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menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

É sempre o amor que te salva.

Às vezes o mundo dá-te medo. Faz-te querer fugir. E depois, às vezes, chega-te um abraço que salva tudo o que és, com sabor a casa. Que te resgata. Às vezes o mundo não tem chão. Deixa-te cair. E depois, às vezes, chega-te uma mão que salva tudo o que és, com sabor a colo. Que te segura. Às vezes o mundo é perdido. Ou tu. Tu perdes-te no mundo. E depois, às vezes, chega-te um olhar que salva tudo o que és, com sabor a encontro. Que te descobre, por dentro. Às vezes o mundo corre demais. Não te deixa parar e sufoca-te. E depois, às vezes, chega-te um sorriso que salva tudo o que és, com sabor a abraço. Que te sossega. Às vezes o mundo dói. Rasga-te mais do que consegues suportar. E depois, às vezes, chega-te um beijo que salva tudo o que és, com sabor a milagre. Que te cura. Às vezes o mundo é frio. E depois, às vezes, chega-te um coração que salva tudo o que és, com sabor a amor. Que te sente. Às vezes o mundo... Dá-te medo. Não tem chão. É perdido. Corre demais. Dói. É frio. E depois, às vezes, chega-te o amor que salva tudo o que és. Ou melhor: E depois, sempre, chega-te o amor que salva tudo o que és. Sempre. Quando o mundo isto ou aquilo. Quando tu isto ou aquilo. É o amor. É sempre o amor que salva tudo o que és. É sempre o amor que te salva.

 

(Texto publicado no Elefante de Papel, aqui.)

Por instantes. Para sempre.

Um céu cheio de estrelas. E o infinito. Há momentos, há lugares, que nos dão um pedaço de infinito. Por instantes. Para sempre. Um céu cheio de estrelas. E o olhar. Que se procura, por dentro, quase despercebido. Quase em segredo. Que se demora. Por instantes. Para sempre. Um céu cheio de estrelas. E o sorriso. Que se adivinha antes de chegar. Que sabe a magia de cumplicidade. Que se cativa. E que fica. Por instantes. Para sempre. Um céu cheio de estrelas. E as mãos. Que percorrem todos os caminhos até se encontrarem. Que se tocam e se enlaçam. Por instantes. Para sempre. Um céu cheio de estrelas. E o abraço. Que se espera desde o olhar, desde o sorriso, desde o toque de mãos. Que funde o segredo do olhar, a cumplicidade do sorriso, o enlace das mãos. Que abraça tudo. Um céu cheio de estrelas. E o abraço: o verdadeiro infinito. Por instantes. Para sempre.

No final, o que fica, é (só) o amor.

Ficar ali. Bem ao lado. Tão perto. Tão junto. Como se o teu lugar, o teu lugar mais cúmplice do mundo inteiro, fosse ali. Tão perto. Tão junto. No final, o que fica, são os segundos eternos em que te deixaste ficar ali. Tão junto para sempre. Um abraço. Onde te encaixas. Onde te aconchegas no bater do seu coração. Onde te embalas no seu respirar. Como se o teu lugar, o teu lugar mais casa do mundo inteiro, fosse um abraço. No final, o que fica, são os abraços onde moraste para sempre. Um entrelaçar de mãos. De mãos que se procuram. Que se encontram. Que se dão. Que não sabem largar-se mais. Como se o teu lugar, o teu lugar mais seguro do mundo inteiro, fosse um abraço de mãos. No final, o que fica, são as mãos que abraçaste com as tuas para sempre. Um olhar. Que te olha por dentro. Que te percorre a alma e te vê o coração. Onde te perdes. E onde te encontras. Como se o teu lugar, o teu lugar mais secreto do mundo inteiro, fosse um olhar. No final, o que fica, são os olhos que amaste para sempre. Um sorriso. Que te convida a sorrir. Que te cativa. Que te abraça. E que muda o teu dia. A tua vida. O teu coração. Como se o teu lugar, o teu lugar mais abraço do mundo inteiro, fosse um sorriso. No final, o que fica, são os sorrisos que te abraçaram para sempre. Um beijo. Que sabe a cura. Que faz o mundo parar. E que faz o mundo girar. Como se o teu lugar, o teu lugar mais mágico do mundo inteiro, fosse um beijo. No final, o que fica, são os beijos que te curaram para sempre. As tuas pessoas. Que são o ficar ali. Que são o abraço. Que são o entrelaçar de mãos. Que são o olhar. Que são o sorriso. Que são o beijo. Como se o teu lugar, o teu lugar mais amor do mundo inteiro, fossem as tuas pessoas. No final, o que fica, são as tuas pessoas de quem tu és para sempre. O amor. Sempre (e só) o amor. Como se o teu lugar, o teu único lugar do mundo inteiro, fosse o amor. E é. No final, o que fica, é o amor. Só. Repito: só. E é tanto.

