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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

Amor... Liberdade

A MJP desafiou-me a escrever sobre Liberdade. E eu aceitei o desafio, de braços abertos, sem saber (ou, se calhar, até já sabia) que ia acabar por ser, também, desafiada a percorrer cada pedaço do meu coração e a escrevê-lo. A ele e com ele. É assim. E só assim.

 

Que seja abraço onde podes sempre morar. Que seja abraço para onde podes sempre correr. E que te faça querer sempre esse lugar. Mas que não seja sufoco. Que te deixe sempre respirar. Que não seja posse, fazendo-te só sua. Mas que seja entrega, fazendo-te escolher seres para si. Que seja para ti também. E que saiba acolher e deixar existir as tuas pessoas. Que saiba que, sem elas, não és tu. E que, só por isso, já lhes sinta o valor.

Que seja mão que te agarra como quem não te larga mais. Que seja mão que te segura para sempre. Mas que não seja prisão. Que te liberte e que te deixe sempre voar. Que seja confiar. Confiar que, no fim, o caminho é sempre voltar. Que não seja pressão. Que seja respeitar e aceitar: escolhas, decisões, caminhos, vida. Mesmo quando não se concorda, mesmo quando custa, mesmo quando dói.

Que seja sorriso a resgatar-te sempre mais um sorriso. Que seja sorriso que te sossega o coração. Que não seja pressa. Que não queira tudo para já. Que seja calma, quando o coração pede calma. Mesmo que tenha urgência de sentir. Que saiba que tudo tem o seu tempo. Que seja lugar de paz. Mesmo quando o mundo estremece, mesmo quando a vida troca os planos, mesmo na tempestade. Que não seja dureza. Que seja sempre doçura.

Que seja olhar que te vê de verdade. Que seja olhar mais longe. E que faça com te deixes descobrir, devagarinho, por detrás das barreiras que construíste. Que saiba sentir o que sentes. E o que te faz sentir. Bom ou menos bom. Mesmo no silêncio. Que não seja só orgulho. Que seja humildade. Que saiba reconhecer erros. Pedir desculpa. E agradecer também. Que seja sempre razão para agradeceres.

Que seja beijo que te tira os pés do chão. Que seja beijo que te cura. Mas que não queira mudar o que és. E o que tens. Só melhorar-te. Que seja abrigo para tudo o que és. E que seja abrigo para os teus medos, para os teus fantasmas, para as tuas dores e as tuas cicatrizes. Que te acrescente. E que não te tire mais pedaços. Que seja cuidar sempre. Repito: sempre. Todos os dias. Mesmo nos dias maus. Que seja cura.

Que seja amor. Se é para ser, que seja amor. Nunca menos que amor. Que é também liberdade. Porque só o amor te liberta. Porque te salva. Sabes?

 

(Obrigada, MJP )

Acredita.

Acredita. Mesmo que te partam o coração. Mesmo que doa. Mesmo que tenhas cicatrizes para sempre. Mesmo que tenhas fantasmas. Acredita. Mesmo que tenhas medo. Mesmo que fujas. Mesmo que te escondas, que te feches. Acredita. Mesmo que não tenhas forças. Mesmo que não consigas. Acredita. Mesmo que não saibas. Mesmo que tenhas dúvidas. Acredita. Mesmo que não acredites, ou que te façam desacreditar. Mesmo que não queiras. Mesmo que não precises, ou aches que não precisas. Mesmo que não vejas. Acredita. Mesmo que caias. Mesmo que te percas. Acredita. Mesmo que estejas cansada, pesada. Mesmo que sufoques. Mesmo que precises de calma. Acredita. Mesmo que o mundo estremeça. Mesmo que a vida te troque os planos. Mesmo na tempestade. Mesmo que tudo acabe. Acredita. Mesmo no desamor. Acredita. Mesmo que tudo. Acredita sempre. No amor. Acredita. Porque, no meio de tudo, só o amor é de acreditar. E, no meio de tudo, só o amor te faz acreditar também.

Os anos passam.

