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menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

Sabes o valor infinito que tem salvar alguém?

Às vezes a tempestade assalta-te. Pesa-te na alma. Aperta-te o coração. Nem todos os dias são em forma de sorriso. E isso não tem mal.

E depois aquele abraço. Aquele abraço que te abraça além do abraço. Aquele abraço que te quer e te chama e te pede para ficares. E tu, que te entregas, como quem não conhece melhor lugar para ficar. Para morar. Para existir. Para amar. Aquele abraço que te abriga. Aquele abraço onde te permites largar tudo. E todo o peso do mundo e todo o aperto da vida, que carregaste e absorveste em ti, começa a desatar-se de ti. Desata-se, pouco a pouco, e devolve-te a respiração, enquanto te percorre a alma, o coração, a voz, o sorriso, o olhar. Desata-se de ti porque há um novo laço que se apodera de ti. Mais forte do que qualquer peso do mundo. Mais forte do que qualquer aperto da vida. Mais forte do que qualquer tempestade. Há aquele abraço. Que te envolve bem e se enlaça a ti. Enlaça-se mesmo a ti. Por fora e por dentro. Como quem não conhece melhor expressão e declaração de amor do que esta: um abraço que te quer e te chama e te pede para ficares. Um abraço que quer ser-te casa. Um abraço que te salva.

Um abraço que é a forma do amor. Um amor que te arrebata. Um amor que é urgente. Que ultrapassa tudo. Que muda tudo. Um amor que te prova que os milagres acontecem: que até uma alma pesada e um coração apertado podem ser salvos. Que até os dias que não são em forma de sorriso podem ser em forma de amor. E não há melhor forma para viver os dias. Não há melhor forma para viver a vida.

Sabes o valor infinito que tem salvar alguém?

Parar e demorar.

De repente é urgente parar. E de repente deixa de fazer sentido tudo aquilo que nos era exigido, quando o mundo corria mais depressa do que o tempo. Quando nos ensinavam, todos os dias, que não havia tempo para parar. Que não havia tempo para demorar.

De repente é urgente parar. Pode ser que de repente, para além de urgente, comece a fazer sentido. Parar e demorar. Parar e demorar num abraço mais forte. Parar e demorar num entrelaçar de mãos mais seguro. Parar e demorar num cruzar de olhares mais fundo. Parar e demorar num sorriso mais cúmplice. Parar e demorar num beijo mais longo. Parar e demorar nas pessoas que são nossas, nas pessoas de quem nós somos, mais uma e outra vez.

Pode ser que de repente, para além de urgente, comece a fazer sentido. Parar e demorar no amor. Pode ser que de repente comece a fazer sentido a única coisa que nunca devia ter deixado de fazer sentido. A única coisa que realmente nos faz viver. Pode ser que de repente comece a fazer sentido o amor. E pode ser que de repente, para além de fazer sentido, comece a ser urgente. O amor.

 

(Por favor.)

Ainda há coisas boas, sabes?

Ainda há coisas boas, sabes? Por mais que tentem mostrar-te que não. Por mais que tentem fazer-te sentir e acreditar que não. Por mais que quase consigam. Ainda há coisas boas. Pode não estar tudo bem. E o mal pode até contagiar. Mas não te esqueças, por favor: ainda há coisas boas. E, adivinha, são elas que, de forma subtil, te mostram o milagre mais estrondoso que existe: devolvem-te a vida que vais perdendo e salvam-te de tudo. De tudo. Ainda há coisas boas, sabes? O abrigo seguro de um abraço forte que te abraça por inteiro. As mãos que se enlaçam às tuas para sempre. Os olhos que olham dentro dos teus. Os sorrisos que te cativam o coração. Os beijos que te curam todas as dores. As tuas pessoas. Os laços fortes que unem almas e corações. A magia da cumplicidade. Ouvir o coração bater. Os silêncios que falam mais do que as palavras. Um "gosto de ti" do coração. Os olhos a brilhar. As lágrimas que acabam em sorrisos. As gargalhadas que acabam em dores de barriga. Os sempres que sabes que são mesmo para sempre. Sentires-te em casa. Os corações que tatuas com a tua vida e as vidas que te tatuam o coração. Seres e viveres, sempre, com o coração. Seres e viveres, sempre, com amor. Por e para o amor. No final é só isto: o amor. Ainda há coisas boas, sabes? Pode não estar tudo bem. E o mal pode até contagiar. Mas deixa-me contar-te uma coisa: o amor também contagia. Tanto. E, enquanto não te esqueceres disto, ainda há coisas boas. Sempre. Mostra-as. Vive-as. E nunca mais te esqueças delas, por favor.

