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menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

Abraçarem-te a alma.

Abraçarem-te a alma. Sabes o que é? Quando alguém chega, de mansinho, e se mostra por dentro, com tudo o que é, da forma mais verdadeira que é, abraça-te a alma. Quando alguém chega, de mansinho, e consegue ver-te por dentro, com tudo o que és, da forma mais verdadeira que és, abraça-te a alma. Quando alguém te sente o coração (e, às vezes, até o pressente), abraça-te a alma. Quando alguém se faz abraço que cura, abraça-te a alma. Quando alguém te dá a mão como quem te dá o coração, abraça-te a alma. Quando alguém te resgata sempre mais um sorriso, abraça-te a alma. Quando alguém te fala com o coração, e ao coração, abraça-te a alma. Quando alguém se faz presença que sossega, longe ou perto, abraça-te a alma. Quando alguém se faz, e te faz, morada, abraça-te a alma. Quando alguém tatua sorrisos e se tatua no teu coração, abraça-te a alma. Quando alguém se faz pedacinho de amor que salva, abraça-te a alma. Abraçarem-te a alma. Sabes o que é? A forma mais bonita de dizer "gosto de ti", sem ser preciso dizer.

 

Hoje, especialmente para a M.

Deixa-te salvar.

O mundo é salvo pelos milagres que nos acontecem por dentro.

Todos os dias.

Subtis, pequeninos.

E, ao mesmo tempo, estrondosos, arrebatadores.

Um dia é salvo por um sorriso que abraça.

Uma vida é salva por uma mão que resgata.

Um coração é salvo por um olhar que cura.

Uma pessoa é salva por um abraço que abriga.

O mundo é salvo pelo amor.

Que salva.

Todos os dias.

É preciso o amor com urgência.

É preciso abraçar com a urgência de quem não sabe largar mais. É preciso dar as mãos com a urgência de quem dá o coração. É preciso olhar nos olhos com a urgência de quem se procura por dentro. É preciso sorrir com a urgência de quem sente o coração. É preciso beijar com a urgência de quem toca a alma. É preciso ser das nossas pessoas com a urgência de quem se é para sempre. É preciso dizer que se gosta com a urgência de quem fala com o coração. É preciso sentir silêncios com a urgência de quem ouve com o coração. É preciso ouvir o coração com a urgência de quem se mora por dentro. É preciso arrepiar os sentidos com a urgência de quem perde a respiração e se salva ao mesmo tempo. É preciso dar colo quando dói com a urgência de quem ama. É preciso curar lágrimas com a urgência de quem sossega. É preciso rir com a urgência de quem abraça a cumplicidade. É preciso fazer os olhos brilhar com a urgência de quem se deixa arrebatar. É preciso demorar no que de verdade importa com a urgência de quem pára o mundo. É preciso amar com a urgência de quem é amor para sempre. É preciso ser amor com a urgência de quem ama para sempre. É preciso o amor com urgência. É urgente o amor. Tanto.

Há sempre alguém.

Há sempre alguém para te abraçar. Alguém para te receber com sabor a casa. Para te dar colo, onde podes descansar. Para quem podes sempre correr e para quem voltas sempre. Alguém para te abrigar. Há sempre alguém para te dar a mão. Alguém para te agarrar bem. Para não te largar mais. Para te segurar. Alguém para te resgatar. Há sempre alguém para te olhar mais fundo. Alguém para te ver do lado de dentro. Para te ler e percorrer cada pedaço do que és. Para te tocar a alma. Para te sentir o coração. Alguém para te descobrir. Há sempre alguém para te sorrir. Alguém para te desenhar o dia em forma de amor. Para te fazer sorrir com a magia da cumplicidade. Para te arrebatar o coração. Alguém para te cativar. Há sempre alguém para te beijar. Alguém para se tatuar em ti para sempre. Para te provar que os milagres acontecem. Alguém para te curar. Há sempre alguém para te amar. Só. Alguém para te amar chega. Há sempre alguém que, só por ser alguém para te amar, é alguém para te salvar. Para sempre.

Nunca um olhar foi tanto.

Nunca um olhar foi tanto. O abraço urgente, o beijo sedento e o sorriso escondido estão, agora, à distância de um olhar. Nunca um olhar amou tanto. Nunca um olhar foi tanto. Ou, deixa-me dizer-te: se calhar, foi sempre. Estávamos distraídos. Ocupados. Apressados. Mas... foi sempre. Um olhar. Um olhar daqueles. Um olhar que se deixa demorar. Um olhar que se cruza, que se chama, que se obriga a parar quando se encontra, e que se olha. Mas que se olha mesmo, por dentro. Um olhar que te percorre como quem te abraça. Um olhar que te toca como quem te dá a mão. Um olhar que te descobre como quem te lê. Um olhar que te pára o mundo como quem te sorri. Um olhar que te arrebata como quem te beija. Um olhar que te inunda como quem te ama. Um olhar que te ama... e que te muda a vida. Nunca um olhar mudou tantos dias, tantas vidas, tantos corações. Nunca um olhar amou tanto. Nunca um olhar foi tanto. Ou, deixa-me dizer-te: se calhar, foi sempre.

Roubaram-nos os abraços. Dizem eles.

Roubaram-nos os abraços. É mais seguro. Tem de ser. É só até isto tudo passar. Dizem eles. O que eles não sabem, e se calhar tu também não sabes, é que eu continuo a abraçar-te. Muito. Até à distância, que não é distância nenhuma porque o coração não tem distância, abraço-te.

Abraço-te quando te olho. Quando o meu olhar chama o teu, abraço-te. Quando os meus olhos se cruzam com os teus, quando os nossos olhos se encontram e nos olhamos por dentro, abraço-te. Naquele preciso segundo em que paramos o mundo para nos demorarmos num olhar mais fundo, abraço-te.

