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Um abraço para ti

Um abraço para ti

27/07/25

Abrigo

por Daniela Barreira

Alguém que é abrigo.

 

Que não precisa de fazer grande ruído ou de muitas palavras.

Alguém que está, de verdade. E isso chega.

Que está nos dias bons e nos outros também. Quando o mundo é pesado, quando a alma se encolhe ou quando o coração aperta.

 

Alguém que é abraço.

Que se faz lugar seguro. Refúgio onde podes serenar, respirar, ser.

Que ampara todas as tuas dores, todos os teus anseios, todos os teus silêncios.

Que encosta a sua alma à tua só para te recordar que, mesmo nas noites mais escuras, ainda há estrelas a brilhar.

Com a ternura de quem sabe que ainda há abraços que salvam.

 

Alguém que é presença, companhia.

Que não se impõe, mas que se faz sempre sentir.

Como uma manta nos dias frios e uma chávena quentinha entre as mãos trémulas.

Que não promete resolver-te a vida, mas que permanece ao teu lado enquanto a vida acontece.

Como quem não deixa apagar a chama da esperança que te diz que vai correr tudo bem.

 

Alguém que te aparece nas pequenas coisas: numa mensagem que chega no momento certo, num abraço para ti, numa mão que te conforta, num olhar que te compreende sem perguntar, num sorriso do coração.

Que fica, mesmo quando o mundo tem pressa. Que espera, mesmo quando o tempo demora. Que acredita, mesmo quando tu duvidas.

 

Alguém que é mais do que sorte.

Que te segreda ao coração, com a delicadeza dos gestos que dispensam as palavras, a declaração de amor mais bonita: que, aconteça o que acontecer, vai estar sempre perto de ti.

 

A alguém assim: que saibas sempre agradecer.

Alguém assim: que nunca te falte. E que saibas sempre sê-lo para alguém, também.

13/07/25

As coisas mais simples

por Daniela Barreira

Às vezes, o que nos salva são as coisas mais simples.

Um abraço que é abrigo.

Uma mão dada que nos ampara.

Um olhar que nos encontra e que nos toca.

Um sorriso que nos abraça o coração.

Um beijo que nos cura.

Um colo onde repousamos, onde serenamos

Uma palavra que nos conforta.

Um silêncio que é (e que nos faz) tanto sentido.

Uma companhia que nos faz sentir melhor só porque está connosco.

Um gesto que nos faz sorrir e que nos dá esperança.

Um céu estrelado que nos faz brilhar o olhar.

Um momento que nos tatua, para sempre, o coração.

Um instante de amor.

Às vezes, o que nos salva não são as coisas grandes.

Ou, talvez, até sejam...

Talvez as coisas maiores (e as melhores) sejam aquelas que nos acontecem, todos os dias, disfarçadas das coisas mais simples, mas cheias de amor.

Como quem diz: cheias de tudo.

08/07/25

Que nunca te falte um abraço

por Daniela Barreira

Que nunca te falte um abraço a ser porto de abrigo. Abraço feito refúgio, aconchego à alma e ao coração.

Que nunca te falte um abraço a ser casa. Abraço onde (re)pousar a vida e ficar, onde (de)morar.

Que nunca te falte um abraço a ser amparo. Abraço que segura e que conforta cada pedaço do que és.

Que nunca te falte um abraço a ser sorriso. Abraço que faz tudo melhorar, só por te abraçar.

Que nunca te falte um abraço de ternura. Abraço que tanto te envolve, que parece que te cura.

Que nunca te falte um abraço a ser colo. Abraço de guarida, que te ajuda a serenar.

Que nunca te falte um abraço sentido. Abraço que diz tudo, que tudo sente, sem ser preciso falar.

Que nunca te falte um abraço do coração. Abraço que te abraça sempre, que te abraça para sempre.

Que nunca te falte um abraço de esperança. Abraço a ser sol nos dias cinzentos, luz na escuridão, paz na tempestade.

Que nunca te falte um abraço a ser tudo. Abraço a ser tudo o que há de mais bonito, a ser tudo o que precisas.

Que nunca te falte um abraço a ser só abraço. Abraço que tudo abraça, de alma com alma, de coração para coração.         

Que nunca te falte um abraço a ser amor. Amor a abraçar-te, amor a salvar-te.

*

Que nunca te falte um abraço.

E que nunca deixes um abraço faltar, também.

08/07/25

Cartas de amor, à afilhada Joana

por Daniela Barreira

Querida Joana,

Eu estou quase a fazer anos e tu estás quase a nascer.

Há alturas, como esta, em que olho (com os olhos do coração) para este milagre que é a vida, e recordo tudo o que mais importa. Com o coração agradecido e, ao mesmo tempo, com o coração cheio de esperança (e de prece) de que isso, o que mais importa, nunca nos falte. Nunca te falte.

Sabes, acho que é este um dos maiores segredos: olhar com o coração.

Pouco depois da tua mana Mariana nascer, eu também lhe escrevi. E disse-lhe que, mesmo sem saber, ela tornou o mundo melhor, só porque nasceu. O milagre da sua vida, da sua vinda, tornou mais doce o nosso mundo.

Tu ainda não nasceste, e também ainda não sabes, mas eu vou dizer-te: tu também vais iluminar os nossos dias, a nossa vida. Vai ser a tua vida, a tua vinda, a segurar cada pedacinho do nosso mundo que, às vezes, parece cair. A colar, com a cola mágica do amor, cada laço que, às vezes, parece quebrar. A trazer o sol que afasta as nuvens cinzentas que, às vezes, teimam em aparecer.

Tu ainda não sabes, mas um dia vais saber, que isso, tornar o mundo melhor para alguém, é a coisa mais bonita do mundo. É a coisa mais importante do mundo.

Sabes, os teus Papás escolheram-me, de novo, para ser tua Madrinha. Não sei se isso quer dizer que tenho feito alguma coisa de bem, mas eu vou dizer-te o mesmo que disse à tua irmã Mariana: eu não tenho muito para te dar, mas prometo tentar ser-te sempre um lugar de amor.

É isso, sabes? O que mais importa. O amor.

Tu ainda não nasceste, e se calhar ainda não sabes, mas um dia vais saber.

Ou, se calhar, até já sabes.

Aposto que é isso que nos vais ensinar e recordar a todos quando chegares, não é?

 

Com amor,

Da tia-madrinha-dinda, Daniela.

02/07/25

Ver com o coração

por Daniela Barreira

Serenar toda a correria. Silenciar todo o ruído, por dentro e por fora. Para respirar, para sentir, para ver com o coração.

Voltar a olhar e deixarmo-nos tocar pelas coisas mais bonitas.

*

Aqueles abraços que nos fazem sentir em casa.

Aquelas mãos que nos seguram.

Aqueles olhares em cheio na alma.

Aqueles sorrisos que nos abraçam.

Aqueles colos que são refúgio.

Aquelas palavras (e aqueles silêncios) que nos falam ao coração.

Aquelas companhias que nos curam.

Aquelas pessoas que tanto nos querem bem.

Aqueles momentos que nos fazem sorrir.

Aqueles gestos que reacendem em nós a chama da esperança.

*

Nem sempre as coisas mais bonitas fazem barulho ou fogo-de-artifício.

Às vezes, é só um sopro de amor que passa e que nos salva o dia (e que nos salva do dia).

Talvez precisemos de (re)aprender a ler a poesia das coisas simples. E de (re)aprender a ver a vida com o coração.

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