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menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

menina dos abraços

um abraço: a melhor forma do amor.

Ainda bem.

Ainda bem que existem abraços que nos fazem sentir em casa.

Ainda bem que existem mãos que nos abrigam.

Ainda bem que existem olhos que nos sorriem.

Ainda bem que existem sorrisos que nos melhoram os dias.

Ainda bem que existem beijos que nos curam.

Ainda bem que existem colos que nos seguram.

Ainda bem que existem palavras que nos falam do coração.

Ainda bem que existem silêncios que nos escutam (e que nos dizem tanto).

Ainda bem que existem presenças que nos serenam.

Ainda bem que existem gestos que nos salvam.

Ainda bem que existem almas que nos abraçam, corações que nos sentem.

Ainda bem que existem pessoas que nos tatuam amor no coração.

*

Ainda bem.

Porque, no fundo, é tudo o que importa.

Que o saibamos (e o sejamos), todos os dias.

Abraçar outras palavras | Abraço, de Ryk@rdo

"Quando um abraço é sentido

Bem como um aperto de mão

É um sentimento vivido

É sentir palpitar o coração

.

Palavras ditas que se abraçam

Como se não houvesse amanhã

São palavras que se entrelaçam

São sentimentos de mente sã.

.

Palavras puras, sem embaraço

Quando saídas do coração

Formam a beleza de um abraço

São carinhos de doce emoção

.

Ofereça sempre um sorriso singelo

Retribua um abraço oferecido

Pois não existe nada mais belo

Que a força de um abraço sentido."

 

Palavras do Ryk@rdo, para este "abraçar outras palavras". O Ryk@rdo é poesia do coração. É coração que se torna poema e que abraça a alma de quem o lê. É beleza de quem escreve o que sente. De quem sente o que escreve. Obrigada, Ryk@rdo.

Mãe

À força estrondosa do amor maior do que o mundo, maior do que a vida.

Ao abraço que se faz sempre morada.

Ao sorriso que embeleza o dia, a vida, o mundo.

Ao olhar que transborda ternura e verdade.

À mão que conforta a alma.

Ao colo que refugia e se faz sempre (e outra vez) morada.

À voz que sossega tudo.

À presença que cura todas as dores, todos os medos e cansaços.

À bondade que ensina o segredo da vida.

Ao amor mais amor do mundo.

Ao amor de todos os amores.

À vida que supera tudo para nos salvar a vida. Todos os dias.

Está de parabéns todos os dias, todos os anos, toda a vida.

Encontrar o amor.

Encontrar o amor.

Vivemos sempre à procura disto.

Se nós soubéssemos... Se nós soubéssemos que o amor não se resume. Se nós soubéssemos que o amor nos acontece todos os dias. E que somos nós quem precisa deixar-se encontrar. Deixar-se encontrar e tocar por ele. Para saber vê-lo. E encontrá-lo. Se nós soubéssemos...

O amor acontece-nos naqueles abraços que nos refugiam do mundo. O amor acontece-nos naquelas mãos que nos confortam a alma. O amor acontece-nos naqueles olhos que nos olham dentro e nos contam tudo o que há de mais bonito. O amor acontece-nos naqueles sorrisos que nos cruzam o caminho e nos fazem parar. O amor acontece-nos naquelas ternuras que nos curam o que dói. O amor acontece-nos naqueles risos que nos fazem rir sempre mais uma vez. O amor acontece-nos naquelas palavras que nos falam ao coração e naqueles silêncios que nos escutam o coração. O amor acontece-nos naquelas pessoas que nos são tanto. O amor acontece-nos na verdade do coração de quem nos quer bem. O amor acontece-nos naqueles gestos que nos são milagres e nos fazem acreditar. O amor acontece-nos naqueles momentos que nos iluminam o dia, a vida, o coração. O amor acontece-nos quando olhamos mais longe: com o coração. O amor acontece-nos todos os dias.

Se nós soubéssemos... Se nós soubéssemos que é por ele nos acontecer todos os dias, que ainda temos vida para continuar a procurá-lo. Se nós soubéssemos que é por ele nos acontecer todos os dias, que ainda nos salvamos de todos os dias.

