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menina dos abraços

Um abraço. O meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

menina dos abraços

Um abraço. O meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

hoje a minha irmã faz anos.

hoje a minha irmã faz anos. a minha irmã é a minha primeira amiga-para-sempre. é a amiga da vida que a vida escolheu para mim. é a amiga do coração que já me esperava, quando eu nasci. e, por mais voltas que o mundo dê, por mais pessoas que nos apareçam no caminho, no final, o nosso lugar é sempre juntas. no lado mais bonito que existe: o lado de dentro. a minha irmã é a pessoa de quem eu gosto todos os dias, como se fosse a primeira vez. mesmo que o mundo às vezes estremeça, há uma coisa que nunca muda e que é mais forte do que o mundo, do que a vida: vamos ser sempre uma da outra. e uma para a outra. a minha irmã é um pedacinho de mim, da minha alma e do meu coração, dentro e fora de mim, ao mesmo tempo. e é isto, aquilo a que chamam de amor. hoje a minha irmã faz anos. e o (nosso) mundo está de parabéns.

hoje o meu pai faz anos.

hoje o meu pai faz anos. fecho os olhos, calo os ruídos do mundo (lá fora e cá dentro), e digo-lhe, em silêncio, parabéns. e sei que ele ouve. sei que ele me ouve, nos ouve, sempre que dizemos e mesmo quando não dizemos. porque há coisas que as palavras não sabem dizer. e, quando se mora dentro de alguém, sabe-se. sabe-se e pronto. sei que ele está aqui, mesmo que não esteja há quase 20 anos. está na mãe que cuida de nós, pelos dois e por mil. está nos pedacinhos dele que temos herdados no corpo e na alma. está quando os milagres nos acontecem, e que de certeza têm a mão dele. está quando o medo nos assalta e pedimos tanto o seu colo também. está nas pessoas que têm no coração o seu sangue e as suas histórias que contam tanto dele. está sempre que olhamos para o céu e uma estrela brilha mais forte. está sempre que fechamos os olhos e suspiramos com a força de um abraço. hoje o meu pai faz anos. e eu fecho os olhos e digo-lhe, em silêncio, parabéns. e sei que ele ouve. porque amor é amor sempre. e, quando se ama, nem a morte consegue separar.

as tuas pessoas.

há pessoas que te vêem por dentro. por dentro do que és, onde só chega quem sabe ver com o coração. há pessoas que te abraçam. e que te abraçam a alma e o coração. há pessoas que te abrem o seu coração, te convidam a entrar e a ficar para sempre. há pessoas que te entram no coração como quem entra em casa. há pessoas que são pedacinhos de sol, quando a tempestade teima em não passar. há pessoas que são pedacinhos de abrigo, quando o medo te assalta. há pessoas que são pedacinhos de amor a cativar-te o coração, quando o mundo teima em ensinar-te que o amor não é a sua forma mais bonita de existir. há pessoas que te mostram o que tu és, quando a vida te faz sentir que não és. há pessoas que te vêem de forma exageradamente bonita, só para te fazer sorrir mais uma e outra vez. há pessoas que te tatuam sorrisos no coração. há pessoas que, estando longe, se fazem sempre perto. o mais perto que se pode estar de alguém: do lado de dentro. há pessoas que te dão a mão como quem te dá o coração. há pessoas que te ouvem as palavras, os gestos e os silêncios. há pessoas que te sentem e pressentem. há pessoas que são sorrisos em forma de abraços e abraços em forma de sorrisos. há pessoas que são tanto. há pessoas que são pedacinhos de ti, da tua alma e do teu coração, fora do teu corpo. há pessoas, bonitas, que são tuas. há pessoas de quem tu és. tanto e sempre.

o coração nunca se esquece.

acordar com o coração apertado, há dias assim. o telefone toca e cativa-me um sorriso. hoje é dia de matar saudades. e que saudades. o menino dos meus olhos (e do meu coração) vem abraçar-me o dia, o sorriso, o coração. quando chega, já vem a sorrir. estende-me os bracinhos - "quero colinho" - e abraça-me. há abraços que, sendo pequeninos, são maiores que o mundo. antes de dormir aconchega-se no meu ombro e pede-me as festinhas que foram sempre o nosso ritual nos seus primeiros meses de vida, como quem me ensina que, mesmo que o tempo nos faça esquecer estes pequeninos rituais que ficaram distantes, o coração nunca se esquece. lembro-me de acordar com o coração apertado. não importa mais. o único aperto no meu coração agora é este abraço de ternura que não há tempo que saiba desenlaçar.

hoje (e sempre) é o dia da minha mãe.

A minha mãe é a minha pessoa. A minha mãe é a minha definição de amor. A minha mãe... é o amor mais amor do mundo. De todos os mundos. A minha mãe é a minha maior fraqueza e a minha maior força. A minha mãe é mãe e pai. A minha mãe é a força estrondosa do amor maior que o mundo, maior que a vida. A minha mãe é o abraço que se faz sempre morada. A minha mãe é o sorriso que embeleza o dia, a vida, o mundo. A minha mãe é o olhar que transborda doçura e verdade. A minha mãe é a mão que toca dentro da alma. A minha mãe é a voz que sossega o mundo. A minha mãe é o silêncio que escuta e sente o coração. A minha mãe é o colo que abriga e se faz sempre (e outra vez) morada. A minha mãe é a presença que cura todas as dores, medos e cansaços. A minha mãe é a simplicidade que ensina o segredo da vida. A minha mãe é o coração que bate dentro e fora de mim, ao mesmo tempo. A minha mãe é tanto e ainda mais. A minha mãe é a (minha) cura de todas as curas. É o (meu) amor de todos os amores.

