Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

Um presente para o mundo.

Imagina que podias dar um presente ao mundo para o tornar um mundo melhor. Um presente. O que lhe darias?

Desafiei algumas pessoas a responder a esta pergunta para, juntos, aquecermos corações neste Natal. Resultado? Acabaram por me aquecer o coração a mim.

É isto... a magia e o milagre do Natal.

Deixem-se encantar.

Sejamos Natal. 

Deixa-me contar-te um segredo.

Há sempre mais um olhar para olhar. Escondido, por aí algures. À espera que o olhes. Para te olhar tão fundo, tão dentro. Há sempre mais um sorriso para sorrir. Escondido, por aí algures. À espera que o sorrias. Para te fazer sorrir de mais uma forma que ainda não sabias, ou que já sabias sem saber. Há sempre mais umas mãos para enlaçar. Escondidas, por aí algures. À espera que as enlaces. Para te arrepiarem os sentidos, enquanto se abraçam às tuas. Há sempre mais um abraço para abraçar. Escondido, por aí algures. À espera que o abraces. Para te envolver inteira e te abraçar o coração. Há sempre mais um beijo para beijar. Escondido, por aí algures. À espera que o beijes. Para te curar e te tatuar a alma. Há sempre mais um coração para amar. Escondido, por aí algures. À espera que o ames. Para te salvar de tudo, para sempre. Há sempre mais... há sempre mais tanto mais. Escondido, por aí algures. À espera, sempre, de ti. Para ti. Só precisas saber encontrá-lo. E deixar-te encontrar. E deixa-me contar-te um segredo: só o farás bem com o coração.

Corremos.

Corremos. E atropelamo-nos tanto. Uns aos outros e a nós mesmos. Corremos. E esquecemo-nos de parar e demorar. Esquecemo-nos de reparar. De sentir. Esquecemo-nos de respirar. De viver. De viver de verdade. Corremos. E esquecemo-nos do que importa de verdade. Da única coisa que importa de verdade.

De que importa correr, se nos esquecemos de parar e demorar naquele abraço que é casa? De que importa correr, se nos esquecemos de parar e demorar naquelas mãos que seguram tudo? De que importa correr, se nos esquecemos de parar e demorar naquele olhar que toca? De que importa correr, se nos esquecemos de parar e demorar naquele sorriso que nos muda? De que importa correr, se nos esquecemos de parar e demorar naquele beijo que tem magia? De que importa correr, se nos esquecemos de parar e demorar naquele amor que nos chama?

Corremos. E esquecemo-nos que, às vezes, é quando paramos e demoramos que nos salvamos. E a verdade é esta: não há correria nenhuma no mundo que compense o milagre de cada segundo parado e demorado no que nos salva. Que é também sinónimo de amor.

Ser amor.

Quando olhares, olha com amor. Que sejas olhar que resgata. Olhar de amor. Quando sorrires, sorri com amor. Que sejas sorriso que salva. Sorriso de amor. Quando deres a mão, dá a mão com amor. Que sejas mão que segura. Mão de amor. Quando abraçares, abraça com amor. Que sejas abraço que abriga. Abraço de amor. Quando beijares, beija com amor. Que sejas beijo que cura. Beijo de amor. Quando deres colo, dá colo com amor. Que sejas colo que sossega. Colo de amor. Quando falares, fala com amor. Que sejas palavra que arrebata. Palavra de amor. Quando calares, cala com amor. Que sejas silêncio que abraça. Silêncio de amor. Quando ouvires, ouve com amor. Que sejas escuta que sente. Escuta de amor. Quando rires, ri com amor. Que sejas riso que contagia. Riso de amor. Quando sonhares, sonha com amor. Que sejas sonho que transforma. Sonho de amor. Quando fizeres, faz com amor. Que sejas gesto que toca. Gesto de amor. Enquanto viveres, vive com amor. Que sejas vida que ama. Vida de amor. Enquanto existires, sê com amor. Que sejas amor. Sê amor. 

(Por favor.)

É assim (e só assim) que descobres a razão de existir.

(im)possível

Abraça-me. Abraça-me só, o teu coração colado ao meu. Parece impossível que só um abraço chegue, não é? Mas chega. Dá-me a mão. Dá-me só a mão, a tua mão a abraçar a minha. Parece impossível que só uma mão chegue, não é? Mas chega. Olha-me. Olha-me só, os teus olhos dentro dos meus. Parece impossível que só um olhar chegue, não é? Mas chega. Sorri-me. Sorri-me só, o teu sorriso a chamar o meu. Parece impossível que só um sorriso chegue, não é? Mas chega. Beija-me. Beija-me só, o teu beijo a estremecer-me o coração. Parece impossível que só um beijo chegue, não é? Mas chega. Fica-me. Fica-me só, tu na minha vida, no meu coração. Parece impossível que só o ficar chegue, não é? Mas chega. Ama. Ama só, o teu amor a mudar tudo. Parece impossível que só o amor chegue, não é? Parece impossível que só o amor chegue para tornar possível até o impossível, não é? Mas chega. Tanto. E sempre.

