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menina dos abraços

Um abraço. O meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

menina dos abraços

Um abraço. O meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

Sabes quando dois corações se reconhecem?

Caminho até à porta e, a cada passo, o compasso do meu coração acelera. Fortifica-se. Sabes quando caminhas para o abraço esperado? Aproximo-me da porta e vejo-a. Aquela que me tatuou sorrisos no coração nos meus primeiros passos. Nos primeiros de todos. Aquela que me tatuou o coração. Porque o leu, desde a primeira vez. E me pegou (e ao meu coração) ao colo tantas vezes. E me ajudou a desenhá-lo bonito. Para depois ele poder continuar a desenhar-se no resto dos meus passos. Quem nos sabe assim, desde a primeira vez, sabe-nos para sempre. Porque nos sabe o coração. Vejo-a. E é aqui que deixo de conseguir ver o que quer que seja, para além daqueles olhos. Para além daquele sorriso que me está tatuado no coração há 18 anos. Não existe mais nada agora. Agora o mundo resume-se a este momento imortal. Quando aqueles olhos me encontram, reconhecem-me, sabem-me. Sabes quando dois corações se reconhecem? As lágrimas aparecem, porque a explosão do que se sente não nos cabe dentro do peito. Os nossos braços (e os nossos corações) abrem-se e este é o abraço que conta uma das histórias mais bonitas do mundo. É o abraço que funde as saudades de 16 anos, um amor de 18 anos. É o abraço que, há 18 anos, foi colo. E que agora, 18 anos depois, sabe tanto a colo também. Abraço-a como quem regressa a casa. Porque casa é sempre onde o coração está. Abraça-me tão forte. Sabes quando abraças as tuas pessoas e sentes que podes morar (e que cabes) nesses abraços para sempre? Abraça-me tão forte. Não nos largamos mais. As nossas mãos procuram-se, encontram-se, tocam-se, dão-se. (re)Encontram o laço forte que, no fundo, nunca se desenlaçou. Que nem mil anos nem mil distâncias conseguem desenlaçar. Sabes quando as mãos se abraçam e nunca mais se largam? É aqui que percebo que há mais pessoas à nossa volta. Sorriem, connosco. Como quem se deixa encantar e inundar com a beleza desta história. Como quem vê o abraço que uniu os nossos corações há 18 anos e que nos trouxe de volta uma à outra. Como quem sente o amor que está dentro dos nossos olhos, do nosso abraço forte, das nossas mãos que não se largam. Um amor que conta uma das histórias mais bonitas do mundo. - Minha querida. - Diz-me, enquanto me abraça tão forte. - Cuida de ti, está bem? - Digo-lhe, enquanto o meu coração segreda ao seu um gosto tanto de ti. Um pedacinho do meu coração ficou naqueles olhos, naquele abraço, naquelas mãos. O resto vem comigo, a sorrir. São estes os momentos mais felizes da nossa vida. Os momentos que se imortalizam, porque nos enchem e nos abraçam e nos cativam o coração para sempre.

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