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menina dos abraços

Um abraço. O meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

menina dos abraços

Um abraço. O meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

as tuas pessoas.

pessoas que te vêem por dentro do que és. pessoas que te abraçam (a alma e o coração). pessoas que fazem do (teu e seu) coração casa. pessoas que são pedacinhos de sol, quando a tempestade teima em não passar. pessoas que são pedacinhos de abrigo, quando o medo te assalta. pessoas que são pedacinhos de amor, quando só o amor cura tudo. pessoas que te vêem de forma exageradamente bonita, só para te fazer sorrir mais uma e outra vez. pessoas que te tatuam sorrisos no coração. pessoas que, estando longe, se fazem sempre perto. o mais perto que se pode estar de alguém: do lado de dentro. pessoas que te dão a mão como quem te dá o coração. pessoas que te ouvem as palavras, os gestos e os silêncios. pessoas que te sentem e pressentem. pessoas que são sorrisos em forma de abraços e abraços em forma de sorrisos. pessoas que são tanto. pessoas que são pedacinhos de ti, da tua alma e do teu coração, fora do teu corpo. são essas, as tuas pessoas. as pessoas de quem tu és. tanto e sempre.

tu não és a minha pessoa.

tu não és a minha pessoa. por mais que eu deixe os teus olhos pousarem em mim, em tudo o que sou, por fora e por dentro. por mais que eu me deixe olhar por ti e te olhe também, em segredo. tu não és a minha pessoa. por mais que eu deixe as tuas mãos percorrerem-me os sentidos num arrepio. por mais que eu me deixe ser puxada para ti e te puxe também, em segredo. tu não és a minha pessoa. por mais que eu deixe os teus braços resgatar-me inteira, sem volta a dar. por mais que eu me deixe abraçar até à alma e te abrace assim também, em segredo. tu não és a minha pessoa. por mais que eu deixe a tua respiração tatuar-se em mim. por mais que eu me deixe saber a ti e te deixe saber a mim também, em segredo. tu não és a minha pessoa. por mais que eu deixe que me entres no coração. por mais que eu me deixe invadir por ti e te invada também, em segredo. tu não és a minha pessoa. por mais que, um dia, possas querer fazer-me sentir que o és. mesmo sem querer. tu não és a minha pessoa. é que, por mais que os teus olhos me descubram, as tuas mãos me puxem, os teus braços me resgatem, a tua respiração me viva e tu me invadas o coração, há pedacinhos do meu coração que tu não vais saber encontrar.

 

(Convite e desafio #completas-me da Carolina Cruz, para o seu Gesto, Olhar e Sorriso)

o segredo da vida pode muito bem ser o sem sentido feito de todo o sentido.

sou feita de abraço, sempre que há braços a fazer-se casa de mim. o segredo da vida pode muito bem ser uma casa feita de abraço. sou feita de sorriso, sempre que há sorrisos a beijar o meu. o segredo da vida pode muito bem ser um beijo feito de sorriso. sou feita de sentir, sempre que há mãos a arrepiar-me os sentidos. o segredo da vida pode muito bem ser um arrepio feito de sentir. sou feita de alma, sempre que há olhos a encontrar-me por dentro. o segredo da vida pode muito bem ser um encontro feito de alma. sou feita de coração, sempre que há corações a compassar as suas batidas com o meu. o segredo da vida pode muito bem ser um compasso feito do bater do coração. sou feita de tanto, sempre que há amor. apenas isso: sou feita de tanto, sempre que há amor. ponto final. mesmo que não faça sentido acabar a frase assim. o segredo da vida pode muito bem ser o sem sentido feito de todo o sentido. sou feita de tanto, sempre que há amor. o segredo da vida pode muito bem ser um amor feito de tanto.

há quem diga.

há quem diga que o amor não vê. e depois há olhos que te invadem a alma, como quem te lê. há quem diga que o amor não abraça. e depois há sorrisos que te cativam o coração, como quem te enlaça. há quem diga que o amor não cura. e depois há abraços que te salvam do mundo, como quem te segura. há quem diga que o amor não toca. e depois há mãos que te sossegam os medos, como quem te suporta. há quem diga que o amor não sente. e depois há corações que te falam em silêncio, como quem te pressente.