Prioridades

O mundo vive com as prioridades trocadas. Com os focos trocados. Quase nos obriga a esquecer, no meio de todos os casos sérios e de toda a correria que nos exige, o verdadeiro caso sério da vida, o que de verdade importa. A única coisa que de verdade importa. O que importam os mil lugares que visitas, se no final não tiveres um abraço onde morar? O que importam as mil coisas que coleccionas, se no final não tiveres umas mãos a segurar tudo o que és? O que importam as mil tarefas que fazes, se no final não tiveres um olhar a parar-te o mundo inteiro? O que importam os mil números que ganhas, se no final não tiveres um sorriso onde te perdes? O que importam as mil palavras que dizes, se no final não tiveres um beijo a mudar-te? O que importam as mil pessoas que conheces, se no final não tiveres alguém a quem o teu coração pertence? O que importa tudo o que passa, se no final não tiveres só o que fica? E o amor é a única coisa que fica. É a única coisa que nunca passa. Só. E sempre. O resto é só o resto. O que importa tudo, se não acabar em amor?

O teu lugar

O teu lugar. Onde pertences. Onde és. Onde moras. Onde amas. O teu lugar para onde podes sempre voltar. Para onde podes sempre correr. O teu lugar. O teu lugar que te abraça e te abriga de todos os medos. O teu lugar que te abraça e te segura de todas as quedas. O teu lugar que te abraça e te resgata de todos os trilhos perdidos. O teu lugar que te abraça e te sossega de todas as confusões. O teu lugar que te abraça e te cura de todas as dores. O teu lugar que te abraça e te aquece de todos os invernos. O teu lugar que te abraça e te salva de tudo. De tudo. O teu lugar que te abraça e te ama. O teu lugar que te abraça para sempre. O teu lugar. Que pode ser um lugar. Mas que é, quase sempre, o amor a abraçar-te.

Deixa-me falar-te de amor.

O amor. Pintam-no de tantas cores, desenham-no de tantas formas, definem-no com tantas palavras. Resumem-no tanto. Mas o amor... ultrapassa tudo. Muda tudo. Sempre. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, um abraço chega para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, um entrelaçar de mãos chega para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, um olhar mais fundo chega para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, um sorriso chega para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, um beijo chega para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, há pessoas que chegam para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, todas as vezes, sempre, um pedacinho de amor, mesmo o mais pequenino, chega para mudar tudo. E muda. Muda dias. Muda vidas. Muda corações. E cura. E salva. Tanto. Posso não saber muito sobre o amor. Mas há uma coisa que eu sei. Só o amor ultrapassa tudo. Só o amor muda tudo. Tanto. Sempre. Para sempre.

Os anos vão passando e há coisas que tu vais aprendendo.

Os anos vão passando. E, quando olhas bem para dentro de ti, quando percorres cada pedaço do teu coração, onde guardas (só) o que importa, percebes que há coisas que tu vais aprendendo. Os anos vão passando e tu aprendes que, no meio deste mundo que te exige tanto e te tira tanta vida, afinal há muito poucas coisas que importam, há muito poucas coisas que tu precisas. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é morar em cada abraço. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é abraçar cada mão dada. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é entregar-te em cada olhar. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é sentir cada sorriso. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é curar em cada beijo. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é amar as tuas pessoas. As que ficam. As que ficam sempre. Para sempre. (E aprendes, também, que afinal as tuas pessoas não são tantas assim.) Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é tatuar corações com a tua vida. E deixar que outras vidas te tatuem o coração. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é agradecer cada milagre. E encontrar força para cada tempestade. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é ser e viver, sempre, com o coração. É ser e viver, sempre, com amor. Os anos vão passando e tu aprendes que, no meio deste mundo que te exige tanto e te tira tanta vida, afinal a única coisa que importa, a única coisa que tu precisas, é o amor. Porque aprendes que afinal é o amor que te devolve a vida. Aprendes que afinal é o amor que te salva de tudo. Todos os dias. Para sempre.

O melhor presente do mundo

O melhor presente do mundo vem em forma de abraço que te envolve e te guarda bem dentro, por inteiro. O melhor presente do mundo vem em forma de mãos que te chamam para si e não te sabem largar mais. O melhor presente do mundo vem em forma de olhar que te estremece o coração, enquanto te descobre por dentro. O melhor presente do mundo vem em forma de sorriso que te abraça o coração e se tatua nele para sempre. O melhor presente do mundo vem em forma de beijo que te tira a respiração e te salva ao mesmo tempo. O melhor presente do mundo vem em forma de coração que te abriga com sabor a casa. O melhor presente do mundo vem em forma de pessoa que se faz tua, que te faz sua. O melhor presente do mundo vem de forma subtil e pequenina, e, ao mesmo tempo, estrondosa e maior que o mundo. Revira tudo. Muda tudo. O melhor presente do mundo vem em forma de amor.

E o melhor presente do mundo vem em forma de ti. És tu. Quando és, quando vives, com amor. Quando amas. O melhor presente do mundo é sempre o (teu) amor. Sabes? Experimenta. Faz milagres. Muda mundos.