E depois há o amor.

E depois há um olhar que te encontra e te olha por dentro de verdade. E depois há um sorriso que te encontra e te arrebata de verdade. E depois há um abraço que te encontra e te envolve inteira de verdade. E depois há um peito que te encontra e te aconchega de verdade. E depois há um beijo que te encontra e te toca de verdade. E depois há umas mãos que te encontram e te apertam de verdade. E depois há alguém que te encontra e te faz sua de verdade. E depois há o amor que te encontra e te ama de verdade. Ou melhor, há o amor que te encontra e te ama. Ponto. Porque o amor - ouve bem: O AMOR - não há como não ser de verdade. E depois há o amor que te encontra e te ama. E te salva. De verdade.

Talvez o amor seja tudo o que importe.

Talvez um abraço te seja casa. E o mundo fique mais bonito. Talvez uma mão te abrace os sentidos. E o mundo fique mais bonito. Talvez um olhar te olhe dentro da alma. E o mundo fique mais bonito. Talvez um sorriso te cative o coração. E o mundo fique mais bonito. Talvez um beijo te cure de tudo. E o mundo fique mais bonito. Talvez um colo te mostre a forma do amor. E o mundo fique mais bonito. Talvez um silêncio te conte o segredo da vida. E o mundo fique mais bonito. Talvez uma cumplicidade te tire a respiração e te salve ao mesmo tempo. E o mundo fique mais bonito. Talvez um coração te sinta de verdade. E o mundo fique mais bonito. Talvez alguém te tatue para sempre o coração. E o mundo fique mais bonito. Talvez o amor, um só segundo de amor. E o mundo fique mais bonito. Talvez o amor importe. Ou, deixa-me dizer-te, talvez o amor seja tudo o que importe. E, assim e só assim, o mundo fique mais bonito.

Sobre o tudo, no meio do nada.

Sobre o que ainda é sol, no meio da tempestade. Sobre o que ainda é luz, no meio da escuridão. Sobre o que ainda abraça, no meio do que atormenta. Sobre o que ainda sossega, no meio do que agita. Sobre o que ainda abriga, no meio do medo. Sobre o que ainda é colo, no meio do que cansa. Sobre o que ainda dá vida, no meio do que sufoca. Sobre o que ainda cura, no meio do que dói. Sobre o que ainda é sorriso, no meio do sofrimento. Sobre o que ainda é esperança, no meio do desalento. Sobre o que ainda cuida, no meio do que desampara. Sobre o que ainda é bom, no meio do mal. Sobre o que ainda é milagre, no meio da tragédia. Sobre o que ainda segura, no meio do que desaba. Sobre o que ainda completa, no meio do que se parte. Sobre o que ainda resgata, no meio do que se perde. Sobre o que ainda é para sempre, no meio do que acaba. Sobre o que ainda demora, no meio do que foge. Sobre o que ainda aquece, no meio do que gela. Sobre o que ainda sente, no meio do mundo. Sobre o que ainda ama, no meio do desamor. Sobre o que ainda salva, no meio de tudo. Sobre o que de verdade importa. Sobre o tudo, no meio do nada.

Como se espera?

Pedem-nos, dizem-nos, que esperemos. Nós sabemos que temos de esperar. É preciso. É urgente. Tem de ser. Mas... como se espera? Como se espera, se aquele abraço anseia, se aquele abraço nos aperta por dentro de falta, se aquele abraço é urgente? Ninguém nos diz, ninguém nos ensina, ninguém sabe. Como se espera?

Levanto os olhos e, ao longe, vejo-te. Estás mesmo ali, estás aqui, mesmo à minha frente. Olhas-me. Nunca um olhar nos invadiu tanto, por dentro e por fora. Nunca um olhar nos abraçou tanto. Nunca um olhar amou tanto. Vejo-te. Olhas-me.

Mas, e agora, como se espera? Como se espera, se aquele abraço funde tudo o que guardamos cá dentro na urgência de sentir? De sentir alguma coisa? De sentir alguma coisa que nos faça o coração bater? Que nos permita viver? Como se espera, se é aquele abraço que nos mantém o coração a bater, se é aquele abraço que nos devolve a respiração? Como se espera, se é aquele abraço que nos dá vida, se é aquele abraço que nos salva? Como se espera?

É que às vezes, só às vezes, o amor não pode esperar. Às vezes, só às vezes, o amor é preciso. Às vezes, só às vezes, o amor é urgente. Às vezes, só às vezes... até voltarmos a deixá-lo ganhar sempre, para sempre. E voltarmos a acreditar que os milagres acontecem. Mesmo que, às vezes, o deixemos à espera.