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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

Abraço-te.

Roubaram-nos os abraços. Dizem eles. O que eles não sabem, e se calhar tu também ainda não sabes, é que eu continuo a abraçar-te. Tanto. Até à distância, que não é distância porque o coração não tem distância, abraço-te.

Abraço-te quando te olho. Quando o meu olhar chama o teu, abraço-te. Quando os meus olhos se cruzam com os teus, quando os nossos olhos se encontram e nos olhamos por dentro, abraço-te. Naquele preciso segundo em que paramos o mundo para nos demorarmos num olhar mais fundo, abraço-te.

Abraço-te quando te sorrio. Quando o meu sorriso chama o teu, abraço-te. Quando o meu sorriso se cruza com o teu, quando os nossos sorrisos se encontram e nos sorrimos de dentro, abraço-te. Naquele preciso segundo em que paramos o mundo para nos demorarmos num sorriso mais cúmplice, abraço-te.

Abraço-te quando te falo. Ou mesmo quando não te falo mas nunca me esqueço de ti.

Abraço-te quando e porque te amo. Quando o meu coração chama o teu, abraço-te. Quando o meu coração se cruza com o teu, quando os nossos corações se encontram e nos moramos por dentro, abraço-te. Naquele preciso segundo em que paramos o mundo para nos demorarmos num amor mais amor, abraço-te.

Roubaram-nos os abraços. Dizem eles. O que eles não sabem, e se calhar nós também ainda nos esquecemos, é que enquanto existir o amor, ninguém consegue roubar abraços. O amor abraça-nos sempre além dos braços. E o amor nunca se rouba. É isso que nos salva. E que nos abraça para sempre.

Fecha os olhos. Sente bem, no teu coração. Sentes? Abraço-te.

Para ti e para mim: Imagina.

Imagina. Imagina só.

Imagina que tocas uma alma, com o teu olhar a olhar dentro. Imagina que abraças um coração, com o teu sorriso de alma. Imagina que resgatas uma vida, com a tua mão a abraçar. Imagina que curas uma alma, com o teu beijo de ternura. Imagina que abrigas um coração, com o teu abraço a envolver. Imagina que amparas uma vida, com o teu colo de cuidar. Imagina que inspiras uma alma, com as tuas palavras do coração. Imagina que sossegas um coração, com o teu silêncio de sentir. Imagina que contagias uma vida, com o teu riso a fazer sorrir. Imagina que amas uma alma, com o teu ficar para sempre. Imagina que salvas um coração, com o teu gesto de bondade. Imagina que tatuas uma vida, com a tua vida de amor. 

Imagina que mudas um mundo, só por seres amor. 

Imagina. Imagina só.

Já imaginaste?

E agora… e se… só e se… e se fosses? E se fores?

Vamos?

De repente é urgente parar.

De repente é urgente parar. E de repente parece que ficámos sem saber muito bem onde mora o sentido. Porque acreditámos, todos os dias, que o que fazia sentido era correr mais depressa do que o tempo. Era não ter tempo para parar. Não ter tempo para demorar.

De repente é urgente parar. Pode ser que de repente, para além de urgente, comece a fazer sentido. Parar e demorar. Parar e demorar num abraço mais forte. Parar e demorar num entrelaçar de mãos mais seguro. Parar e demorar num cruzar de olhares mais fundo. Parar e demorar num sorriso mais cúmplice. Parar e demorar num beijo mais longo. Parar e demorar nas pessoas que são nossas, nas pessoas de quem nós somos. Mais uma e outra vez.

Pode ser que de repente, para além de urgente, comece a fazer sentido. Parar e demorar no amor. Pode ser que de repente comece a fazer sentido a única coisa que nunca devia ter deixado de fazer sentido. A única coisa que nos faz viver de verdade. Pode ser que de repente comece a fazer sentido o amor. E pode ser que de repente, para além de fazer sentido, comece a ser urgente. O amor.

Agradecer.

