixar pedacinhos de amor pelo caminho.

São tantas as pessoas que passam e que não os vêem. Que não reparam.

Mas depois...

Há alguém que passa e que vê.

Há alguém que passa, que vê e que se demora neles por instantes.

Há alguém que passa, que vê, que se demora neles por instantes e que sorri.

Há alguém que os sente. De verdade.

Há alguém a quem um daqueles pedacinhos de amor, que deixas pelo caminho, salva o dia.

Há alguém a quem um daqueles pedacinhos de amor, que deixas pelo caminho, ilumina a vida.

Há alguém a quem um daqueles pedacinhos de amor, que deixas pelo caminho, faz o coração sorrir.

E é aí. É exactamente nesse instante que a magia acontece: no meio de tantas pessoas a quem não muda nada, existir alguém a quem muda alguma coisa. Ou tanto.

É que, às vezes, um sorriso tatuado num dia, numa vida, num coração, muda tanto. Sabes?

E é por essas vezes, mesmo que seja só às vezes, que ainda vale a pena. Que ainda vale a pena isto: deixar pedacinhos de amor pelo caminho. Tatuar o mundo com amor. Todos os dias.

 

(Foi por isto que o Tatuar Sorrisos nasceu. Por eu acreditar tanto nisto. Comecei, um dia, a deixar pedacinhos de amor por aí, escritos em post-its. E hoje, 10 anos depois, este bloco de post-its escritos com o coração, ao qual dei o nome de Tatuar Sorrisos, já faz parte dos meus dias. Da minha vida. Do meu coração. Nunca mais me largou.)

IMG-20220117-WA0028.jpg

10 anos a tatuar sorrisos no dia de alguém, na vida de alguém, no coração de alguém.

Os anos passam.

Os anos passam. 

Que saibas olhar bem para ti. Para dentro de ti.

Que saibas percorrer cada pedaço do teu coração, onde guardas (só) o que importa. O que importa de verdade.

Que saibas morar em cada abraço.

Que saibas abraçar cada mão dada.

Que saibas entregar-te em cada olhar.

Que saibas sentir cada sorriso.

Que saibas curar em cada beijo.

Que saibas amar as pessoas. As tuas pessoas. As que ficam. Sempre. Para sempre.

Que saibas tatuar corações com a tua vida.

Que saibas deixar que outras vidas te tatuem o coração.

Que saibas agradecer cada milagre.

Que saibas encontrar força para cada tempestade.

Que saibas viver e ser, sempre, com o coração.

Que saibas viver e ser, sempre, com amor.

Todos os dias.

Porque, enquanto os anos passam, é só isto que fica. E que te salva.

Sempre. Para sempre.

Que o saibas, também.