Abraçar outras palavras | Abraço, da Luísa

"Abraços...

Sou de muitos abraços...

Que sensação de bem-estar e satisfação imediata!

Que felicidade e alegria repentina...

Que sentimento de apego, segurança, conexão, afeto, confiança e intimidade...

Um dos bens mais preciosos da humanidade!

Abraços...

Sou de muitos abraços...

Todos os dias sinto saudades de abraços...

Dos meus pais, das minhas filhas, dos meus genros, da minha neta, da minha irmã...

Sinto saudades dos abraços dos meus amigos...

Sinto saudades dos abracinhos dos meninos da escola... meninos de muitos abracinhos gostosos!

Abraços...

Sou de muitos abraços...

Necessito de abraçar... é a forma não-verbal de mostrar a minha amizade, o meu amor, o meu carinho, a minha solidariedade, a minha admiração... são o meu suporte!

Abraço...

Um instintivo e genuíno sinal de amor!

Eu sou do Abraço!

 

“Precisamos de 4 abraços por dia para sobreviver.

Precisamos de 8 abraços por dia para nos manter.

Precisamos de 12 abraços por dia para crescer”.

(Virgínia Satir - psicoterapeuta norte-americana)

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* Muito obrigada, Querida Daniela, pela oportunidade de poder escrever sobre os abraços, um dos gestos que mais gosto de dar e de receber!"

 

Palavras da Luísa, para este "abraçar outras palavras". A Luísa é ternura. E, como se pode ler, é abraço também. A Luísa transparece doçura e a beleza da simplicidade. A beleza da verdade: de tudo o que importa. A Luísa é dos abraços. E eu até posso ser suspeita, mas também sei que esta é das formas mais bonitas de se ser. Um abraço, Luísa, e obrigada eu, por teres aceite o convite.

Espalhar amor.

Espalhar amor, ser o lado bonito. Às vezes, um sorriso embeleza um dia.

Espalhar amor, ser luz. Às vezes, uma mão dada ilumina uma vida.

Espalhar amor, ser paz. Às vezes, um abraço serena um coração.

Espalhar amor, ser (de) verdade. Às vezes, um olhar mais fundo toca uma alma.

Espalhar amor, ser amor.

Mesmo com dias cinzentos, mesmo que a vida troque planos, mesmo que o mundo esteja do avesso.

Às vezes, um gesto de amor muda tudo.

E é por essas vezes que ainda vale a pena. Que vale sempre a pena isto: espalhar amor, ser amor.

Abraçar outras palavras | Abraço, da Inês

"Haverá sempre um espaço invisível entre nós. Sim. Não fosse o ar o elemento de ligação entre o visível e o invisível, não é?

À luz da ciência nunca conseguimos vencer essa força que nos repele. E as palavras...

As malditas palavras que me perfuram os tímpanos e me aquecem o peito?

Tomara eu que a palavra não tivesse tanto valor e significado. É que para mim ainda tem. Não gosto de atirar palavras ao vento sem sentido. E há palavras que rasgam o peito e nos deixam vulneráveis.

Proponho pena máxima para quem as disser em vão. Não fui eu. Não foste tu. Não foi em vão. Eu sei. Mas o meu "Eu" é desajeitado ao invadir o palco e a gerir emoções sabes? E eu sinto-me como uma menina que enfrenta uma resistência tremenda para se endireitar uma última vez…

Não devia...

É nesse diagrama singular de ligações a pensamentos e sonhos que é impossível ficar longe da loucura. 

Ligados por uma ponte de fogo

Que vibra subtilmente

Nos avanços e recuos

É só no teu abraço que me perco

O escudo de folhas que o vento criou

Em torno de um corpo que vê o rastilho de pólvora

Dissipa-se como que por magia

Entre sussurros que não vejo

E olhares que não oiço

Os lábios não escrevem

E a luz divide os corpos

Com os dedos que gritam

Num místico desassossego

E o meu toque aflito

Como se fosse chuva

Desliza pela tua pele nua

Enamora-se e dança  

Com a água que tens na boca

Onde as línguas são confidentes

De um amor que não hesita

Em ir mais fundo e mais alto

Entrelaçados com o vento

Onde o tempo abranda

E acelera

E depois abranda de novo

na nudez coberta de pele 

E todos os dias te abraça

E ama como a primeira vez

Mas não te rouba o espaço

Tão apreciado

Porque existirá sempre

Um espaço vazio 

Sem proteção nenhuma

Entre nós..."

