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menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

O teu lugar

O teu lugar. Onde pertences. Onde és. Onde moras. Onde amas. O teu lugar para onde podes sempre voltar. Para onde podes sempre correr. O teu lugar. O teu lugar que te abraça e te abriga de todos os medos. O teu lugar que te abraça e te segura de todas as quedas. O teu lugar que te abraça e te resgata de todos os trilhos perdidos. O teu lugar que te abraça e te sossega de todas as confusões. O teu lugar que te abraça e te cura de todas as dores. O teu lugar que te abraça e te aquece de todos os invernos. O teu lugar que te abraça e te salva de tudo. De tudo. O teu lugar que te abraça e te ama. O teu lugar que te abraça para sempre. O teu lugar. Que pode ser um lugar. Mas que é, quase sempre, o amor a abraçar-te.

Deixa-me falar-te de amor.

O amor. Pintam-no de tantas cores, desenham-no de tantas formas, definem-no com tantas palavras. Resumem-no tanto. Mas o amor... ultrapassa tudo. Muda tudo. Sempre. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, um abraço chega para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, um entrelaçar de mãos chega para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, um olhar mais fundo chega para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, um sorriso chega para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, um beijo chega para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, há pessoas que chegam para mudar tudo. Posso não saber muito sobre o amor. Mas sei que, às vezes, todas as vezes, sempre, um pedacinho de amor, mesmo o mais pequenino, chega para mudar tudo. E muda. Muda dias. Muda vidas. Muda corações. E cura. E salva. Tanto. Posso não saber muito sobre o amor. Mas há uma coisa que eu sei. Só o amor ultrapassa tudo. Só o amor muda tudo. Tanto. Sempre. Para sempre.

Abraços-milagre

Acabar o dia com a alma pesada. Com o coração apertado. Nem todos os dias acabam em sorrisos. E não faz mal. E depois aquele abraço. Aquele abraço que te quer e te chama e te pede para ficares. E tu, que te entregas como quem não conhece melhor lugar para ficar. Para morar. Para existir. Aquele abraço que te abriga. Aquele abraço onde te permites largar tudo. E todo o peso do mundo e todo o aperto da vida, que absorveste e carregaste em ti durante o dia, quase sem quereres, começa a desatar-se de ti. Desata-se, pouco a pouco, sem sequer teres tempo de querer, e percorre-te a alma, o coração, a voz, o sorriso, os olhos. Tanto os olhos. Desata-se de ti porque há um novo laço que se apodera de ti. Mais forte que qualquer peso do mundo. Mais forte que qualquer aperto da vida. Há aquele abraço. Que te aperta, desta vez sem sufocar, e se enlaça a ti. Enlaça-se mesmo a ti. Por fora e por dentro. Como quem não conhece melhor expressão e declaração de amor do que esta: um abraço que te quer e te chama e te pede para ficares. Um abraço que quer ser-te casa. Um abraço que te salva. Um abraço que te prova que os milagres acontecem: que até os dias que não acabam em sorrisos, podem acabar em forma de amor. Que até os dias que não acabam em sorrisos, podem acabar por sorrir. E não há melhor forma de acabar o dia. Não há melhor forma de viver a vida.

Os anos vão passando e há coisas que tu vais aprendendo.

Os anos vão passando. E, quando olhas bem para dentro de ti, quando percorres cada pedaço do teu coração, onde guardas (só) o que importa, percebes que há coisas que tu vais aprendendo. Os anos vão passando e tu aprendes que, no meio deste mundo que te exige tanto e te tira tanta vida, afinal há muito poucas coisas que importam, há muito poucas coisas que tu precisas. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é morar em cada abraço. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é abraçar cada mão dada. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é entregar-te em cada olhar. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é sentir cada sorriso. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é curar em cada beijo. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é amar as tuas pessoas. As que ficam. As que ficam sempre. Para sempre. (E aprendes, também, que afinal as tuas pessoas não são tantas assim.) Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é tatuar corações com a tua vida. E deixar que outras vidas te tatuem o coração. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é agradecer cada milagre. E encontrar força para cada tempestade. Aprendes que afinal o que importa, o que tu precisas, é ser e viver, sempre, com o coração. É ser e viver, sempre, com amor. Os anos vão passando e tu aprendes que, no meio deste mundo que te exige tanto e te tira tanta vida, afinal a única coisa que importa, a única coisa que tu precisas, é o amor. Porque aprendes que afinal é o amor que te devolve a vida. Aprendes que afinal é o amor que te salva de tudo. Todos os dias. Para sempre.

O melhor presente do mundo

O melhor presente do mundo vem em forma de abraço que te envolve e te guarda bem dentro, por inteiro. O melhor presente do mundo vem em forma de mãos que te chamam para si e não te sabem largar mais. O melhor presente do mundo vem em forma de olhar que te estremece o coração, enquanto te descobre por dentro. O melhor presente do mundo vem em forma de sorriso que te abraça o coração e se tatua nele para sempre. O melhor presente do mundo vem em forma de beijo que te tira a respiração e te salva ao mesmo tempo. O melhor presente do mundo vem em forma de coração que te abriga com sabor a casa. O melhor presente do mundo vem em forma de pessoa que se faz tua, que te faz sua. O melhor presente do mundo vem de forma subtil e pequenina, e, ao mesmo tempo, estrondosa e maior que o mundo. Revira tudo. Muda tudo. O melhor presente do mundo vem em forma de amor.

