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menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

É sempre o amor que salva tudo o que és.

Quando, às vezes, o mundo te dá medo e te faz querer fugir, tu precisas de um abraço que salve tudo o que és, com sabor a casa. Que te resgate. Quando, às vezes, o mundo não tem chão e te deixa cair, tu precisas de uma mão que salve tudo o que és, com sabor a colo. Que te segure. Quando, às vezes, o mundo é perdido, ou tu: quando tu te perdes no mundo, tu precisas de um olhar que salve tudo o que és, com sabor a encontro. Que te descubra, por dentro. Quando, às vezes, o mundo corre demais, não te deixa parar e te sufoca, tu precisas de um sorriso que salve tudo o que és, com sabor a abraço. Que te sossegue. Quando, às vezes, o mundo dói e te rasga mais do que consegues suportar, tu precisas de um beijo que salve tudo o que és, com sabor a milagre. Que te cure. Quando, às vezes, o mundo é frio, tu precisas de um coração que salve tudo o que és, com sabor a amor. Que te sinta. Quando, às vezes, o mundo te dá medo, não tem chão, é perdido, corre demais, dói, é frio... tu precisas de amor que salve tudo o que és. Ou melhor: sempre. Tu precisas sempre de amor que salve tudo o que és. Quando o mundo isto ou aquilo. Quando tu isto ou aquilo. É o amor. É sempre o amor que salva tudo o que és.

O teu coração.

Quantas lágrimas o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada sorriso que sorris? Quantos pedidos de abrigo o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada abraço que abraças? Quantos medos o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada mão que entrelaças? Quantos pedidos de milagre o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada olhar que olhas? Quantas dores o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada beijo que dás? Quantos sufocos o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada palavra que falas? Quantos gritos o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada silêncio que partilhas? Quantos cansaços o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada presença onde te deixas ficar?

E, no final de tudo, quantas curas o teu coração guarda, em segredo, dentro do amor que o salva? É que, por cada cicatriz que o teu coração vá guardando, pelo caminho, haverá sempre um gesto de amor, assim, que o cura. Que te salva. Para sempre.

Quem consegue (realmente) ver-te?

Há sempre alguém que te vê. Que realmente te vê. Não há volta a dar. Há sempre alguém que te descobre por dentro. Que te descobre por detrás das barreiras que vais construindo, mesmo sem saberes. Que te descobre por detrás de tudo o que o mundo vê em ti e, principalmente, por detrás do que ninguém vê: por detrás dos teus medos, dos teus fantasmas, das tuas dores e das tuas cicatrizes. Há sempre alguém que te vê. Que realmente te vê. Não há volta a dar. Há sempre alguém que te baixa a guarda, te abre a porta e se convida a entrar. Mesmo sem saberes. Mesmo sem quereres. Mesmo que fujas. Há sempre alguém que te ultrapassa e te descobre por dentro. Que te atravessa a alma e encontra o que és. Há sempre alguém que te vê. Que realmente te vê. Não há volta a dar. Há sempre alguém que te sorri como quem te (pres)sente, que te dá a mão como quem te resgata, que te abraça como quem te salva e que te olha, por dentro, e te vê. Que realmente te vê. Não há volta a dar. Sabes? Por detrás de tudo o que o mundo vê em ti e, principalmente, por detrás do que ninguém vê, venha quem vier, as tuas pessoas são sempre as que conseguem ver-te. Realmente ver-te. Sem haver volta a dar.

Para quem corres?

Para quem corres?

No final de tudo, para quem corres? Quando mais nada importa a não ser o que de verdade importa, para quem corres? Quando não te resta nada, quando precisas de um lugar seguro para cair, para quem corres? Quando tens tudo, quando precisas de mostrar o teu coração a transbordar, para quem corres? Para quem corres, mesmo que em segredo, mesmo que só no silêncio do teu coração?

Para quem corres?

Quando precisas de um abraço que te envolva e te esconda do mundo, para quem corres? Quando precisas de uma mão que te resgate e te agarre bem, para quem corres? Quando precisas de um olhar que te invada por dentro e te toque a alma, para quem corres? Quando precisas de um sorriso que te pare o mundo e te salve o dia, para quem corres? Quando precisas de um beijo que te arrepie e te cure as dores, para quem corres?

Para quem corres?

É que, por muitos caminhos que corras, no final de tudo, quando mais nada importa a não ser o que de verdade importa, tu só corres para o amor que te chega quando mais nada chega.