Os anos passam. Que saibas olhar bem para ti. Para dentro de ti. Que saibas percorrer cada pedaço do teu coração, onde guardas (só) o que importa. O que importa de verdade: Que saibas morar em cada abraço. Que saibas abraçar cada mão dada. Que saibas entregar-te em cada olhar. Que saibas sentir cada sorriso. Que saibas curar em cada beijo. Que saibas amar as pessoas. As tuas pessoas. As que ficam. As que ficam sempre. Para sempre. (E que saibas, também, que afinal as tuas pessoas não são tantas assim.) Que saibas tatuar corações com a tua vida. Que saibas deixar que outras vidas te tatuem o coração. Que saibas agradecer cada milagre. Que saibas encontrar força para cada tempestade. Que saibas viver e ser, sempre, com o coração. Que saibas viver e ser, sempre, com amor. Todos os dias. Porque, enquanto os anos passam, é só isto que fica. E que te salva. Sempre. Para sempre. Que o saibas, também.

O melhor presente do mundo

O melhor presente do mundo vem em forma de abraço que te envolve e te guarda bem dentro, por inteiro. O melhor presente do mundo vem em forma de mãos que te chamam para si e não te sabem largar mais. O melhor presente do mundo vem em forma de olhar que te estremece o coração, enquanto te descobre por dentro. O melhor presente do mundo vem em forma de sorriso que te abraça o coração e se tatua nele para sempre. O melhor presente do mundo vem em forma de beijo que te toca a alma e te cura tudo. O melhor presente do mundo vem em forma de coração que te abriga com sabor a casa. O melhor presente do mundo vem em forma de pessoa que se faz tua, que te faz sua. O melhor presente do mundo vem de forma subtil e pequenina e, ao mesmo tempo, estrondosa e maior do que o mundo. Revira tudo. Muda tudo. O melhor presente do mundo vem para te salvar. O melhor presente do mundo vem em forma de amor.

E o melhor presente do mundo vem em forma de ti. És tu. Quando vives, quando és, com amor. Quando amas. O melhor presente do mundo é sempre o (teu) amor. Sabes? Experimenta. Faz milagres. Muda mundos. Sê Natal. Feliz Natal.

(im)possível

Abraça-me. Abraça-me só, o teu coração colado ao meu. Parece impossível que só um abraço chegue, não é? Mas chega. Dá-me a mão. Dá-me só a mão, a tua mão a abraçar a minha. Parece impossível que só uma mão chegue, não é? Mas chega. Olha-me. Olha-me só, os teus olhos dentro dos meus. Parece impossível que só um olhar chegue, não é? Mas chega. Sorri-me. Sorri-me só, o teu sorriso a chamar o meu. Parece impossível que só um sorriso chegue, não é? Mas chega. Beija-me. Beija-me só, o teu beijo a estremecer-me o coração. Parece impossível que só um beijo chegue, não é? Mas chega. Fica-me. Fica-me só, tu na minha vida, no meu coração. Parece impossível que só o ficar chegue, não é? Mas chega. Ama. Ama só, o teu amor a mudar tudo. Parece impossível que só o amor chegue, não é? Parece impossível que só o amor chegue para tornar possível até o impossível, não é? Mas chega. Tanto. E sempre.

E depois há o amor.

E depois há um olhar que te encontra e te olha por dentro de verdade. E depois há um sorriso que te encontra e te arrebata de verdade. E depois há um abraço que te encontra e te envolve inteira de verdade. E depois há um peito que te encontra e te aconchega de verdade. E depois há um beijo que te encontra e te toca de verdade. E depois há umas mãos que te encontram e te apertam de verdade. E depois há alguém que te encontra e te faz sua de verdade. E depois há o amor que te encontra e te ama de verdade. Ou melhor, há o amor que te encontra e te ama. Ponto. Porque o amor - ouve bem: O AMOR - não há como não ser de verdade. E depois há o amor que te encontra e te ama. E te salva. De verdade.

Talvez o amor seja tudo o que importe.