Que saibas agradecer sempre. Mesmo com dias maus. Mesmo com caos. Mesmo que tudo. Que saibas agradecer sempre.

Que saibas agradecer sempre aqueles abraços de alma. Que saibas agradecer sempre aquelas mãos entrelaçadas. Que saibas agradecer sempre aqueles olhares mais fundos. Que saibas agradecer sempre aqueles sorrisos a abraçar. Que saibas agradecer sempre aqueles beijos de doçura. Que saibas agradecer sempre aquelas vozes de arrebatar. Que saibas agradecer sempre aqueles risos a contagiar. Que saibas agradecer sempre aquelas palavras de encantar. Que saibas agradecer sempre aqueles silêncios a falar. Que saibas agradecer sempre aquelas cumplicidades de arrepiar. Que saibas agradecer sempre aqueles brilhos do olhar. Que saibas agradecer sempre aqueles momentos de magia. Que saibas agradecer sempre aquelas pessoas de luz. Que saibas agradecer sempre aqueles corações-casa. Que saibas agradecer sempre aqueles laços do coração. Que saibas agradecer sempre aquelas vidas a tatuar-te o coração. Que saibas agradecer sempre aqueles milagres... do amor. Que saibas agradecer sempre.

Que saibas ver que os teus milagres para agradecer andam sempre por aí, em forma de amor, subtil mas estrondosa, à vista do teu coração. E que saibas agradecer sempre.

Amor... Liberdade

A MJP desafiou-me a escrever sobre Liberdade. E eu aceitei o desafio, de braços abertos, sem saber (ou, se calhar, até já sabia) que ia acabar por ser, também, desafiada a percorrer cada pedaço do meu coração e a escrevê-lo. A ele e com ele. É assim. E só assim.

 

Que seja abraço onde podes sempre morar. Que seja abraço para onde podes sempre correr. E que te faça querer sempre esse lugar. Mas que não seja sufoco. Que te deixe sempre respirar. Que não seja posse, fazendo-te só sua. Mas que seja entrega, fazendo-te escolher seres para si. Que seja para ti também. E que saiba acolher e deixar existir as tuas pessoas. Que saiba que, sem elas, não és tu. E que, só por isso, já lhes sinta o valor.

Que seja mão que te agarra como quem não te larga mais. Que seja mão que te segura para sempre. Mas que não seja prisão. Que te liberte e que te deixe sempre voar. Que seja confiar. Confiar que, no fim, o caminho é sempre voltar. Que não seja pressão. Que seja respeitar e aceitar: escolhas, decisões, caminhos, vida. Mesmo quando não se concorda, mesmo quando custa, mesmo quando dói.

Que seja sorriso a resgatar-te sempre mais um sorriso. Que seja sorriso que te sossega o coração. Que não seja pressa. Que não queira tudo para já. Que seja calma, quando o coração pede calma. Mesmo que tenha urgência de sentir. Que saiba que tudo tem o seu tempo. Que seja lugar de paz. Mesmo quando o mundo estremece, mesmo quando a vida troca os planos, mesmo na tempestade. Que não seja dureza. Que seja sempre doçura.

Que seja olhar que te vê de verdade. Que seja olhar mais longe. E que faça com te deixes descobrir, devagarinho, por detrás das barreiras que construíste. Que saiba sentir o que sentes. E o que te faz sentir. Bom ou menos bom. Mesmo no silêncio. Que não seja só orgulho. Que seja humildade. Que saiba reconhecer erros. Pedir desculpa. E agradecer também. Que seja sempre razão para agradeceres.

Que seja beijo que te tira os pés do chão. Que seja beijo que te cura. Mas que não queira mudar o que és. E o que tens. Só melhorar-te. Que seja abrigo para tudo o que és. E que seja abrigo para os teus medos, para os teus fantasmas, para as tuas dores e as tuas cicatrizes. Que te acrescente. E que não te tire mais pedaços. Que seja cuidar sempre. Repito: sempre. Todos os dias. Mesmo nos dias maus. Que seja cura.

