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menina dos abraços

Um abraço. O meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

menina dos abraços

Um abraço. O meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

este mundo que nos ensinam e nos mostram todos os dias.

eu não quero viver neste mundo que nos ensinam e nos mostram todos os dias. é gigante demais, é pesado. sufoca-nos. traz-nos medo. este mundo que, dizem-nos e mostram-nos, já não é um mundo de amor. não quero, porque, por mais que me digam que é assim e que tem de ser, eu não sei viver nele. não sei viver neste mundo que teima em ensinar-me que é com números que se mede o valor seja do que for. que se esquece que o verdadeiro valor está em não caber sequer em medidas. não sei viver neste mundo que teima em ensinar-me que o amor não chega. que o amor não é tudo o que chega quando mais nada chega. que um abraço não é um agasalho, que um beijo não é um alimento, que um olhar não é uma cura, que as mãos dadas não são uma força, que um sorriso não é um sentido da vida, que um coração não é uma casa. não sei viver neste mundo que teima em ensinar-me que um mundo de amor não existe, que é apenas um conto de fadas. não sei viver neste mundo que teima em ensinar-me que, enquanto eu desafiar as suas leis para ser e viver com o coração, estarei a falhar. não sei. e sei que não vou conseguir aprender. porque, por mais que me digam que é assim e que tem de ser, e por mais que eu ganhe cicatrizes pelo caminho, no final, é sempre o (meu mundo de) amor que me cura.

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