Talvez um abraço te seja casa. E o mundo fique mais bonito. Talvez uma mão te abrace os sentidos. E o mundo fique mais bonito. Talvez um olhar te olhe dentro da alma. E o mundo fique mais bonito. Talvez um sorriso te cative o coração. E o mundo fique mais bonito. Talvez um beijo te cure de tudo. E o mundo fique mais bonito. Talvez um colo te mostre a forma do amor. E o mundo fique mais bonito. Talvez um silêncio te conte o segredo da vida. E o mundo fique mais bonito. Talvez uma cumplicidade te tire a respiração e te salve ao mesmo tempo. E o mundo fique mais bonito. Talvez um coração te sinta de verdade. E o mundo fique mais bonito. Talvez alguém te tatue para sempre o coração. E o mundo fique mais bonito. Talvez o amor, um só segundo de amor. E o mundo fique mais bonito. Talvez o amor importe. Ou, deixa-me dizer-te, talvez o amor seja tudo o que importe. E, assim e só assim, o mundo fique mais bonito.

Como se espera?

Pedem-nos, dizem-nos, que esperemos. Nós sabemos que temos de esperar. É preciso. É urgente. Tem de ser. Mas... como se espera? Como se espera, se aquele abraço anseia, se aquele abraço nos aperta por dentro de falta, se aquele abraço é urgente? Ninguém nos diz, ninguém nos ensina, ninguém sabe. Como se espera?

Levanto os olhos e, ao longe, vejo-te. Estás mesmo ali, estás aqui, mesmo à minha frente. Olhas-me. Nunca um olhar nos invadiu tanto, por dentro e por fora. Nunca um olhar nos abraçou tanto. Nunca um olhar amou tanto. Vejo-te. Olhas-me.

Mas, e agora, como se espera? Como se espera, se aquele abraço funde tudo o que guardamos cá dentro na urgência de sentir? De sentir alguma coisa? De sentir alguma coisa que nos faça o coração bater? Que nos permita viver? Como se espera, se é aquele abraço que nos mantém o coração a bater, se é aquele abraço que nos devolve a respiração? Como se espera, se é aquele abraço que nos dá vida, se é aquele abraço que nos salva? Como se espera?

É que às vezes, só às vezes, o amor não pode esperar. Às vezes, só às vezes, o amor é preciso. Às vezes, só às vezes, o amor é urgente. Às vezes, só às vezes... até voltarmos a deixá-lo ganhar sempre, para sempre. E voltarmos a acreditar que os milagres acontecem. Mesmo que, às vezes, o deixemos à espera.

"Anda cá"

"Anda cá" é das melhores expressões de amor. É das melhores declarações de amor. Saberes que o "anda cá" é um abraço a chamar-te. A querer-te. A pedir-te. Saberes que o "anda cá" te chama e te pede para ficares. Saberes que o "anda cá" te chama para o melhor lugar do mundo. Saberes que o "anda cá" quer ser a tua casa. "Anda cá" é das melhores expressões de amor. É das melhores declarações de amor. "Anda cá" é das melhores definições de amor.

Tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal.

Tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal. Mesmo que sejas forte, mesmo que sejas grande, mesmo que acredites, mesmo que estejas bem, mesmo que tudo e tanto mais... Tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal. Há dias em que as forças te faltam. E não faz mal. Há dias em que a tua voz não consegue sair. E não faz mal. Há dias em que as lágrimas te aparecem sem aviso. E não faz mal. Há dias em que as tuas certezas são inseguras. E não faz mal. Há dias em que o teu caminho é perdido. E não faz mal. Há dias em que o chão te falha. E não faz mal. Há dias em que o medo te assalta. E não faz mal. Há dias em que o mundo te cansa. E não faz mal. Há dias em que o teu coração sufoca. E não faz mal. Há dias em que a tua alma dói. E não faz mal. Há dias em que tu não estás no teu melhor. E não faz mal. Abraça-te. Permite-te não estar sempre no teu melhor. Tira esse peso de ti. Do teu coração. Da tua alma. Abraça-te. Refugia-te. Abriga-te. Nos lugares e nas pessoas (e nos lugares em forma de pessoas) onde podes descansar do mundo. Onde amas. Onde curas o que és. Onde voltas a ser tu, a estar no teu melhor. Porque, no final, talvez descubras que o teu melhor é o amor que te abraça quando tu não estás no teu melhor. Porque tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal.