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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

A forma da vida.

São tantas as tormentas. É tanto o caos. E é tão pouco o que serena. Tão pouco a ser paz. E depois... um sorriso a tatuar-se em ti. A forma do amor em ti. Pudesse ser essa a forma da vida.

São tantas as dores. É tanto o que se desfaz. E é tão pouco o que cuida. Tão pouco a ser cura. E depois... uma mão a enlaçar-se em ti. A forma do amor em ti. Pudesse ser essa a forma da vida.

São tantos os medos. É tanta a escuridão. E é tão pouco o que abriga. Tão pouco a ser luz. E depois... um abraço a ancorar-se em ti. A forma do amor em ti. Pudesse ser essa a forma da vida.

São tantos os olhares vazios. É tanto o desalento. E é tão pouco o que toca. Tão pouco a ser verdade. E depois... um olhar a fixar-se em ti. A forma do amor em ti. Pudesse ser essa a forma da vida.

São tantos os corações ao frio. É tanto o desamor. E é tão pouco o que acalenta. Tão pouco a ser amor. E depois... uma alma a abraçar-se em ti. A forma do amor em ti. Pudesse ser essa a forma da vida.

A forma do amor em ti. Pudesse ser essa a forma da vida. E pode. E, no fundo, é, não é? 

Abraçar outras palavras | Abraço, da MJP

"O valor de um Abraço...

Um Abraço é aconchego, é abrigo, é pilar, é âncora, é porto seguro...

Um Abraço é pura Magia feita realidade, é a mais sublime forma de união, é a sincronia de dois corações, é um laço que transcende as palavras e os silêncios...

Um Abraço não se explica, sente-se...

Um Abraço não se dá nem se recebe, partilha-se... é a mais sublime forma de partilha...

Um Abraço cura, alimenta, dá coragem...

Um Abraço não se vende nem se compra, não tem preço, mas tem um valor inestimável, um tesouro que só se partilha com quem se AMA e o AMOR pode ser experienciado de muitas formas... existem muitas tipologias de AMOR, mas todas encontram expressão num Abraço... um Abraço é a mais sublime forma de transmitir AMOR...

Um Abraço é um gesto Universal, sem barreiras, que não carece de explicações, nem de traduções... transversal a todas as idades..."

Palavras da MJP, para este "abraçar outras palavras". A MJP é sempre um abraço apertadinho. Entrar no espaço da MJP e recebê-la aqui, no meu espaço, traz-me sempre o sabor disto mesmo: de um abraço apertadinho que, ao mesmo tempo, se faz colo, se faz carinho e se faz convite a voltar e a ficar todo o tempo que quiser. Todo o tempo que precisar. A MJP é sempre ternura e, sempre com a mesma ternura, às vezes de mansinho, vai-me (re)lembrando o que sou, aos seus olhos (e é tão bonito), e vai-me (re)lembrando também a importância de nunca permitir que isso mude. Não sei se a MJP sabe, mas já abraçou muitos dos meus dias. Se não sabia, agora já sabe. Obrigada, querida MJP! 

Um pouco de céu.

Só hoje senti que o rumo a seguir levava para longe. Senti que este chão já não tinha espaço para tudo o que foge. Não sei o motivo para ir, só sei que não posso ficar. Não sei o que vem a seguir, mas quero procurar. E hoje deixei de tentar erguer os planos de sempre. Aqueles que são para outro amanhã que há-de ser diferente. Não quero levar o que dei, talvez nem sequer o que é meu. É que hoje parece bastar um pouco de céu. Um pouco de céu. Só hoje esperei, já sem desespero, que a noite caísse. Nenhuma palavra foi hoje diferente do que já se disse. E há uma força a nascer bem dentro, no fundo de mim. E há uma força a vencer qualquer outro fim. Não quero levar o que dei, talvez nem sequer o que é meu. É que hoje parece bastar um pouco de céu. Um pouco de céu.

(menos) não me chega.

