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menina dos abraços

Um abraço. O meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

menina dos abraços

Um abraço. O meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

um abraço. o meu lugar.

há uns bons anos atrás, quando eu ainda não sabia bem qual era o meu lugar no mundo, houve alguém que num dia, num momento, me disse que eu era a "menina dos abraços". não sei se eu o soube de imediato, não sei se no fundo eu até já o sabia. só sei que hoje, anos depois, não há melhor lugar no mundo, para mim, do que um abraço. não há melhor lugar no mundo onde eu possa pertencer, onde eu possa ser, onde eu possa morar, onde eu possa amar, do que um abraço. um abraço que me abraça inteira. que me abraça o corpo, a alma, o coração. um abraço que me chama, que me quer, que me pede e me convida para ficar. um abraço que se faz minha casa. um abraço que se faz meu abrigo seguro. um abraço que me resgata do mundo inteiro. um abraço que me sossega o coração. um abraço que me aquece quando o mundo é frio (e quando não é, também). um abraço que me salva. um abraço que me cura. tudo, tanto. um abraço que me segura, que me funde em si, que me inunda de si. um abraço que me arrepia os sentidos, que me estremece o coração. um abraço que me aconchega no compasso do coração a bater. um abraço que me cativa o coração para sempre. um abraço que me conta os segredos mais bonitos do mundo. um abraço que não me larga. um abraço que me abraça para sempre. e, para sempre, me abraça tanto. um abraço que é (e me faz ser) tanto. um abraço que é feito de amor. um abraço. o meu lugar. o (meu) melhor lugar do mundo.

 

 

 

 

 

ps: com um abraço começou, com um abraço deixo um até já.

este espaço está a precisar de umas férias, sem data de validade.

um abraço forte, sem data de validade também.

quando o medo te assalta.

quando o medo te assalta, porque há dias em que o medo te assalta, mesmo que sejas forte, mesmo que sejas grande, mesmo que acredites, mesmo que estejas bem, mesmo que tudo e tanto mais, há sempre dias em que o medo te assalta, por isso, quando o medo te assalta: refugia-te. abriga-te. naquilo e (principalmente) naqueles que te enchem e te abraçam o coração. que te curam a alma. quando o medo te assalta: abraça. abraça alguém de quem gostas muito. abraça com força, todo o tempo que quiseres e precisares. aninha-te, como quem guarda, dentro de um abraço, o laço imortal que une dois corações. descansa, no sossego compassado do coração a bater. aconchega-te, no abrigo seguro que sabe a amor. deixa o mundo lá fora, fica dentro de um abraço onde sentes que podes morar para sempre. fica todo o tempo do mundo, até o medo ir embora. e mesmo que não vá, deixa-te ficar. e mesmo que vá, deixa-te ficar na mesma. num abraço que te abraça para sempre e, para sempre, te abraça tanto. quando o medo te assalta: há abraços, maiores que o mundo, maiores que o medo, que te mostram ao coração o mundo mais bonito de todos os mundos. mesmo, e até, de olhos fechados.

há abraços.

há abraços que nos cativam o coração. há abraços que nos chamam, à distância de um olhar. há abraços que nos sorriem, por dentro das mãos dadas. há abraços que nos abraçam por inteiro. há abraços que nos seguram, que nos fundem em si, que nos inundam de si. há abraços que nos vêem por dentro, mesmo de olhos fechados. há abraços que nos escutam o silêncio. há abraços que nos sentem e nos ouvem o coração. há abraços que nos contam segredos. há abraços que nos ultrapassam o corpo, nos percorrem a alma e nos abraçam o coração. há abraços que nos guardam bem dentro. há abraços que nos salvam, que nos curam. há abraços que nos abraçam com o coração do coração. há abraços que nos ensinam o amor. há abraços que, depois de nos abraçarem, nos abraçam para sempre.

sabes?

sabes aqueles abraços que te abraçam inteira? sabes aqueles abraços feitos de mãos a chamar-te, a segurar-te? sabes aqueles abraços feitos de olhos a olhar-te, a ler-te, até de olhos fechados? sabes aqueles abraços feitos de corpos a fundir-se, de almas a sorrir-se? sabes aqueles abraços feitos de respirações e corações compassados? sabes aqueles abraços feitos de sossego, de cura? sabes aqueles abraços feitos de mundo?

e hoje (e sempre) chega-me.

nunca precisei de muito. olha para mim, olha-me. vês-me? aqui dentro, vês-me? sorri. vá lá. dá-me a mão. anda cá, abraça-me. abraça-me bem. abraça-me forte. abraça-me até o abraço calar as palavras. até as palavras deixarem de saber falar. até o silêncio falar mil vezes mais do que as palavras. abraça-me até o abraço nos ultrapassar o corpo, nos percorrer a alma e nos abraçar o coração. abraça-me até o abraço fundir o que somos. abraça-me até o abraço viver do compasso dos corações a bater. abraça-me até o abraço nos guardar bem dentro. abraça-me até o abraço apagar o resto do mundo. abraça-me até o abraço ser o único lugar do mundo, de todos os mundos. abraça-me até o abraço nos ensinar que a imortalidade existe. e que está bem aqui, bem aqui dentro.

quem precisa de mapa quando se tem um abraço?

abraça-me. abraça-me como quem me resgata do mundo. quem precisa do mundo quando se tem um abraço? abraça-me como quem me sossega os medos. abraça-me como quem me cura as dores. quem precisa de médico quando se tem um abraço? abraça-me como quem me sente. abraça-me como quem me ouve o coração. quem precisa das palavras quando se tem um abraço? abraça-me como quem não me larga. abraça-me como quem me leva para casa. quem precisa de mapa quando se tem um abraço? abraça-me como quem me funde em si. abraça-me como quem me ensina o amor. quem precisa de procurar o amor quando se tem um abraço?

está frio, sabes?

um abraço de boa noite? não, uma noite de abraço bom. uma noite de abraço forte. uma noite de abraço que te chega ao coração. que te enlaça a alma. uma noite de abraço que tudo cura. que te salva. uma noite de abraço que cala o mundo. que te fala em silêncio. uma noite de abraço que se faz tua morada. que te faz sua morada. uma noite de abraço que se imortaliza em ti. que te imortaliza em si. uma noite de abraço que é tanto. que te faz tanto. uma noite. todas as noites. todos os dias. sempre. mais e mais. é que está frio, sabes? (e quando não está, também.)

feliz dia do abraço

um olhar e um sorriso. e um abraço. um beijo e um dar de mãos. e um abraço. um silêncio e uma cumplicidade. e um abraço. um céu e o sol. e um abraço. as estrelas e a lua. e um abraço. a chuva e um chá quente. e um abraço. um dia e uma noite. e um abraço. um riso e uma lágrima. e um abraço. um adormecer e um acordar. e um abraço. um sossego e um medo. e um abraço. uma música e um segredo. e um abraço. um segundo e uma eternidade. e um abraço. um abraço. sempre. mais e mais.

está frio.

há dias, há noites, assim. que chamam abraços daqueles que nos abrigam e nos escondem do mundo inteiro. daqueles que duram tanto e não nos sabem largar depois, nem depois, nem depois. daqueles que nos abraçam para sempre. e, para sempre, nos abraçam tanto.