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menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

menina dos abraços

Um abraço: o meu lugar.

"Anda cá"

"Anda cá" é das melhores expressões de amor. É das melhores declarações de amor. Saberes que o "anda cá" é um abraço a chamar-te. A querer-te. A pedir-te. Saberes que o "anda cá" te chama e te pede para ficares. Saberes que o "anda cá" te chama para o melhor lugar do mundo. Saberes que o "anda cá" quer ser a tua casa. "Anda cá" é das melhores expressões de amor. É das melhores declarações de amor. "Anda cá" é das melhores definições de amor.

É preciso o amor com urgência.

É preciso abraçar com a urgência de quem não sabe largar mais. É preciso dar as mãos com a urgência de quem dá o coração. É preciso olhar nos olhos com a urgência de quem se procura por dentro. É preciso sorrir com a urgência de quem sente o coração. É preciso beijar com a urgência de quem toca a alma. É preciso ser das nossas pessoas com a urgência de quem se é para sempre. É preciso dizer que se gosta com a urgência de quem fala com o coração. É preciso sentir silêncios com a urgência de quem ouve com o coração. É preciso ouvir o coração com a urgência de quem se mora por dentro. É preciso arrepiar os sentidos com a urgência de quem perde a respiração e se salva ao mesmo tempo. É preciso dar colo quando dói com a urgência de quem ama. É preciso curar lágrimas com a urgência de quem sossega. É preciso rir com a urgência de quem abraça a cumplicidade. É preciso fazer os olhos brilhar com a urgência de quem se deixa arrebatar. É preciso demorar no que de verdade importa com a urgência de quem faz o mundo parar. É preciso amar com a urgência de quem é amor para sempre. É preciso ser amor com a urgência de quem ama para sempre. É preciso o amor com urgência. É urgente o amor. Tanto.

Abraça-me bem

Levantas o teu corpo, cansado, do chão. Afastas esse peso que te esmaga o coração. Abres uma janela e perguntas-te quem és. Respiras mais fundo e enfrentas o mundo de pé. Eu venho de tão longe e procuro há mil anos por ti. Estendo a minha mão até te sentir. Não sabemos nada do que somos nós. Mas sabemos tanto do que muda por não estarmos sós. Abraça-me bem. Levantas os teus olhos para me olhar, assim. Procuras cá dentro, onde me escondi. E eu tenho medo, confesso, de dar o mundo onde guardo tudo o que mais quis salvar. Tu dizes que não há outra forma de ficarmos perto. Não há como saber se o caminho é o certo. Só pode voar quem arriscar cair. Só se pode dar quem arriscar sentir. Abraça-me bem.

Sobre as músicas que podiam ser sobre mim.

No final o que fica é (só) o amor.

Ficar ali. Bem ao lado. Tão perto. Tão junto. Como se o teu lugar, o teu lugar mais cúmplice do mundo inteiro, fosse ali. No final o que fica são os segundos em que te deixaste ficar ali, tão perto, tão junto, para sempre.

Um abraço. Onde te encaixas. Onde te aconchegas no bater do seu coração. Onde te embalas no seu respirar. Como se o teu lugar, o teu lugar mais casa do mundo inteiro, fosse um abraço. No final o que fica são os abraços onde moraste para sempre.

Um entrelaçar de mãos. De mãos que se procuram. Que se encontram. Que se dão. Que não sabem largar-se mais. Como se o teu lugar, o teu lugar mais seguro do mundo inteiro, fosse um abraço de mãos. No final o que fica são as mãos que abraçaste com as tuas para sempre.

Um olhar. Que te olha por dentro. Que te percorre a alma e te vê o coração. Onde te perdes. E onde te encontras. Como se o teu lugar, o teu lugar mais secreto do mundo inteiro, fosse um olhar. No final o que fica são os olhos que amaste para sempre.

Um sorriso. Que te convida a sorrir. Que te cativa. Que te abraça. E que muda o teu dia. A tua vida. O teu coração. Como se o teu lugar, o teu lugar mais abraço do mundo inteiro, fosse um sorriso. No final o que fica são os sorrisos que te abraçaram para sempre.