Que nunca te chegue o que não te enche a alma e o coração. Mas que não te encha de sufoco, que nunca te chegue o que não te deixa respirar. Que nunca te chegue o que não te faz sentir tudo. Que nunca te chegue o que não te toca por dentro. Que nunca te chegue o que não te brilha nos olhos e no sorriso. Que nunca te chegue o que não te abraça com sabor a casa. Mas que não te prenda, que nunca te chegue o que não te deixa voar. Que nunca te chegue o que não te sabe ver de olhos fechados. Que nunca te chegue o que não te sabe ouvir em silêncio. Que nunca te chegue o que não sabe sentir o que és. Que nunca te chegue o que não torna o teu mundo melhor. Que nunca te chegue o que não te chega ao coração. Que nunca te chegue o que não te quer (para) sempre. Que nunca te chegue o que não te salva de tudo. Que nunca te chegue o que não é amor. Nunca menos do que amor. Que nunca te chegue o que não (te) chega para ficar.

Abraçar outras palavras | Abraço, da blue

"Abraço que é casa. Abraço que sabe a casa, a voltar para ti todos os dias. Abraço que sabe a sofá, a lareiras acesas, a chocolate quente. Abraço que sabe a piquenique no jardim. A limonada. A ti. Abraço que cheira a Primavera e a Outono.

Abraço que é porto de abrigo. Refúgio da tempestade, da noite fria, dos dias conturbados. Dos meus medos. Abraço que é paz. Tranquilidade. Segurança. 

Abraço que são as pequenas coisas. Abraço que é tudo. Que é tanto.

Abraço que é mãos nas mãos, nas tuas mãos, nos teus braços, no teu peito, no teu coração. Abraço que é sorriso. Lábios que sorriem, olhos que brilham. Tanto. Tanto.

Abraço que é o riso dos nossos filhos. Abraço que é o orgulho de um pai. Abraço que são os amigos que são família. Abraço que se sente sem tocar e perdura além fronteiras. Abraço que é este abraço de Viana do Castelo até aí, até ti, minha Daniela. Abraço que é este abraço que chega a quem quer que leia estas palavras. Abraço em forma de palavras. Abraço que se sente. Sempre.

Abraço-te. Tanto."

Palavras da blue para este "abraçar outras palavras". A blue é aquela que me me acompanha e me abraça desde as primeiras palavras deste blog (como assim, já passaram 14 anos?). A blue é aquela que, passo a passo, momento a momento, dia a dia, ano a ano, abraço a abraço, foi entrando pelo meu coração como quem entra em casa e me foi acolhendo no seu, como quem nos convida a morar. A blue é, e faz-me ser também, abraço além fronteiras. Que está quando precisamos e quando não precisamos também. Que é. Sempre que se procura, é. Quando não se procura, é também. Mesmo no silêncio, é. Sabemos que está lá. Que podemos sempre voltar. Que já ficou e que não vai a lado nenhum. É. Tanto. Tanto. A blue já não é a blue daqui. A blue é a minha blue, na vida. E abraça-me (sempre) assim. Como agora, quando lhe peço para escrever para aqui e ela escreve assim, abraçando-me a mim. Tanto e sempre.

Abraça o teu coração.

Abraça-te. Abraça o teu coração. Deixa-o (re)pousar. Onde sente abrigo. Onde pode descansar de tudo. Onde se sente abraçado de verdade. Onde pode ser de verdade. Com tudo o que é.

Se é agitação, abraça-o até serenar. Se é urgência, abraça-o até sossegar. Se é cansaço, abraça-o até descansar. Se é peso, abraça-o até libertar. Se é aperto, abraça-o até desatar. Se é sufoco, abraça-o até respirar. Se é dor, abraça-o até curar. Se é cicatriz, abraça-o até sorrir. Se é medo, abraça-o até encorajar. Se é dúvida, abraça-o até acreditar. Se é desamor, abraça-o até amar.

Abraça o teu coração. Mas sem pressa. O coração nunca se apressa. Deixa-o (re)pousar. Deixa-o ser de verdade. E abraça-o, de verdade também.

Talvez descubras que tudo o que um coração procura, mesmo sem procurar, é um abraço de verdade, onde (re)pousar.