menos não (me) chega.

que nunca te chegue o que não te enche as medidas até transbordar. mas que não te encha de sufoco. sufoco só de sorrisos, de amor que não te caiba no coração, na alma, no corpo todo. que nunca te chegue o que não te faz sentir tanto. que nunca te chegue o que não te toca por dentro. que nunca te chegue o que não te brilha nos olhos e no sorriso. que nunca te chegue o que não te abraça com sabor a casa. que nunca te chegue o que não te salva do mundo. que nunca te chegue o que não te sabe ver de olhos fechados. que nunca te chegue o que não te sabe ouvir em silêncio. que nunca te chegue o que não muda o teu mundo. que nunca te chegue o que não te quer para sempre. que nunca te chegue o que não te cura o coração. que nunca te chegue o que não é amor. nunca menos que amor. que nunca te chegue o que não chega para ficar.

coisas sobre ti (que nunca podes esquecer).

o teu abraço é o melhor lugar do mundo para alguém. o teu sorriso abraça corações. os teus olhos sorriem e fazem sorrir. as tuas mãos foram feitas para abraçar outras mãos. o (teu) amor muda o mundo. o teu coração é a casa de alguém. o teu abraço cura. as tuas mãos são o abrigo de alguém. o teu coração vê melhor do que os teus olhos. o teu abraço faz corações sorrir. o teu sorriso é a melhor parte do dia de alguém. tu és tanto (mais do que sabes).

 

a quantos corações já deste um sorriso?

se eles soubessem.

há 6 anos que me dizem que já não estás aqui. se eles soubessem... se eles soubessem que ainda há dias em que o teu abraço vem (re)visitar-me a memória, os sentidos, o coração. se eles soubessem que ainda há dias em que pareço saber ouvir o teu riso ao virar as esquinas das ruas deste mundo que dizem já não ser o teu. se eles soubessem que ainda há dias em que quase sinto (re)encontrar os teus olhos, os teus gestos, as tuas expessões noutros corpos que afinal não têm nada de ti. se eles soubessem que ainda há dias em que as minhas mãos se lembram tanto das tuas. se eles soubessem que ainda há dias em que me apertam o coração quando me dizem que já não estás aqui.

passando, sem ficar.

o mundo vive apressado. não pára. não repara. não sente. não vive. vai passando, apressado, por tantos olhos sem olhar. e nem sabe quantas almas deixou de sentir, com um olhar. vai passando, apressado, por tantos rostos sem sorrir. e nem sabe quantas vidas deixou de salvar, com um sorriso. vai passando, apressado, por tantos corpos sem abraçar. e nem sabe quantas casas deixou de construir, com um abraço. vai passando, apressado, por tantas mãos sem tocar. e nem sabe quantos corações deixou de unir, com um dar de mãos. vai passando, apressado, por tantos gritos sem calar. e nem sabe quantos segredos deixou de contar, com um silêncio. vai passando, apressado, por tantas pessoas sem parar. e nem sabe quantos medos deixou de sossegar, com um estar. vai passando, apressado, por tantos corações sem ver. e nem sabe quantos amores deixou de amar, com um olhar do coração. vai passando, apressado, por tanto. e, apressado, vai passando, (quase) sempre sem ficar.

o coração nunca se esquece.

acordar com o coração apertado, há dias assim. o telefone toca e cativa-me um sorriso. hoje é dia de matar saudades. e que saudades. o menino dos meus olhos (e do meu coração) vem abraçar-me o dia, o sorriso, o coração. quando chega, já vem a sorrir. estende-me os bracinhos - "quero colinho" - e abraça-me. há abraços que, sendo pequeninos, são maiores que o mundo. antes de dormir aconchega-se no meu ombro e pede-me as festinhas que foram sempre o nosso ritual nos seus primeiros meses de vida, como quem me ensina que, mesmo que o tempo nos faça esquecer estes pequeninos rituais que ficaram distantes, o coração nunca se esquece. lembro-me de acordar com o coração apertado. não importa mais. o único aperto no meu coração agora é este abraço de ternura que não há tempo que saiba desenlaçar.