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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

Espalhar amor.

Espalhar amor, ser o lado bonito. Às vezes, um sorriso embeleza um dia.

Espalhar amor, ser luz. Às vezes, uma mão dada ilumina uma vida.

Espalhar amor, ser paz. Às vezes, um abraço serena um coração.

Espalhar amor, ser (de) verdade. Às vezes, um olhar mais fundo toca uma alma.

Espalhar amor, ser amor.

Mesmo com dias cinzentos, mesmo que a vida troque planos, mesmo que o mundo esteja do avesso.

Às vezes, um gesto de amor muda tudo.

E é por essas vezes que ainda vale a pena. Que vale sempre a pena isto: espalhar amor, ser amor.

Abraçar outras palavras | Abraço, da Inês

"Haverá sempre um espaço invisível entre nós. Sim. Não fosse o ar o elemento de ligação entre o visível e o invisível, não é?

À luz da ciência nunca conseguimos vencer essa força que nos repele. E as palavras...

As malditas palavras que me perfuram os tímpanos e me aquecem o peito?

Tomara eu que a palavra não tivesse tanto valor e significado. É que para mim ainda tem. Não gosto de atirar palavras ao vento sem sentido. E há palavras que rasgam o peito e nos deixam vulneráveis.

Proponho pena máxima para quem as disser em vão. Não fui eu. Não foste tu. Não foi em vão. Eu sei. Mas o meu "Eu" é desajeitado ao invadir o palco e a gerir emoções sabes? E eu sinto-me como uma menina que enfrenta uma resistência tremenda para se endireitar uma última vez…

Não devia...

É nesse diagrama singular de ligações a pensamentos e sonhos que é impossível ficar longe da loucura. 

Ligados por uma ponte de fogo

Que vibra subtilmente

Nos avanços e recuos

É só no teu abraço que me perco

O escudo de folhas que o vento criou

Em torno de um corpo que vê o rastilho de pólvora

Dissipa-se como que por magia

Entre sussurros que não vejo

E olhares que não oiço

Os lábios não escrevem

E a luz divide os corpos

Com os dedos que gritam

Num místico desassossego

E o meu toque aflito

Como se fosse chuva

Desliza pela tua pele nua

Enamora-se e dança  

Com a água que tens na boca

Onde as línguas são confidentes

De um amor que não hesita

Em ir mais fundo e mais alto

Entrelaçados com o vento

Onde o tempo abranda

E acelera

E depois abranda de novo

na nudez coberta de pele 

E todos os dias te abraça

E ama como a primeira vez

Mas não te rouba o espaço

Tão apreciado

Porque existirá sempre

Um espaço vazio 

Sem proteção nenhuma

Entre nós..."

 

Palavras da Inês, para este "abraçar outras palavras". A Inês é coração. É palavras que saem dele e que o tocam a ele, ao de quem lê. A Inês é escrita sentida, íntima, arrebatadora. Percorre-nos os sentidos e toca-nos directamente no coração. A Inês sente e faz sentir. Como quem, por vezes, escreve o que nos (me) vai no coração e que não foi traduzido em palavras. É isso: a Inês sente e faz sentir. E nem sei se tem essa noção. Se não sabia, agora já sabe. Obrigada, Inês. Por isto tudo e por teres aceite o convite. ❤

O (teu) amor muda o mundo.

Há alguém, algures por aí, à espera do seu lugar. O seu lugar-mais-amor do mundo. Onde (de)morar sem datas de validade. És tu. O teu abraço é o melhor lugar do mundo para alguém. 

Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe cative o coração. De quem o abrace. Para sempre. És tu. O teu sorriso abraça corações. 

Há alguém, algures por aí, à espera de um porto de abrigo. Que sossegue tempestades e medos. Onde descansar do mundo. És tu. As tuas mãos são o abrigo de alguém.

Há alguém, algures por aí, de olhos perdidos no vazio. À espera de quem os olhe por dentro. De quem os faça brilhar. És tu. Os teus olhos sorriem e fazem sorrir.

Há alguém, algures por aí, à espera de um gesto que abrace tudo. Que cure o que se parte. Que cure o que dói. És tu. O teu abraço cura. 

Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe sinta o coração. De quem lhe abrace a alma. Como quem respira amor. És tu. O teu sorriso é em forma de amor.