(Texto publicado no Elefante de Papel, aqui.)

Coisas sobre ti (que nunca podes esquecer)

O teu abraço é o melhor lugar do mundo para alguém. O teu sorriso abraça corações. Os teus olhos sorriem e fazem sorrir. As tuas mãos foram feitas para abraçar outras mãos. O teu coração é a casa de alguém. O teu abraço cura. As tuas mãos são o abrigo de alguém. O teu coração vê melhor do que os teus olhos. O teu abraço faz corações sorrir. O teu sorriso é a melhor parte do dia de alguém. És tanto (mais do que sabes). O (teu) amor muda o mundo.

A quantos corações já deste um sorriso?

 

#tatuarsorrisos

Sorrisos salva-vidas.

Há dias que precisam de milagres. Que precisam de abraços salva-vidas. Há sempre dias assim, sabes? E depois sais à rua. Atravessas a estrada, apressada e absorvida pelo peso dos dias, e soa uma buzina, ao de leve. Como quem te chama, sem querer assustar-te. Olhas para trás. Um rosto (des)conhecido. Conhece-te apenas dos caminhos comuns que vos fazem cruzar por aí. Sem se saber nomes, sem se conhecer histórias. Não importa. Oferece-te um sorriso, por entre a janela do carro, embrulhado no desejo de um bom dia. Páras. É tão importante parar para um sorriso. Sorris de volta. Segues o teu caminho, de coração mais abraçado. Há abraços que chegam em forma de sorriso. Há sorrisos que chegam para te salvar o dia. Para te salvar do dia.

Abraça-me.

Abraça-me. Abraça-me bem. Forte. Sem distância. Abraça-me como quem me espera, me chama e me recebe, com sabor a casa. Abraça-me como quem me segura, inteira. Abraça-me como quem me resgata e me esconde do mundo inteiro. Abraça-me como quem me sossega o coração. Abraça-me como quem cura tudo. Abraça-me como quem me olha e me vê, mesmo de olhos fechados. Abraça-me como quem me fala, em silêncio. Abraça-me como quem me sente e me ouve o coração. Abraça-me como quem me sorri, directamente na alma. Abraça-me como quem compassa o seu coração com o meu. Abraça-me como quem me ultrapassa o corpo, me percorre a alma e me abraça o coração. Abraça-me como quem me funde em si. Para si. Abraça-me como quem se faz morada. Como quem me faz morada. Abraça-me como quem me faz existir só por dentro. Deste abraço. Abraça-me como quem não me sabe largar mais. Como quem me abraça para sempre e, para sempre, me abraça tanto. Abraça-me como quem abraça o amor. Com amor.

O (teu) amor muda o mundo.

Há alguém, algures por aí, à espera do seu lugar. O seu lugar-mais-amor do mundo. Onde demorar sem datas de validade. És tu. O teu abraço é o melhor lugar do mundo para alguém. Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe cative o coração. De quem o abrace. De quem o cure. És tu. O teu sorriso abraça corações. Há alguém, algures por aí, de olhos perdidos no vazio. À espera de quem os olhe por dentro. De quem os faça brilhar. És tu. Os teus olhos sorriem e fazem sorrir. Há alguém, algures por aí, à espera de quem fique ali. Ao seu lado e do lado de dentro. Como quem segura. Como quem guarda. És tu. As tuas mãos foram feitas para abraçar outras mãos. Há alguém, algures por aí, à espera de um lugar onde ficar. De um lugar onde morar. Em forma de amor. És tu. O teu coração é a casa de alguém. Há alguém, algures por aí, à espera de um milagre. Que salve do que dói. Que salve do que sufoca. És tu. O teu abraço cura. Há alguém, algures por aí, à espera de um porto de abrigo. Que sossegue medos e tempestades. Onde descansar do mundo. És tu. As tuas mãos são o abrigo de alguém. Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe sinta o coração. De quem lhe sinta a alma. Como quem vê mais longe, com olhos de amor. És tu. O teu coração vê melhor do que os teus olhos. Há alguém, algures por aí, à espera de um sorriso em forma de abraço. De um sorriso tatuado no coração. És tu. O teu abraço faz corações sorrir. Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe mude o dia. De quem lhe mude a vida. E o coração. És tu. O teu sorriso é a melhor parte do dia de alguém. Ouve bem: és tanto (mais do que sabes). Há sempre alguém, algures por aí, a quem tu mudas o mundo. Mesmo sem saberes. Quando abraças. Quando sorris. Quando olhas. Quando abraças mãos. Quando és, quando vives, com amor. Quando amas. O (teu) amor muda o mundo. Sabes? A quantos corações já deste um sorriso?

 

(Texto publicado no Elefante de Papel, aqui.)

