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menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

quando o medo te assalta.

Quando o medo te assalta, porque há dias em que o medo te assalta, mesmo que sejas forte, mesmo que sejas grande, mesmo que acredites, mesmo que estejas bem, mesmo que tudo e tanto mais. Há sempre dias em que o medo te assalta. Por isso, quando o medo te assalta: refugia-te. Abriga-te. Naquilo e, principalmente, naqueles que te enchem e te abraçam o coração. Que te curam a alma. Quando o medo te assalta: abraça. Abraça alguém de quem gostas muito. Abraça com força, todo o tempo que quiseres e precisares. Aninha-te, como quem guarda, dentro de um abraço, o laço imortal que une dois corações. Descansa, no sossego compassado do coração a bater. Aconchega-te, no abrigo seguro que sabe a amor. Deixa o mundo lá fora, fica dentro de um abraço onde sentes que podes morar para sempre. Fica todo o tempo do mundo, até o medo ir embora. E mesmo que não vá, deixa-te ficar. E mesmo que vá, deixa-te ficar na mesma. Num abraço que te abraça para sempre e, para sempre, te abraça tanto. Quando o medo te assalta: há abraços, maiores que o mundo, maiores que o medo, que te mostram ao coração o mundo mais bonito de todos os mundos. Mesmo, e até, de olhos fechados.

hoje o meu pai faz anos.

Hoje o meu pai faz anos. Fecho os olhos, calo os ruídos do mundo (lá fora e cá dentro), e digo-lhe, em silêncio, parabéns. E sei que ele ouve. Sei que ele me ouve, nos ouve, sempre que dizemos e mesmo quando não dizemos. Porque há coisas que as palavras não sabem dizer. E, quando se mora dentro de alguém, sabe-se. Sabe-se e pronto. Sei que ele está aqui, mesmo que não esteja há quase 20 anos. Está na mãe que cuida de nós, pelos dois e por mil. Está nos pedacinhos dele que temos herdados no corpo e na alma. Está quando os milagres nos acontecem, e que de certeza têm a mão dele. Está quando o medo nos assalta e pedimos tanto o seu colo também. Está nas pessoas que têm no coração o seu sangue e as suas histórias que contam tanto dele. Está sempre que olhamos para o céu e uma estrela brilha mais forte. Está sempre que fechamos os olhos e suspiramos com a força de um abraço. Hoje o meu pai faz anos. E eu fecho os olhos e digo-lhe, em silêncio, parabéns. E sei que ele ouve. Porque amor é amor sempre. E, quando se ama, nem a morte consegue separar.