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menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

Tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal.

Tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal. Mesmo que sejas forte, mesmo que sejas grande, mesmo que acredites, mesmo que estejas bem, mesmo que tudo e tanto mais... Tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal. Há dias em que as forças te faltam. E não faz mal. Há dias em que a tua voz não consegue sair. E não faz mal. Há dias em que as lágrimas te aparecem sem aviso. E não faz mal. Há dias em que as tuas certezas são inseguras. E não faz mal. Há dias em que o teu caminho é perdido. E não faz mal. Há dias em que o chão te falha. E não faz mal. Há dias em que o medo te assalta. E não faz mal. Há dias em que o mundo te cansa. E não faz mal. Há dias em que o teu coração sufoca. E não faz mal. Há dias em que a tua alma dói. E não faz mal. Há dias em que tu não estás no teu melhor. E não faz mal. Abraça-te. Permite-te não estar sempre no teu melhor. Tira esse peso de ti. Do teu coração. Da tua vida. Abraça-te. Refugia-te. Abriga-te. Nos lugares e nas pessoas (e nos lugares em forma de pessoas) onde podes descansar do mundo. Onde amas. Onde curas o que és. Onde voltas a ser tu, a estar no teu melhor. Porque, no final, talvez descubras que o teu melhor é o amor que te abraça quando tu não estás no teu melhor. Porque tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal.

Cartas de amor, à afilhada Mariana.

Querida Mariana,

Tu ainda não sabes, mas a tua vida salva vidas. Segura corações. Vieste salvar-nos um bocadinho, mesmo sem saberes. Mesmo sem nós sabermos, também. O milagre da tua vida, da tua vinda, tornou mais doce o mundo que, durante este ano, se fez sentir um bocadinho mais escuro e pesado. Tu ainda não sabes, mas eu vou dizer-te: tornaste o mundo melhor, só porque nasceste. Também ainda não sabes, mas um dia vais saber, que tornar o mundo melhor para alguém é a coisa mais bonita do mundo. É a coisa mais importante do mundo. Os teus Papás escolheram-me para ser tua Madrinha. Vou contar-te um segredo: às vezes, quando penso em ti, em cuidar de ti, tenho medo de não saber sempre fazer bem tudo o que tu precisas. E depois, outras vezes, tu ris-te só porque eu olhei para ti, e abraças-me o coração (e fazes-me sentir a melhor palhacinha do mundo, também). Não tenho muito para te dar, mas prometo tentar ser-te sempre um lugar de amor. Tu ainda não sabes, mas a tua vida salva vidas. Segura corações. O milagre da tua vida, da tua vinda, tornou mais doce o nosso mundo. O meu e o das tuas pessoas. Que são as minhas também. Vou contar-te um segredo: só por as salvares a elas todos os dias, já me salvas tanto a mim também. Mesmo sem saberes. Ou, se calhar, até sabes.

 

Com amor,

da tia-madrinha-dinda, Daniela.