 

Palavras da Inês, para este "abraçar outras palavras". A Inês é coração. É palavras que saem dele e que o tocam a ele, ao de quem lê. A Inês é escrita sentida, íntima, arrebatadora. Percorre-nos os sentidos e toca-nos directamente no coração. A Inês sente e faz sentir. Como quem, por vezes, escreve o que nos (me) vai no coração e que não foi traduzido em palavras. É isso: a Inês sente e faz sentir. E nem sei se tem essa noção. Se não sabia, agora já sabe. Obrigada, Inês. Por isto tudo e por teres aceite o convite. ❤

O (teu) amor muda o mundo.

Há alguém, algures por aí, à espera do seu lugar. O seu lugar-mais-amor do mundo. Onde (de)morar sem datas de validade. És tu. O teu abraço é o melhor lugar do mundo para alguém. 

Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe cative o coração. De quem o abrace. Para sempre. És tu. O teu sorriso abraça corações. 

Há alguém, algures por aí, à espera de um porto de abrigo. Que sossegue tempestades e medos. Onde descansar do mundo. És tu. As tuas mãos são o abrigo de alguém.

Há alguém, algures por aí, de olhos perdidos no vazio. À espera de quem os olhe por dentro. De quem os faça brilhar. És tu. Os teus olhos sorriem e fazem sorrir.

Há alguém, algures por aí, à espera de um gesto que abrace tudo. Que cure o que se parte. Que cure o que dói. És tu. O teu abraço cura. 

Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe sinta o coração. De quem lhe abrace a alma. Como quem respira amor. És tu. O teu sorriso é em forma de amor.

Há alguém, algures por aí, à espera de quem fique ali. Ao seu lado e do lado de dentro. Como quem segura. Como quem guarda. És tu. As tuas mãos foram feitas para abraçar outras mãos.

Há alguém, algures por aí, à espera de um sorriso em forma de abraço. De um sorriso tatuado no coração. És tu. O teu abraço faz corações sorrir.

Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe mude o dia. De quem lhe mude a vida. E o coração. És tu. O teu sorriso é a melhor parte do dia de alguém.

Há alguém, algures por aí, à espera de um milagre. Que salve do abismo. Que salve de tudo. És tu. O teu gesto de amor salva.

És tanto. Mais do que sabes.

Há sempre alguém, algures por aí, a quem tu mudas o mundo. Mesmo sem saberes. Quando abraças. Quando sorris. Quando dás a mão. Quando olhas. Quando vives, quando és, com amor. Quando amas. O (teu) amor muda o mundo. Sabes?

Em quantos corações já tatuaste um sorriso?

 

(Sobre o Tatuar Sorrisos e sobre aquilo em que eu acredito. Tanto.)

A ti (que lês):

A ti, que abraças como quem acolhe. E vais abrigando corações, mesmo sem saberes.

A ti, que dás a mão como quem dá o coração. E vais segurando vidas, mesmo sem saberes.

A ti, que sorris como quem abraça. E vais melhorando dias, mesmo sem saberes.

A ti, que olhas como quem vê além. E vais tocando almas, mesmo sem saberes.

A ti, que falas como quem sente. E vais acalentando tanto, mesmo sem saberes. 

A ti, que cuidas como quem ampara. E vais curando dores, mesmo sem saberes.

A ti, que estás como quem fica. E vais serenando tudo, mesmo sem saberes.

A ti, que vives como quem ama. E vais mudando mundos, mesmo sem saberes.

A ti, que amas como quem respira. E vais salvando de verdade, mesmo sem saberes.

A ti, que apesar de todas as marés atribuladas, continuas a remar do lado certo. Do lado do bem.

A ti, que és um pedacinho de amor no meio do mundo.

Para saberes. E não esqueceres. 

A ti, por tudo e por tanto: Obrigada. Por seres, por estares, por existires.