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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

Abraçar outras palavras | Abraço, de Cheia

"O abraço, um amistoso cumprimento

Quando nos abraçamos sentimos o pulsar do coração

Um aperto que deixa uma grata recordação

O abraço torna-nos íntimos

Não abraçamos toda a gente

Só abraçamos quem sente

Ou quem a amizade consente

O abraço é a fala da mente

É passar para o outro um amor diferente

É ver o corpo sorridente

É mergulhar numa alegria transparente

É abraçar e voltar a abraçar novamente

É repartir com quem está ausente

É o, mais trocado, presente

É pão, é paz, é semente

É flor incandescente

É um ato consciente

É o perfume que alimenta a mente

No passado, no futuro, no presente

Com este abraço cumprimento toda a gente

Agradeço, ter- me convidado, a Daniela

Para passar um dia na casa dela

Um grande abraço para ela."

 

Palavras do José, para este "abraçar outras palavras". O José é poesia e não só. O José é palavras que falam de verdade. Que falam do dia, da vida, do coração de cada um de nós. Palavras que falam do mundo e do que nos rodeia. O José recebe-nos no espaço dele como quem nos acolhe em casa. E entra no nosso espaço com a delicadeza de quem nos visita a casa. Passo a passo. Cumprimento a cumprimento. Abraço a abraço. Palavra a palavra. Grata, José! Pelas palavras e pelo, sempre, abraço.

Abraçar outras palavras | Abraço, da Sandra

"Abraço-te em toda a longitude que um abraço pode ter. No etéreo do horizonte, procedo à soma de todas as equações que te rodeiam em caladas noites, quando submergem as sóbrias palavras que desnudas à tua escrita angular, nas tuas horas que não têm peso, e que te permitem ser por inteiro.
Abraço-te pela calada do silêncio haragano, um abraço vagabundo, feito de equador e de rosa dos ventos. Talvez a tua janela esteja aberta à vastidão da noite, talvez numa pausa do teu escrever sintas, em invisíveis margens das brumas tuas, o meu abraço que se acerca de ti, vagaroso, insinuante, derrapante. Talvez um dia, no concreto das potências do amanhã, atravessando as rasgadas passagens da orla do tempo, escrevas em tinta impermeável: Um dia, abraço-te!
E até lá? Soletra a palavra Abraço, eleva-a ao infinito e multiplica-a no teu escrever deambulante. Se tu deixares, eu andarei por lá, sílabas à solta..."

Palavras da Sandra, para este "abraçar outras palavras". A Sandra é escrita arrebatadora. É palavras que nos atravessam a alma e nos encantam o coração. A Sandra toca-nos por dentro com o que escreve, porque escreve com o que sente. A Sandra é sentir. E entra-me sempre por este cantinho a dentro com um abraço ao coração. E do coração. Obrigada, querida Sandra.