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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

Antes da escuridão

"São tantas batalhas. É tão funda a dor. São tantas imagens de abandono e desamor. Há gente caída, no chão. Sem ninguém que os abrace, sem ninguém que os levasse antes da escuridão.

Então, desenho o teu corpo em mim. A forma da tua mão em mim. Pudesse ser essa a forma do mundo inteiro. Acordo só para te ver dormir, assim, em paz.

São tantos os medos, calados por dentro. Estilhaços de guerra, sem luar nem vento. Cravados tão fundo, no peito. Sem ninguém que os arranque, sem ninguém que estanque o mal que foi feito.

São tantos olhares de espanto, vazios. E é tanto escuro e faz tanto frio. Há gente caída, no chão. Sem ninguém que os abrace, sem ninguém que os levasse antes da escuridão.

Então, desenho o teu corpo em mim. A forma da tua mão em mim. Pudesse ser essa a forma do mundo inteiro. Acordo só para te ver dormir, assim, em paz."

Aquele pequenino milagre.

Há sempre um milagre, um pequenino milagre, que acontece e que chega para nos iluminar o dia, a vida, o coração.

Às vezes, tão despercebido. Às vezes, tão à vista. Mas sempre, sempre, vestido de amor.

Às vezes, escondido naquele abraço mais demorado que nos abriga. Às vezes, escondido naquela mão que se estende e que nos segura. Às vezes, escondido naquele olhar que faz parar o mundo e que nos cura. Às vezes, escondido naquele sorriso que embeleza tudo e que nos abraça. Às vezes, escondido naquele colo que sabe a casa e que nos serena. Às vezes, escondido naquela palavra do coração que nos conforta. Às vezes, escondido naquele silêncio cúmplice que nos toca. Às vezes, escondido naquele riso que se ouve ao longe e que nos contagia. Às vezes, escondido naquele gesto de amor que nos salva. Às vezes, escondido naquela pessoa que está ali e que nos faz sorrir. 

Há sempre um milagre, um pequenino milagre, que acontece e que chega para nos iluminar o dia, a vida, o coração.

Talvez, às vezes, pareça que não. E talvez, nessas vezes (e em todas as vezes), o maior segredo e o verdadeiro sentido da vida seja procurarmos, todos os dias, sê-lo nós.

Ser aquele abraço que abriga. Ser aquela mão que segura. Ser aquele olhar que cura. Ser aquele sorriso que abraça. Ser aquele colo que serena. Ser aquela palavra que conforta. Ser aquele silêncio que toca. Ser aquele riso que contagia. Ser aquele gesto que salva. Ser aquela pessoa que faz sorrir.

Talvez o maior segredo e o verdadeiro sentido da vida seja procurarmos, todos os dias, ser aquele milagre, aquele pequenino milagre, que acontece e que chega para iluminar dias, vidas, corações.

Às vezes, tão despercebido. Às vezes, tão à vista. Mas sempre, sempre, vestido de amor.

Há sempre alguém.

Há sempre alguém que te abraça. Alguém que te envolve com sabor a casa. Que te dá colo, onde podes descansar. Que te abraça para sempre. Alguém que te abriga.

Há sempre alguém que te dá a mão. Alguém que te conforta tanto. Que te ampara com cuidado. Que te abraça a vida. Alguém que te segura.

Há sempre alguém que te olha mais fundo. Alguém que te vê de verdade. Que sabe ler tudo o que és. Que te abraça a alma. Alguém que te sente.

Há sempre alguém que te sorri. Alguém que te ilumina o dia. Que te faz sorrir sempre mais uma vez. Que te abraça o coração. Alguém que te cura.

Há sempre alguém que te faz acreditar. Alguém que te muda o mundo. Que te mostra o lado bonito da vida. Que te abraça com amor. Alguém que te salva.

Há sempre alguém.

(Que saibamos sempre ser esse alguém, também.)

Em quantos corações já tatuaste um sorriso?

Deixar pedacinhos de amor pelo caminho.

São tantas as pessoas que passam e que não os vêem. Que não reparam.

Mas depois...

Há alguém que passa e que vê.

Há alguém que passa, que vê e que se demora neles por instantes.

Há alguém que passa, que vê, que se demora neles por instantes e que sorri.

Há alguém que os sente. De verdade.

Há alguém a quem um daqueles pedacinhos de amor, que deixas pelo caminho, salva o dia.

Há alguém a quem um daqueles pedacinhos de amor, que deixas pelo caminho, ilumina a vida.

Há alguém a quem um daqueles pedacinhos de amor, que deixas pelo caminho, faz o coração sorrir.

E é aí. É exactamente nesse instante que a magia acontece: no meio de tantas pessoas a quem não muda nada, existir alguém a quem muda alguma coisa. Ou tanto.

É que, às vezes, um sorriso tatuado num dia, numa vida, num coração, muda tanto. Sabes?

E é por essas vezes, mesmo que seja só às vezes, que ainda vale a pena. Que ainda vale a pena isto: deixar pedacinhos de amor pelo caminho. Tatuar o mundo com amor. Todos os dias.

 

(Foi por isto que o Tatuar Sorrisos nasceu. Por eu acreditar tanto nisto. Comecei, um dia, a deixar pedacinhos de amor por aí, escritos em post-its. E hoje, 10 anos depois, este bloco de post-its escritos com o coração, ao qual dei o nome de Tatuar Sorrisos, já faz parte dos meus dias. Da minha vida. Do meu coração. Nunca mais me largou.)

IMG-20220117-WA0028.jpg

10 anos a tatuar sorrisos no dia de alguém, na vida de alguém, no coração de alguém.