Que seja amor. Se é para ser, que seja amor. Nunca menos que amor. Que é também liberdade. Porque só o amor te liberta. Porque te salva. Sabes?

 

(Obrigada, MJP )

É sempre o amor.

Às vezes o mundo dá-te medo. Faz-te querer fugir. E depois, um abraço que salva tudo o que és, em forma de casa. Que te abriga. Às vezes o mundo não tem chão. Deixa-te cair. E depois, uma mão que salva tudo o que és, em forma de colo. Que te segura. Às vezes o mundo é perdido. Ou tu: tu perdes-te no mundo. E depois, um olhar que salva tudo o que és, em forma de alma. Que te resgata. Por dentro. Às vezes o mundo corre demais. Não te deixa parar e sufoca-te. E depois, um sorriso que salva tudo o que és, em forma de abraço. Que te sossega. Às vezes o mundo dói. Rasga-te mais do que consegues suportar. E depois, um beijo que salva tudo o que és, em forma de milagre. Que te cura. Às vezes o mundo é frio. Mostra-te desamor. E depois, um coração que salva tudo o que és, em forma de amor. Que te sente. Às vezes... tudo. Ou nada. E depois, o amor que salva tudo o que és. Sempre o amor. Quando o mundo isto ou aquilo. Quando tu isto ou aquilo. É o amor. É sempre o amor. Que salva tudo o que és.

Saudade não é só ausência. Saudade é presença constante.

Saudade não é só ausência. Saudade é presença constante. É a presença constante de tudo o que teima em lembrar-te do que te falta.

São os olhos, os sorrisos, as vozes, os cheiros, as cores, as expressões, ao cruzar na rua, que teimam em mostrar-te pedacinhos de quem não está. São os buraquinhos do teu coração que teimam em não sarar. São as pessoas que teimam em tentar remendar-te esses buraquinhos ou em morar neles, como quem acredita poder voltar a habitar uma casa que não chegou a ser desabitada. É o teu coração que teima em pedir "só mais uma vez". São as músicas que teimam em falar-te do que te falta, às vezes com a força de quem te abraça, outras vezes com a força de quem te sufoca. São as memórias que teimam em assaltar-te os dias, as noites e os sonhos, com um toque e um sabor agridoce. É o tempo que corre sem parar e teima em fazer-te esquecer pormenores pelo caminho, fazendo-te sentir às vezes mais leve, outras vezes mais pesada. É tudo o que está tatuado, para sempre, na tua alma, no teu coração. Na tua vida. És tu. No mais íntimo de ti. É o amor que é amor sempre.

É tanto. É o tanto que, sendo ausência, se faz sempre (e ainda mais) presença.

Acredita.

Acredita. Mesmo que te partam o coração. Mesmo que doa. Mesmo que tenhas cicatrizes para sempre. Mesmo que tenhas fantasmas. Acredita. Mesmo que tenhas medo. Mesmo que fujas. Mesmo que te escondas, que te feches. Acredita. Mesmo que não tenhas forças. Mesmo que não consigas. Acredita. Mesmo que não saibas. Mesmo que tenhas dúvidas. Acredita. Mesmo que não acredites, ou que te façam desacreditar. Mesmo que não queiras. Mesmo que não precises, ou aches que não precisas. Mesmo que não vejas. Acredita. Mesmo que caias. Mesmo que te percas. Acredita. Mesmo que estejas cansada, pesada. Mesmo que sufoques. Mesmo que precises de calma. Acredita. Mesmo que o mundo estremeça. Mesmo que a vida te troque os planos. Mesmo na tempestade. Mesmo que tudo acabe. Acredita. Mesmo no desamor. Acredita. Mesmo que tudo. Acredita sempre. No amor. Acredita. Porque, no meio de tudo, só o amor é de acreditar. E, no meio de tudo, só o amor te faz acreditar também.