Um beijo. Que sabe a cura. Que faz o mundo parar. E que faz o mundo girar. Como se o teu lugar, o teu lugar mais mágico do mundo inteiro, fosse um beijo. No final o que fica são os beijos que te curaram para sempre.

As tuas pessoas. Que são o ficar ali. Que são o abraço. Que são o entrelaçar de mãos. Que são o olhar. Que são o sorriso. Que são o beijo. Como se o teu lugar, o teu lugar mais amor do mundo inteiro, fossem as tuas pessoas. No final o que fica são as tuas pessoas de quem tu és para sempre.

O amor. Sempre (e só) o amor. Como se o teu lugar, o teu único lugar do mundo inteiro, fosse o amor. E é. No final o que fica é o amor. Só. Repito: só. E tanto.

Quando é que nos esquecemos?

Quando é que nos esquecemos que o mundo foi feito para ser um lugar de amor?

Quando é que nos esquecemos que um abraço abriga? Quando é que nos esquecemos que as mãos dadas são força? Quando é que nos esquecemos que um olhar arrebata? Quando é que nos esquecemos que um sorriso dá vida? Quando é que nos esquecemos que um beijo cura? Quando é que nos esquecemos que um coração é casa? Quando é que nos esquecemos que o amor salva?

Quando é que nos esquecemos que fomos feitos para ser amor? Quando é que nos esquecemos e deixámos que nos ensinassem que, enquanto o formos, estaremos a ser frágeis, a acreditar em ilusões, a falhar? Quando é que nos esquecemos que o amor é força, milagre, que pode tudo? Quando é que nos esquecemos que tudo passa e que só o amor fica? Quando é que nos esquecemos?

É que, mesmo enquanto continuamos a esquecer-nos, o amor nunca nos esquece. Há sempre um pedacinho de amor, mesmo o mais pequenino, que chega para mudar tudo. Para nos perguntar isto: quando é que nos esquecemos? Quando é que nos esquecemos que o amor é tudo o que chega? Que o amor é tudo o que chega, mesmo (e principalmente) quando mais nada chega?

Tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal.

Tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal. Mesmo que sejas forte, mesmo que sejas grande, mesmo que acredites, mesmo que estejas bem, mesmo que tudo e tanto mais... Tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal. Há dias em que as forças te faltam. E não faz mal. Há dias em que a tua voz não consegue sair. E não faz mal. Há dias em que as lágrimas te aparecem sem aviso. E não faz mal. Há dias em que as tuas certezas são inseguras. E não faz mal. Há dias em que o teu caminho é perdido. E não faz mal. Há dias em que o chão te falha. E não faz mal. Há dias em que o medo te assalta. E não faz mal. Há dias em que o mundo te cansa. E não faz mal. Há dias em que o teu coração sufoca. E não faz mal. Há dias em que a tua alma dói. E não faz mal. Há dias em que tu não estás no teu melhor. E não faz mal. Abraça-te. Permite-te não estar sempre no teu melhor. Tira esse peso de ti. Do teu coração. Da tua vida. Abraça-te. Refugia-te. Abriga-te. Nos lugares e nas pessoas (e nos lugares em forma de pessoas) onde podes descansar do mundo. Onde amas. Onde curas o que és. Onde voltas a ser tu, a estar no teu melhor. Porque, no final, talvez descubras que o teu melhor é o amor que te abraça quando tu não estás no teu melhor. Porque tu não estás sempre no teu melhor. E não faz mal.

Elas.

Elas. Foi assim a vida toda, será assim a vida toda: elas. Elas, que já me esperavam quando eu nasci. Não conheci a vida antes delas. E nunca vou saber da vida sem elas. Olho para elas e sei: por mais voltas que o mundo dê e por mais pessoas que nos apareçam no caminho, no final a verdade é sempre esta: somos sempre umas das outras. E umas para as outras. Elas. São elas, quem eu sou.

Nós não nos esquecemos, avó.

