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menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

Roubaram-nos os abraços. Dizem eles.

Roubaram-nos os abraços. É mais seguro. Tem de ser. É só até isto tudo passar. Dizem eles. O que eles não sabem, e se calhar tu também não sabes, é que eu continuo a abraçar-te. Muito. Até à distância, que não é distância nenhuma porque o coração não tem distância, abraço-te.

Abraço-te quando te olho. Quando o meu olhar chama o teu, abraço-te. Quando os meus olhos se cruzam com os teus, quando os nossos olhos se encontram e nos olhamos por dentro, abraço-te. Naquele preciso segundo em que paramos o mundo para nos demorarmos num olhar mais fundo, abraço-te.

Abraço-te quando te sorrio. Quando o meu sorriso chama o teu, abraço-te. Quando o meu sorriso se cruza com o teu, quando os nossos sorrisos se encontram e nos sorrimos de dentro, abraço-te. Naquele preciso segundo em que paramos o mundo para nos demorarmos num sorriso mais cúmplice, abraço-te.

Abraço-te quando te falo, ou mesmo quando não te falo mas nunca me esqueço de ti.

Abraço-te quando e porque te amo. Quando o meu coração chama o teu, abraço-te. Quando o meu coração se cruza com o teu, quando os nossos corações se encontram e nos moramos por dentro, abraço-te. Naquele preciso segundo em que paramos o mundo para nos demorarmos num amor mais amor, abraço-te.

Roubaram-nos os abraços. Dizem eles. O que eles não sabem é que enquanto existir o amor, ninguém consegue roubar abraços. O amor abraça-nos sempre além do abraço. E o amor nunca se rouba. E é a única coisa que nos salva.