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menina dos abraços

Um abraço. O meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

menina dos abraços

Um abraço. O meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

"A margem de um corpo de água"

os teus olhos. se houve margem que me resgatou contra todas as forças do mundo, de todos os mundos, foram os teus olhos. a margem mais funda que eu já conheci. e, no entanto, eu não tive medo. naquela altura eu ainda não tinha medo, sabes? eu sabia que, sempre que deixasse resgatar-me pela corrente do teu mar, tinha os teus braços a ancorar-me. eu só não sabia que, ao ancorar-me, estava a afundar-me também. num mar que afinal não era meu. na margem que ficou com os meus pedaços desancorados quando eu remei para o lado de cá. há margens assim. resgatam-te tanto. e afundam-te tanto. são as únicas margens que sabem ancorar-te para sempre, na alma e na pele (e, quase sem saberes, no coração), a cor, o sabor, o som, o cheiro, o toque, do seu mar. os teus olhos. os teus olhos.

 

(resposta ao desafio da Blue)

hoje a nossa história sorri e dá os parabéns à mana mais velha.

a nossa história tem cor de arco-íris, tem sabor de chocolate e de gelado de oreo, tem som de música, de palavras e também de silêncios, tem cheiro de côco e de morango, tem toque de abraços e de colo. a nossa história começou a escrever-se ainda antes de nós nos sabermos dentro dela. começou a escrever-se com os autores de uma história de amor para sempre. uma história onde o amor vai além da presença física e, continuando a desenhar-se nas meninas que ficam, se imortaliza. a nossa história tem páginas para ler, tem páginas para escrever. a nossa história tem-nos a nós. a nossa história tem duas irmãs que, além das diferenças que as distinguem, se fundem naquilo que as faz pertencer uma à outra. naquilo que as faz pertencer-se, ser-se. no coração que lhes faz correr o mesmo sangue. no coração que as faz respirar pedacinhos uma da outra. no coração que lhes tatua, na alma e na pele, as histórias que contam tanto daquilo que são. e daquilo que se são. no coração que as faz olhar-se e gostar-se sem barreiras, sempre como se fosse a primeira vez. no coração que lhes ensina que há amores e amores. e que há amores, como este, que são para sempre. é isto, o infinito.

hoje a nossa história sorri e dá os parabéns à mana mais velha.