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menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

O (teu) amor muda o mundo.

Há alguém, algures por aí, à espera do seu lugar. O seu lugar-mais-amor do mundo. Onde demorar sem datas de validade. És tu. O teu abraço é o melhor lugar do mundo para alguém. Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe cative o coração. De quem o abrace. De quem o cure. És tu. O teu sorriso abraça corações. Há alguém, algures por aí, de olhos perdidos no vazio. À espera de quem os olhe por dentro. De quem os faça brilhar. És tu. Os teus olhos sorriem e fazem sorrir. Há alguém, algures por aí, à espera de quem fique ali. Ao seu lado e do lado de dentro. Como quem segura. Como quem guarda. És tu. As tuas mãos foram feitas para abraçar outras mãos. Há alguém, algures por aí, à espera de um lugar onde ficar. De um lugar onde morar. Em forma de amor. És tu. O teu coração é a casa de alguém. Há alguém, algures por aí, à espera de um milagre. Que salve do que dói. Que salve do que sufoca. És tu. O teu abraço cura. Há alguém, algures por aí, à espera de um porto de abrigo. Que sossegue medos e tempestades. Onde descansar do mundo. És tu. As tuas mãos são o abrigo de alguém. Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe sinta o coração. De quem lhe sinta a alma. Como quem vê mais longe, com olhos de amor. És tu. O teu coração vê melhor do que os teus olhos. Há alguém, algures por aí, à espera de um sorriso em forma de abraço. De um sorriso tatuado no coração. És tu. O teu abraço faz corações sorrir. Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe mude o dia. De quem lhe mude a vida. E o coração. És tu. O teu sorriso é a melhor parte do dia de alguém. Ouve bem: és tanto (mais do que sabes). Há sempre alguém, algures por aí, a quem tu mudas o mundo. Mesmo sem saberes. Quando abraças. Quando sorris. Quando olhas. Quando abraças mãos. Quando és, quando vives, com amor. Quando amas. O (teu) amor muda o mundo. Sabes? A quantos corações já deste um sorriso?

Há sorrisos que salvam dias.

Metro de Lisboa. Chego, no meio das pessoas que passam, apressadas, de olhos fixos no chão, no vazio. Olho à minha volta. Há pessoas que conversam. Outras, sozinhas, apenas esperam. À minha frente, alguém, de costas para mim, vai limpando a cara. Há lágrimas que teimam em aparecer sem escolher o local. Sozinha, enquanto espera (ou desespera), vai limpando as lágrimas que teimam em cair. O metro chega. Entramos. Silêncio. Pessoas que quase não se olham. Não se vêem. Não escutam o pedido de um abraço dos corações que, muitas vezes, têm ao seu lado. A viagem chega ao fim. Ela aproxima-se de mim para sair. Saímos as duas e, enquanto saímos, eu estendo-lhe um post-it. Ela hesita, durante um segundo, e aceita-o. "O teu sorriso é a melhor parte do dia de alguém", lê. Ela solta um ligeiro sorriso. Eu sigo o meu caminho, de coração abraçado. Às vezes, um ligeiro sorriso de um coração que dói, salva o nosso dia.

 

 

Tatuar sorrisos no dia de alguém, na vida de alguém, no coração de alguém.

Porquê? Porque (o amor) cura.

#tatuarsorrisos

para mim. e para ti.

Que saibas fechar os olhos, respirar fundo enquanto calas todos os ruídos do mundo (por fora e por dentro) e olhar bem para ti. Para dentro de ti. Que saibas percorrer cada pedaço do teu coração. Onde guardas (só) o que importa: que saibas morar em cada abraço. Que saibas abraçar cada mão que se estende. Que saibas entregar-te em cada olhar. Que saibas sentir cada sorriso. Que saibas curar em cada beijo. Que saibas amar as pessoas. As tuas pessoas. Que saibas dizer-lhes e, principalmente, mostrar-lhes, o que de verdade importa. Que elas de verdade importam. Que saibas tatuar corações com a tua vida. Que saibas deixar que outras vidas te tatuem o coração. Que saibas agradecer cada milagre, cada conquista. Que saibas pedir e encontrar força para cada medo, para cada lágrima. Que saibas escolher onde ficar, escolher o teu lugar: Que saibas ser e viver, sempre, com o coração. Que saibas ser e viver, sempre, com amor. Todos os dias. Porque, no final, é isto que fica. Só. E tanto.

