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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

Sabes?

Um abraço que te envolve como quem te guarda.

Uma mão que te abraça como quem te segura.

Um olhar que te olha fundo como quem te descobre.

Um sorriso que te cativa como quem te sente.

Um beijo que te toca como quem te cura.

Um colo que te abriga como quem te cuida.

Alguém que te é como quem te ama.

O amor. Sabes?

Sobre pessoas bonitas.

Sobre pessoas que nos mostram o lado mais bonito da vida. Que nos mostram até o lado mais bonito de nós. Pessoas que nos mostram o lado mais bonito de tudo. E que, só por isso, nos fazem acreditar que ainda vale a pena. Que tudo isto vale a pena. Sobre pessoas que nos fazem acreditar.

Sobre pessoas que são luz na escuridão. Luz que nos ilumina. E que nos faz brilhar.

Sobre pessoas que são sol nos dias cinzentos.

Sobre pessoas que são paz na tempestade.

Sobre pessoas que são abrigo sempre que os medos nos invadem.

Sobre pessoas que são balão de oxigénio que nos devolve a respiração.

Sobre pessoas que são asas que nos fazem voar.

Sobre pessoas que são pára-quedas que nos ajuda a pousar.

Sobre pessoas que são colo que não nos deixa cair.

Sobre pessoas que são mãos que nos ajudam a levantar. E mãos que se dão às nossas para sempre. Para nos acompanhar.

Sobre pessoas que são abraço de alma. Abraço de coração. Pessoas que são lugar seguro para onde podemos sempre correr. Para onde podemos sempre voltar.

Sobre pessoas que são olhos que nos vêem de verdade. Por dentro do que somos. Pessoas que nos sabem e que nos sentem.

Sobre pessoas que nos ouvem e que nos lêem as palavras, os gestos e até os silêncios.

Sobre pessoas que são sorriso em forma de abraço. Que conseguem fazer-nos sorrir sempre mais uma e outra vez.

Sobre pessoas que são beijinhos que nos curam as dores. Que curam tudo. Pessoas que são ternura.

Sobre pessoas que são magia.

Sobre pessoas que são milagres a acontecer.

Sobre pessoas que são presença sempre. Que, mesmo longe, são sempre perto. Pessoas que nos mostram que o coração não tem distância.

Sobre pessoas que se fazem morada. Que nos fazem morada.

Sobre pessoas que nos são. Pessoas a quem nós somos. Tanto e sempre.

Sobre pessoas que nos tatuam o coração para sempre. Com o que nos dão. Com o que são.

Sobre pessoas que são tanto.

Sobre pessoas em forma de amor.

*

Que saibamos agradecê-las e amá-las. Muito. Todos os dias. 

E que saibamos sê-las. Muito. Todos os dias também.

É o amor.

Sabes aqueles abraços que chegam e te abraçam por dentro e por fora? É o amor a abrigar-te do mundo. Sabes aqueles sorrisos que chegam e te arrebatam os sentidos? É o amor a abraçar-te o dia. Sabes aquelas mãos que chegam e te seguram sem largar? É o amor a resgatar-te a vida. Sabes aqueles olhares que chegam e te inundam de si? É o amor a transformar-te o coração. Sabes aqueles beijos que chegam e te tocam de ternura? É o amor a curar-te a alma. Sabes aqueles colos que chegam e se fazem teu lugar? É o amor a cuidar de ti. Sabes aquelas pessoas que chegam e te mostram o lado mais bonito de tudo? É o amor a acontecer-te. A amar-te. Sabes todos aqueles gestos pequeninos que chegam e se tornam os maiores milagres? É o amor. Escondido aí. Por aí. No mundo. No dia. Na vida. É o amor a salvar-te. Tanto. Sempre. E para sempre.

Um (re)encontro de almas e um abraço no coração.

Foi lá ao longe. Longe de lugar. Longe de tempo. Foi mesmo lá ao longe. Mas morou em mim para sempre.

Quando eu cheguei, não sabia o que ia encontrar. Não sabia que ia ser encontrada. Mas fui. Fui encontrada de uma das formas mais bonitas que já me encontraram. Cheguei e, passo a passo, fui encontrando, quase sem saber, de mansinho e de forma subtil, um olhar que já me tinha encontrado quando eu cheguei. Um olhar que veio de dentro. Directamente do coração. Um olhar que me encontrou por dentro. Directamente na alma. E foi este olhar de quem se (re)encontrou por dentro, mesmo sem se conhecer, que, sempre de mansinho e de forma subtil, se fez abraço. Se fez sorriso. Se fez colo. Se fez laço. Se fez amor... um amor que veio visitar-nos de longe, para nos ensinar que nunca o longe se fez tão perto. Que nunca o amor mora longe, mesmo que seja longe a sua morada. Que nunca o amor desabraça, que nunca o amor deixa de sorrir, que nunca o amor desampara, que nunca o amor desenlaça. Que amor é amor sempre. E foi este olhar que se fez um encontro de almas que, mesmo sem se conhecerem, se reconheceram ao fazerem-se pedacinhos da presença de quem lhes era ausente. Foi este olhar que se fez um (re)encontro de almas e um abraço no coração.

Foi lá ao longe. Longe de lugar. Longe de tempo. Foi mesmo lá ao longe. Mas morou em mim para sempre.

 

Porque há encontros assim, de dentro e por dentro, que nos ficam para sempre. Porque há histórias, há vidas, que nos tatuam o coração. Hoje, 22 anos depois, sem saber bem porquê, relembrei-o e senti-o. Ou se calhar até sei: porque nunca me esqueci. E porque, no final, é destas histórias bonitas que somos feitos. As que ficaram sempre, para sempre.