se a saudade chegasse pelo ar, como as ondas da rádio, em que lembrança sintonizarias a tua memória?

sintonizaria-a naquele amor que só conseguiu fazer-se presença física durante parte da minha infância. sintonizaria-a todo o tempo suficiente para poder saborear-lhe tudo o que ficou por saborear, como se não houvesse amanhã. para poder saborear-lhe, já com coração de menina crescida, todos os abraços que havia para abraçar. todos os risos que havia para rir (porque era um amor cheio, sobretudo, de riso). todos os colos que havia para caber. todos os passeios de mãos dadas que havia para apanhar flores. todos os olhares e gestos e entregas das flores que apanhámos para a sua cara-metade (a sua metade que ficou, que se fez inteira e valeu por dois, por mil, por tantos, e que continua a salvar-me todos os dias) que havia para eu observar e saborear. e para desejar, num sorriso cúmplice, um dia ter umas flores entregues e uns olhos a olhar-me com o mesmo amor, quando fosse uma menina crescida.

Porque sem ela, não há eu.

Tem um amor que me ama com a maior imortalidade do mundo. Tem um abraço que me abraça com o maior aconchego do mundo. Tem um sorriso que me sorri com a maior beleza do mundo. Tem uns olhos que me olham com a maior doçura do mundo. Tem umas mãos que me enlaçam com o maior laço do mundo. Tem uma voz que me fala com a maior tranquilidade do mundo. Tem um silêncio que me escuta com a maior paz do mundo. Tem um colo que me segura com a maior segurança do mundo. Tem uma presença que me acompanha com a maior protecção do mundo. Tem uma simplicidade que me ensina com a maior pureza do mundo. Tem uma alma que me cura com a maior força do mundo. De todos os mundos. Tem tanto e ainda mais, o coração da minha mãe. O coração mais amor do mundo. De todos os mundos. Hoje é o dia da minha mãe. A (minha) cura de todas as curas. O (meu) amor de todos os amores.

Parabéns, Mãe. 

Por tanto e ainda mais.

à (minha) Inês

Sabes quando olhas para ti e não te vês só a ti? Sabes quando tu olhas para o quanto cresceste e, no final de tudo, não te vês só a ti? Sabes? Sabes. Essa pessoa que tu vês quando olhas para ti, que tu vês para além de ti, é a tua pessoa. Todos temos uma. E a verdade é que a minha pessoa, aquela que eu vou ver sempre que olhar para mim, sempre que olhar para o quanto cresci e para o que sou hoje, és tu. Passem mil anos e mil distâncias. A verdade é que a minha pessoa és tu. És sempre a minha Inês, que nunca deixou de ser princesa. O mesmo coração de menina, hoje mulher, que me ensinou que um olhar cura e que trocou o seu sorriso com o meu. Tenhas 16 anos e ensinares-me a adormecer nas noites do Fundão, inventares palavras comigo e rirmos, enquanto damos as mãos e elas (junto com os nossos corações) se abraçam para sempre, tenhas 22 anos e dares mais um grande passo no caminho da felicidade com o meu coração a sorrir por ti, tenhas 100 anos e continuares a ter o mesmo sorriso, meu. És sempre tu. És sempre aquela a quem nunca tive medo de dar a chave do meu coração assim, para entrares sempre que quisesses, porque sempre soube que o ias cuidar bem e que nunca mais ias sair dele. És sempre a minha Inês, que nunca deixou de ser a princesa do meu castelo. E o meu (teu) castelo sempre foi o meu coração. O que eu e tu criámos quando ligámos de forma siamesa os nossos corações, vai muito mais além do que eu te sei dizer. Podem vir mais mil anos e mais mil distâncias. Mais mil caminhos e mais mil passos por dar. No fim, tu vais continuar a encontrar-me sempre a caminhar ao teu lado. E à tua espera, quando for preciso. Com o meu sorriso, teu. Com o mesmo orgulho e com a mesma felicidade, por cada passo que dás, seja em que sentido for. É que o meu lugar sempre foi perto de ti. E para mim “sempre”, sempre foi sempre. E contigo sempre foi um sempre e ainda mais.

hoje a nossa história sorri e dá os parabéns à mana mais velha.

a nossa história tem cor de arco-íris, tem sabor de chocolate e de gelado de oreo, tem som de música, de palavras e também de silêncios, tem cheiro de côco e de morango, tem toque de abraços e de colo. a nossa história começou a escrever-se ainda antes de nós nos sabermos dentro dela. começou a escrever-se com os autores de uma história de amor para sempre. uma história onde o amor vai além da presença física e, continuando a desenhar-se nas meninas que ficam, se imortaliza. a nossa história tem páginas para ler, tem páginas para escrever. a nossa história tem-nos a nós. a nossa história tem duas irmãs que, além das diferenças que as distinguem, se fundem naquilo que as faz pertencer uma à outra. naquilo que as faz pertencer-se, ser-se. no coração que lhes faz correr o mesmo sangue. no coração que as faz respirar pedacinhos uma da outra. no coração que lhes tatua, na alma e na pele, as histórias que contam tanto daquilo que são. e daquilo que se são. no coração que as faz olhar-se e gostar-se sem barreiras, sempre como se fosse a primeira vez. no coração que lhes ensina que há amores e amores. e que há amores, como este, que são para sempre. é isto, o infinito.

hoje a nossa história sorri e dá os parabéns à mana mais velha.