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Nós não nos esquecemos, avó. Continuamos aqui, do lado de cá, sem nunca soltar a nossa ponta do laço forte que une os nossos corações. Todos. Nós não nos esquecemos, avó. Estamos bem aqui, do lado de cá da porta dessa casa onde cuidam de si. Cuidam de si, não cuidam?

Nós não nos esquecemos, avó. A avó não sabe, mas tiveram de fechar-nos a porta, só por agora, na tentativa urgente e desesperada de que aí dentro continue a ser um lugar seguro. A avó também não sabe, mas do lado de cá agora moram o perigo e o medo. As pessoas já não se abraçam, avó. Já não há beijinhos sem aviso, as mãos já não se apertam, os sorrisos estão escondidos. Anda um bicho invisível, maior do que nós, por todo o lado. Avó, ele descobriu, antes das pessoas, que a melhor forma de contagiar é através do amor. E agora escondeu-se em todos esses gestos de amor, que antes nos salvavam sem nós sabermos, e privou-nos deles. Avó: é a única coisa que nos salva, não é?

Mas nós não nos esquecemos, avó. A avó não sabe, mas nós continuamos aqui. Do lado de cá, sem nunca soltar a nossa ponta do laço forte que une os nossos corações. Todos. Nós não nos esquecemos, avó. Continuamos aqui, do lado de cá, nesta espera urgente e angustiante, que nos aperta o coração. Estamos bem aqui, do lado de cá da porta dessa casa onde cuidam de si. Cuidam de si, não cuidam?

Mas é só por agora, avó. Um dia o bicho desiste e vai embora. Um dia voltam a abrir-nos a porta, sem o perigo, sem o medo. Um dia voltamos a entrar para apertar as saudades e a urgência que agora nos apertam a nós. E um dia talvez as pessoas descubram que a melhor forma de contagiar é através do amor. E que todos esses gestos de amor sempre nos salvaram sem nós sabermos. Avó: é a única coisa que nos salva, não é?

O (teu) amor muda o mundo.

Há alguém, algures por aí, à espera do seu lugar. O seu lugar-mais-amor do mundo. Onde (de)morar sem datas de validade. És tu. O teu abraço é o melhor lugar do mundo para alguém. Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe cative o coração. De quem o abrace. Para sempre. És tu. O teu sorriso abraça corações. Há alguém, algures por aí, à espera de um porto de abrigo. Que sossegue medos e tempestades. Onde descansar do mundo. És tu. As tuas mãos são o abrigo de alguém. Há alguém, algures por aí, à espera de um lugar que abrace tudo. Que cure o que se parte. Que cure o que dói. És tu. O teu abraço cura. Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe sinta o coração. De quem lhe abrace a alma. Como quem respira amor. És tu. O teu sorriso é em forma de amor. Há alguém, algures por aí, de olhos perdidos no vazio. À espera de quem os olhe por dentro. De quem os faça brilhar. És tu. Os teus olhos sorriem e fazem sorrir. Há alguém, algures por aí, à espera de um milagre. Que salve do abismo. Que salve de tudo. És tu. O teu abraço salva. Há alguém, algures por aí, à espera de quem lhe mude o dia. De quem lhe mude a vida. E o coração. És tu. O teu sorriso é a melhor parte do dia de alguém. Há alguém, algures por aí, à espera de quem fique ali. Ao seu lado e do lado de dentro. Como quem segura. Como quem guarda. És tu. As tuas mãos foram feitas para abraçar outras mãos. Há alguém, algures por aí, à espera de um sorriso em forma de abraço. De um sorriso tatuado no coração. És tu. O teu abraço faz corações sorrir. Ouve bem: és tanto (mais do que sabes). Há sempre alguém, algures por aí, a quem tu mudas o mundo. Mesmo sem saberes. Quando abraças. Quando sorris. Quando olhas. Quando abraças mãos. Quando és, quando vives, com amor. Quando amas. O (teu) amor muda o mundo. Sabes?

Em quantos corações já tatuaste um sorriso?

 

(Sobre o Tatuar Sorrisos e sobre aquilo em que acredito. Tanto.)