Há alguém, algures por aí, à espera de quem fique ali. Ao seu lado e do lado de dentro. Como quem segura. Como quem guarda. És tu. As tuas mãos foram feitas para abraçar outras mãos.

Há alguém, algures por aí, à espera de um sorriso em forma de abraço. De um sorriso tatuado no coração. És tu. O teu abraço faz corações sorrir.

Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe mude o dia. De quem lhe mude a vida. E o coração. És tu. O teu sorriso é a melhor parte do dia de alguém.

Há alguém, algures por aí, à espera de um milagre. Que salve do abismo. Que salve de tudo. És tu. O teu gesto de amor salva.

És tanto. Mais do que sabes.

Há sempre alguém, algures por aí, a quem tu mudas o mundo. Mesmo sem saberes. Quando abraças. Quando sorris. Quando dás a mão. Quando olhas. Quando vives, quando és, com amor. Quando amas. O (teu) amor muda o mundo. Sabes?

Em quantos corações já tatuaste um sorriso?

 

(Sobre o Tatuar Sorrisos e sobre aquilo em que eu acredito. Tanto.)

A ti (que lês):

A ti, que abraças como quem acolhe. E vais abrigando corações, mesmo sem saberes.

A ti, que dás a mão como quem dá o coração. E vais segurando vidas, mesmo sem saberes.

A ti, que sorris como quem abraça. E vais melhorando dias, mesmo sem saberes.

A ti, que olhas como quem vê além. E vais tocando almas, mesmo sem saberes.

A ti, que falas como quem sente. E vais acalentando tanto, mesmo sem saberes. 

A ti, que cuidas como quem ampara. E vais curando dores, mesmo sem saberes.

A ti, que estás como quem fica. E vais serenando tudo, mesmo sem saberes.

A ti, que vives como quem ama. E vais mudando mundos, mesmo sem saberes.

A ti, que amas como quem respira. E vais salvando de verdade, mesmo sem saberes.

A ti, que apesar de todas as marés atribuladas, continuas a remar do lado certo. Do lado do bem.

A ti, que és um pedacinho de amor no meio do mundo.

Para saberes. E não esqueceres. 

A ti, por tudo e por tanto: Obrigada. Por seres, por estares, por existires.

Abraçar outras palavras | Abraço, de Apenas Fluir

"Deslizo para os braços 

de alguém que necessite de um abraço.

Quero que sinta no meu abraço 

o seu porto seguro,

o cheiro a casa mãe.

Lembro-me dos abraços que me enchiam em criança

preenchiam-me de esperança e felicidade.

Faziam-me sentir especial.

*

Eu estou aqui, não estás só.

Ninguém está só.

E um abraço lembra-nos isso. 

Abraço-te, abraças-me, abraçar-te-ei, abraçar-me-ás

eu e tu, nós

juntos, no presente e no futuro

enlaçaremos os nossos corpos 

num abraço

que valerá por mil palavras."

 
Palavras de Apenas Fluir, para este "abraçar outras palavras". Simplicidade, beleza, alma. São as palavras que melhor encontro para descrever tudo o que sinto quando entro no cantinho Apenas Fluir. A simplicidade é sempre a maior das belezas, não é? Quando é isso que nos vai na alma e, por isso, o que nos sai da alma também, está tudo dito. Foi este, o abraço que lhe saiu da alma. Do coração. Dos abraços em palavras mais bonitos que eu já li. Que eu já senti. Obrigada, do coração.

As coisas mais bonitas.

Vivemos apressados, nesta correria dos dias, da vida, do coração, da alma. Atropelamo-nos uns aos outros (e a nós), quase sem reparar. É isso: quase nem reparamos. Uns nos outros. Em nós. E nas coisas bonitas que nos acontecem todos os dias.

Às vezes, basta um instante. O instante em que nos permitimos parar. Para respirar, para sentir, para ver com o coração. E nos deixamos tocar. Por aquele abraço que é casa. Por aquelas mãos que seguram tudo. Por aquele olhar de alma. Por aquele sorriso que arrebata. Por aquele beijo de magia. Por aquelas pessoas que são nossas. Por aquele gesto de amor. Por aquele amor que salva.

E é ali. É naquele instante em que nos permitimos parar e nos deixamos tocar, que descobrimos as coisas mais bonitas. Que descobrimos tudo o que importa. E a verdade é esta: não há correria nenhuma que compense este milagre a acontecer.