E o melhor presente do mundo vem em forma de ti. És tu. Quando és, quando vives, com amor. Quando amas. O melhor presente do mundo é sempre o (teu) amor. Sabes? Experimenta. Faz milagres. Muda mundos.

Um caso sério

No meio de todos os casos sérios do mundo, no meio de todos os casos sérios que nos mostram e nos ensinam todos os dias, o verdadeiro caso sério, deixa-me dizer-te, é um milagre que te acontece por dentro. O verdadeiro caso sério acontece-te com a força estrondosa (e, ao mesmo tempo, quase despercebida) que só o amor consegue. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há um abraço que chega para te abrigar para sempre. Um abraço que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há uma mão que chega para te segurar e te abraçar tanto. Uma mão que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há um olhar que chega para ler tudo o que és. Um olhar que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há um sorriso que chega para melhorar o teu dia. E o teu coração. Um sorriso que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há um beijo que chega para curar todos os pedacinhos que te doem. Um beijo que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando há alguém que chega para te ser um lugar de amor, para te ser casa. Alguém que te chega quando mais nada chega é um caso sério. No meio de todos os casos sérios do mundo, o verdadeiro caso sério acontece-te quando o amor chega para tornar todos os casos sérios do mundo menos sérios. O amor que te chega quando mais nada chega é um caso sério. É o teu caso sério. Um milagre que te acontece por dentro. No meio de todos os casos sérios do mundo, no meio de todos os casos sérios que nos mostram e nos ensinam todos os dias, o verdadeiro caso sério, deixa-me dizer-te, é (só) o amor.

É sempre o amor que salva tudo o que és.

Quando, às vezes, o mundo te dá medo e te faz querer fugir, tu precisas de um abraço que salve tudo o que és, com sabor a casa. Que te resgate. Quando, às vezes, o mundo não tem chão e te deixa cair, tu precisas de uma mão que salve tudo o que és, com sabor a colo. Que te segure. Quando, às vezes, o mundo é perdido, ou tu: quando tu te perdes no mundo, tu precisas de um olhar que salve tudo o que és, com sabor a encontro. Que te descubra, por dentro. Quando, às vezes, o mundo corre demais, não te deixa parar e te sufoca, tu precisas de um sorriso que salve tudo o que és, com sabor a abraço. Que te sossegue. Quando, às vezes, o mundo dói e te rasga mais do que consegues suportar, tu precisas de um beijo que salve tudo o que és, com sabor a milagre. Que te cure. Quando, às vezes, o mundo é frio, tu precisas de um coração que salve tudo o que és, com sabor a amor. Que te sinta. Quando, às vezes, o mundo te dá medo, não tem chão, é perdido, corre demais, dói, é frio... tu precisas de amor que salve tudo o que és. Ou melhor: sempre. Tu precisas sempre de amor que salve tudo o que és. Quando o mundo isto ou aquilo. Quando tu isto ou aquilo. É o amor. É sempre o amor que salva tudo o que és.

O teu coração.

Quantas lágrimas o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada sorriso que sorris? Quantos pedidos de abrigo o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada abraço que abraças? Quantos medos o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada mão que entrelaças? Quantos pedidos de milagre o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada olhar que olhas? Quantas dores o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada beijo que dás? Quantos sufocos o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada palavra que falas? Quantos gritos o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada silêncio que partilhas? Quantos cansaços o teu coração guarda, em segredo, dentro de cada presença onde te deixas ficar?

E, no final de tudo, quantas curas o teu coração guarda, em segredo, dentro do amor que o salva? É que, por cada cicatriz que o teu coração vá guardando, pelo caminho, haverá sempre um gesto de amor, assim, que o cura. Que te salva. Para sempre.

Quem consegue (realmente) ver-te?

Há sempre alguém que te vê. Que realmente te vê. Não há volta a dar. Há sempre alguém que te descobre por dentro. Que te descobre por detrás das barreiras que vais construindo, mesmo sem saberes. Que te descobre por detrás de tudo o que o mundo vê em ti e, principalmente, por detrás do que ninguém vê: por detrás dos teus medos, dos teus fantasmas, das tuas dores e das tuas cicatrizes. Há sempre alguém que te vê. Que realmente te vê. Não há volta a dar. Há sempre alguém que te baixa a guarda, te abre a porta e se convida a entrar. Mesmo sem saberes. Mesmo sem quereres. Mesmo que fujas. Há sempre alguém que te ultrapassa e te descobre por dentro. Que te atravessa a alma e encontra o que és. Há sempre alguém que te vê. Que realmente te vê. Não há volta a dar. Há sempre alguém que te sorri como quem te (pres)sente, que te dá a mão como quem te resgata, que te abraça como quem te salva e que te olha, por dentro, e te vê. Que realmente te vê. Não há volta a dar. Sabes? Por detrás de tudo o que o mundo vê em ti e, principalmente, por detrás do que ninguém vê, venha quem vier, as tuas pessoas são sempre as que conseguem ver-te. Realmente ver-te. Sem haver volta a dar.