demora-te (dentro de um abraço)

O mundo corre mais depressa que o tempo. O tempo não pára e dizem-nos que não podemos demorar. Ensinaram-nos, e ensinam-nos todos os dias, que não há tempo para parar. Não há tempo para demorar. E vamos passando, apressados, pelos dias, quase sempre sem parar. Sem reparar. Sem sentir, nada mais do que a correria do mundo e do tempo. Quase, até, sem respirar. Sem viver para o que realmente nos faz viver. Para o que nos faz amar.

 

Mas, hoje, eu quero dizer-te uma coisa: demora-te.

 

Dentro de um abraço.

 

Abraça alguém de quem gostas muito. Abraça alguém que precisa de um abraço. Abraça alguém porque tu precisas de um abraço. Abraça porque um abraço é a forma mais bonita de (de)morar. E demora-te.

 

Demora-te dentro de um abraço que, mesmo antes de abrir os braços, já está a chamar-te. IUm abraço que te chama com o olhar, um abraço que te convida a entrar. A ficar. A morar. Demora-te dentro de um abraço que te abraça por inteiro. Um abraço que segura cada pedaço do teu coração. Da tua alma. Demora-te dentro de um abraço que te cura. Um abraço que sossega os medos. Um abraço que acalma as tempestades. Um abraço que te salva. Demora-te dentro de um abraço que te aquece quando o mundo é frio (e quando não é, também). Um abraço que te mostra o mundo mais bonito de todos os mundos. Demora-te dentro de um abraço-casa. Um abraço que te guarda dentro. Um abraço que te abriga do mundo inteiro. Um abraço que é o teu lugar. Demora-te dentro de um abraço que é a forma do amor. Um abraço que enlaça dois corações. Um abraço que te abraça para sempre. Demora-te dentro de um abraço que chega quando mais nada chega.

 

Demora-te dentro de um abraço. Mesmo que o mundo corra mais depressa que o tempo. Mesmo que o tempo não pare e que digam que não podemos demorar. Demora-te. Demora-te, porque é dentro de um abraço que o mundo pára. Que o tempo pára. E só quando paramos para nos demorarmos em algo, em alguém, é que vivemos. É que amamos.

 

E a verdade é esta: Mesmo que o mundo corra mais depressa que o tempo e mesmo que o tempo não pare, não há correria nenhuma no mundo que compense o amor de um abraço demorado. E o milagre de um coração a sorrir.

 

(Texto publicado no Elefante de Papel, aqui.)

O que de verdade importa

Há sempre um abraço que te abraça como uma casa segura. Há sempre uma mão que nasceu para se encaixar na tua. Há sempre um olhar que consegue ver o teu coração. Há sempre um sorriso que te toca a alma e te dá a mão. Há sempre um beijo que cura tudo o que te possa doer. Há sempre um coração que, mesmo em silêncio, tu sentes bater. Há sempre um sonho, com toda a força, para acreditar. Há sempre uma música e um momento para partilhar. Tens sempre alguém que precisa tanto do teu sorriso. Tens sempre alguém de abraço aberto quando for preciso. Tens sempre alguém que vê um milagre quando olha para ti. E tens-me a mim, que vou para sempre amar-te a ti. Escuta bem este segredo, sorri e abraça bem forte, dá-me a tua mão. Na vida só o amor importa e o segredo é este: só se vê bem com o coração.

 

Para a minha sobrinha Mariana.

E para os pais. E para mim. E para ti. Para todos. Para nunca esquecer (e para lembrar sempre) o que de verdade importa.

Com amor,

Daniela.

