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menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

se eles soubessem.

Há 6 anos que me dizem que já não estás aqui. Se eles soubessem... Se eles soubessem que ainda há dias em que o teu abraço vem (re)visitar-me a memória, os sentidos, o coração. Se eles soubessem que ainda há dias em que pareço saber ouvir o teu riso ao virar as esquinas das ruas deste mundo que dizem já não ser o teu. Se eles soubessem que ainda há dias em que quase sinto (re)encontrar os teus olhos, os teus gestos, as tuas expessões noutros corpos que afinal não têm nada de ti. Se eles soubessem que ainda há dias em que as minhas mãos se lembram tanto das tuas. Se eles soubessem que ainda há dias em que me apertam o coração quando me dizem que já não estás aqui.

passando, sem ficar.

O mundo vive apressado. Não pára. Não repara. Não sente. Não vive. Vai passando, apressado, por tantos olhos sem olhar. E nem sabe quantas almas deixou de sentir, com um olhar. Vai passando, apressado, por tantos rostos sem sorrir. E nem sabe quantas vidas deixou de salvar, com um sorriso. Vai passando, apressado, por tantos corpos sem abraçar. E nem sabe quantas casas deixou de construir, com um abraço. Vai passando, apressado, por tantas mãos sem tocar. E nem sabe quantos corações deixou de unir, com um dar de mãos. Vai passando, apressado, por tantos gritos sem calar. E nem sabe quantos segredos deixou de contar, com um silêncio. Vai passando, apressado, por tantas pessoas sem parar. E nem sabe quantos medos deixou de sossegar, com um estar. Vai passando, apressado, por tantos corações sem ver. E nem sabe quantos amores deixou de amar, com um olhar do coração. Vai passando, apressado, por tanto. E, apressado, vai passando, (quase) sempre sem ficar.