Abraço-te quando te sorrio. Quando o meu sorriso chama o teu, abraço-te. Quando o meu sorriso se cruza com o teu, quando os nossos sorrisos se encontram e nos sorrimos de dentro, abraço-te. Naquele preciso segundo em que paramos o mundo para nos demorarmos num sorriso mais cúmplice, abraço-te.

Abraço-te quando te falo, ou mesmo quando não te falo mas nunca me esqueço de ti.

Abraço-te quando e porque te amo. Quando o meu coração chama o teu, abraço-te. Quando o meu coração se cruza com o teu, quando os nossos corações se encontram e nos moramos por dentro, abraço-te. Naquele preciso segundo em que paramos o mundo para nos demorarmos num amor mais amor, abraço-te.

Roubaram-nos os abraços. Dizem eles. O que eles não sabem é que enquanto existir o amor, ninguém consegue roubar abraços. O amor abraça-nos sempre além do abraço. E o amor nunca se rouba. E é a única coisa que nos salva.

Só o amor é que não passa.

Sabes aquela sensação como se te arrancassem o coração do peito? Sabes quando sentes que o chão te falhou e que estás prestes a cair porque não tens mais forças? Sabes quando sentes tanto medo, tanto, que a tua voz não consegue sair e as lágrimas te aparecem mesmo sem as notares? Sabes quando sentes que o teu coração sufoca e que a tua alma dói mais do que consegues suportar? Sabes quando sentes que nada te resta e que não sabes como vai ser amanhã? Sabes essa sensação, mesmo a sério, mesmo de verdade? Sabes?

Conheci-a e olhei-a de frente, faz hoje 23 anos. Vi-a nos olhos dela. Senti-a nos seus gestos. Pressenti-a nos seus silêncios. Levaram-lhe tanto. Não lhe restava muito. Mas ficou-lhe tudo. Ficámos-lhe nós. Nós: pedacinhos da sua história de amor, pedacinhos dele e dela, do seu sangue, da sua alma e do seu coração. Nós. Nós e pequenos milagres que lhe foram aparecendo pelo caminho, ao longo dos anos. Pequenos milagres em forma de pessoas, em forma de gestos, em forma de sinais. Pequenos milagres em forma de amor. O que mais poderia ser, senão o amor? Nós e pequenos milagres: que ela abraçou muito, com a fé que nunca perdeu. E foi nesse abraço do amor e fé que nunca largou que, ao longo dos anos, devagarinho, passo a passo, grão a grão, lhe foram sendo resgatadas as forças, lhe foi sendo renovada a esperança. Mesmo com as suas marcas, foi curando o coração, a alma. Foi recuperando a vida. Salvou-se e salvou-nos. Arrisco até dizer que se salvou, salvando-nos. Foi esse o seu milagre. É esse o seu super-poder. Será sempre.

Hoje, 23 anos depois, podemos até continuar a não ter muito, mas sentimos (e sabemos) que temos tudo. Temo-nos. E continuamos a sentir esses pequenos milagres a acontecer. Continuamos a ter esse abraço do amor e fé que ela nunca largou e que nos ensinou a nunca largar.

Dizem que tudo passa. E eu? Depois disto eu digo-te, com a verdade mais profunda que o meu coração conhece: só o amor é que não passa.

Imagina que o mundo precisava da tua voz para ser tornar um mundo melhor.

Numa frase.

O que lhe dirias?

Tenho a sorte de ter na vida e no coração pessoas bonitas que, para além de bonitas, ainda me fazem as vontades e alinham comigo nestas ideias (sou abençoada, eu sei). Aqui está o (nosso) resultado. Juntos. Porque o coração não tem distância.

E tu, o que lhe dirias? Mostra-o. Vive-o. Sê-o. Todos os dias. E nunca o esqueças, por favor.

 

Sabes o valor infinito que tem salvar alguém?

Às vezes a tempestade assalta-te. Pesa-te na alma. Aperta-te o coração. Nem todos os dias são em forma de sorriso. E isso não tem mal.

E depois aquele abraço. Aquele abraço que te abraça além do abraço. Aquele abraço que te quer e te chama e te pede para ficares. E tu, que te entregas, como quem não conhece melhor lugar para ficar. Para morar. Para existir. Para amar. Aquele abraço que te abriga. Aquele abraço onde te permites largar tudo. E todo o peso do mundo e todo o aperto da vida, que carregaste e absorveste em ti, começa a desatar-se de ti. Desata-se, pouco a pouco, e devolve-te a respiração, enquanto te percorre a alma, o coração, a voz, o sorriso, o olhar. Desata-se de ti porque há um novo laço que se apodera de ti. Mais forte do que qualquer peso do mundo. Mais forte do que qualquer aperto da vida. Mais forte do que qualquer tempestade. Há aquele abraço. Que te envolve bem e se enlaça a ti. Enlaça-se mesmo a ti. Por fora e por dentro. Como quem não conhece melhor expressão e declaração de amor do que esta: um abraço que te quer e te chama e te pede para ficares. Um abraço que quer ser-te casa. Um abraço que te salva.

Um abraço que é a forma do amor. Um amor que te arrebata. Um amor que é urgente. Que ultrapassa tudo. Que muda tudo. Um amor que te prova que os milagres acontecem: que até uma alma pesada e um coração apertado podem ser salvos. Que até os dias que não são em forma de sorriso podem ser em forma de amor. E não há melhor forma para viver os dias. Não há melhor forma para viver a vida.

Sabes o valor infinito que tem salvar alguém?