Há sorrisos que salvam dias (e vidas).

Metro de Lisboa. Chego, no meio das pessoas que passam, apressadas, de olhos fixos no chão, no vazio. Olho à minha volta. Há pessoas que conversam. Outras, sozinhas, apenas esperam. À minha frente, alguém, de costas para mim, vai limpando a cara. Há lágrimas que teimam em aparecer sem escolher o local. Sozinha, enquanto espera (ou desespera), vai limpando as lágrimas que teimam em cair. O metro chega. Entramos. Silêncio. Pessoas que quase não se olham. Não se vêem. Não escutam o pedido de um abraço dos corações que, muitas vezes, têm ao seu lado. A viagem chega ao fim. Ela aproxima-se de mim para sair. Saímos as duas e, enquanto saímos, eu estendo-lhe um post-it. Ela hesita, durante um segundo, e aceita-o. "O teu sorriso é a melhor parte do dia de alguém", lê. Ela solta um ligeiro sorriso. Eu sigo o meu caminho, de coração abraçado. Às vezes, um ligeiro sorriso de um coração que dói, salva o nosso dia.

 

 

Tatuar sorrisos no dia de alguém, na vida de alguém, no coração de alguém.

Porquê? Porque (o amor) cura.

#tatuarsorrisos

para mim. e para ti.

Que saibas fechar os olhos, respirar fundo enquanto calas todos os ruídos do mundo (por fora e por dentro) e olhar bem para ti. Para dentro de ti. Que saibas percorrer cada pedaço do teu coração. Onde guardas (só) o que importa: que saibas morar em cada abraço. Que saibas abraçar cada mão que se estende. Que saibas entregar-te em cada olhar. Que saibas sentir cada sorriso. Que saibas curar em cada beijo. Que saibas amar as pessoas. As tuas pessoas. Que saibas dizer-lhes e, principalmente, mostrar-lhes, o que de verdade importa. Que elas de verdade importam. Que saibas tatuar corações com a tua vida. Que saibas deixar que outras vidas te tatuem o coração. Que saibas agradecer cada milagre, cada conquista. Que saibas pedir e encontrar força para cada medo, para cada lágrima. Que saibas escolher onde ficar, escolher o teu lugar: Que saibas ser e viver, sempre, com o coração. Que saibas ser e viver, sempre, com amor. Todos os dias. Porque, no final, é isto que fica. Só. E tanto.

demora-te (dentro de um abraço)

O mundo corre mais depressa que o tempo. O tempo não pára e dizem-nos que não podemos demorar. Ensinaram-nos, e ensinam-nos todos os dias, que não há tempo para parar. Não há tempo para demorar. E vamos passando, apressados, pelos dias, quase sempre sem parar. Sem reparar. Sem sentir, nada mais do que a correria do mundo e do tempo. Quase, até, sem respirar. Sem viver para o que realmente nos faz viver. Para o que nos faz amar.

Mas, hoje, eu quero dizer-te uma coisa: demora-te.

Dentro de um abraço.

Abraça alguém de quem gostas muito. Abraça alguém que precisa de um abraço. Abraça alguém porque tu precisas de um abraço. Abraça porque um abraço é a forma mais bonita de (de)morar. E demora-te.

Demora-te dentro de um abraço que, mesmo antes de abrir os braços, já está a chamar-te. Um abraço que te chama com o olhar, um abraço que te convida a entrar. A ficar. A morar. Demora-te dentro de um abraço que te abraça por inteiro. Um abraço que segura cada pedaço do teu coração. Da tua alma. Demora-te dentro de um abraço que te cura. Um abraço que sossega os medos. Um abraço que acalma as tempestades. Um abraço que te salva. Demora-te dentro de um abraço que te aquece quando o mundo é frio (e quando não é, também). Um abraço que te mostra o mundo mais bonito de todos os mundos. Demora-te dentro de um abraço-casa. Um abraço que te guarda dentro. Um abraço que te abriga do mundo inteiro. Um abraço que é o teu lugar. Demora-te dentro de um abraço que é a forma do amor. Um abraço que enlaça dois corações. Um abraço que te abraça para sempre. Demora-te dentro de um abraço que chega quando mais nada chega.

Demora-te dentro de um abraço. Mesmo que o mundo corra mais depressa que o tempo. Mesmo que o tempo não pare e que digam que não podemos demorar. Demora-te. Demora-te, porque é dentro de um abraço que o mundo pára. Que o tempo pára. E só quando paramos para nos demorarmos em algo, em alguém, é que vivemos. É que amamos.

E a verdade é esta: Mesmo que o mundo corra mais depressa que o tempo e mesmo que o tempo não pare, não há correria nenhuma no mundo que compense o amor de um abraço demorado. E o milagre de um coração a sorrir.

 

(Texto publicado no Elefante de Papel, aqui.)