"menina dos abraços"

Há uns bons anos atrás, quando eu ainda não sabia bem qual era o meu lugar no mundo, houve alguém que num dia, num momento, me disse que eu era a "menina dos abraços". Não sei se eu o soube de imediato, não sei se no fundo eu até já o sabia. Só sei que hoje, anos depois, para mim, um abraço é a melhor forma do amor. Não há melhor lugar no mundo, para mim, do que um abraço. Não há melhor lugar no mundo onde eu possa pertencer, onde eu possa ser, onde eu possa morar, onde eu possa amar, do que um abraço. Um abraço: o meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

 

 

 

ps: com um abraço começou, com um abraço me despeço.

este espaço está a precisar de ficar por aqui, sem data de validade.

deixo um abraço forte, sem data de validade também.

este mundo que nos ensinam e nos mostram todos os dias.

Eu não quero viver neste mundo que nos ensinam e nos mostram todos os dias. É gigante demais, é pesado. Sufoca-nos. Traz-nos medo. Este mundo que, dizem-nos e mostram-nos, já não é um mundo de amor. Não quero, porque, por mais que me digam que é assim e que tem de ser, eu não sei viver nele. Não sei viver neste mundo que teima em ensinar-me que é com números que se mede o valor seja do que for. Que se esquece que o verdadeiro valor está em não caber sequer em medidas. Não sei viver neste mundo que teima em ensinar-me que o amor não chega. Que o amor não é tudo o que chega quando mais nada chega. Que um abraço não é um agasalho, que um beijo não é um alimento, que um olhar não é uma cura, que as mãos dadas não são uma força, que um sorriso não é um sentido da vida, que um coração não é uma casa. Não sei viver neste mundo que teima em ensinar-me que um mundo de amor não existe, que é apenas um conto de fadas. Não sei viver neste mundo que teima em ensinar-me que, enquanto eu desafiar as suas leis para ser e viver com o coração, estarei a falhar. Não sei. E sei que não vou conseguir aprender. Porque, por mais que me digam que é assim e que tem de ser, e por mais que eu ganhe cicatrizes pelo caminho, no final, é sempre o (meu mundo de) amor que me cura.

hoje a minha irmã faz anos.

Hoje a minha irmã faz anos. A minha irmã é a minha primeira amiga-para-sempre. É a amiga da vida que a vida escolheu para mim. É a amiga do coração que já me esperava, quando eu nasci. E, por mais voltas que o mundo dê, por mais pessoas que nos apareçam no caminho, no final, o nosso lugar é sempre juntas. No lado mais bonito que existe: o lado de dentro. A minha irmã é a pessoa de quem eu gosto todos os dias, como se fosse a primeira vez. Mesmo que o mundo às vezes estremeça, há uma coisa que nunca muda e que é mais forte do que o mundo, do que a vida: vamos ser sempre uma da outra. E uma para a outra. A minha irmã é um pedacinho de mim, da minha alma e do meu coração, dentro e fora de mim, ao mesmo tempo. E é isto, aquilo a que chamam de amor. Hoje a minha irmã faz anos. E o (nosso) mundo está de parabéns.

quando o medo te assalta.

Quando o medo te assalta, porque há dias em que o medo te assalta, mesmo que sejas forte, mesmo que sejas grande, mesmo que acredites, mesmo que estejas bem, mesmo que tudo e tanto mais. Há sempre dias em que o medo te assalta. Por isso, quando o medo te assalta: refugia-te. Abriga-te. Naquilo e, principalmente, naqueles que te enchem e te abraçam o coração. Que te curam a alma. Quando o medo te assalta: abraça. Abraça alguém de quem gostas muito. Abraça com força, todo o tempo que quiseres e precisares. Aninha-te, como quem guarda, dentro de um abraço, o laço imortal que une dois corações. Descansa, no sossego compassado do coração a bater. Aconchega-te, no abrigo seguro que sabe a amor. Deixa o mundo lá fora, fica dentro de um abraço onde sentes que podes morar para sempre. Fica todo o tempo do mundo, até o medo ir embora. E mesmo que não vá, deixa-te ficar. E mesmo que vá, deixa-te ficar na mesma. Num abraço que te abraça para sempre e, para sempre, te abraça tanto. Quando o medo te assalta: há abraços, maiores que o mundo, maiores que o medo, que te mostram ao coração o mundo mais bonito de todos os mundos. Mesmo, e até, de olhos fechados.