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menina dos abraços

Um abraço. O meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

menina dos abraços

Um abraço. O meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

à outra Daniela

contigo nunca preciso das palavras, tu sabes aquilo que digo mesmo quando não digo. não lhes cabe dentro, das palavras, tudo aquilo que és e que me ensinaste a ser, contigo. é sempre tanto mais. tu és a maior. sabes o que eu sei, sentes o que eu sinto, vês o que eu vejo, ris o que eu rio, vives o que eu vivo. quer estejas ao meu lado, quer estejas a quilómetros de distância. tu és e serás sempre a maior. mesmo quando não sabes que és, mesmo quando pensas que não és, mesmo quando sentes que não és, mesmo quando te fizerem sentir que não és e mesmo que te digam que não és. tu és e serás sempre a maior. os outros? não sabem nada. sabes bem que eu é que sei e que a única coisa que importa é o teu coração, o que tu és. e tu és a maior. nunca te esqueças, nunca duvides. estarei sempre aqui para to ensinar e to relembrar, todos os dias que forem precisos. e quando não for preciso também.

Ainda há coisas boas, sabes?

Ainda há coisas boas, sabes? Tentam mostrar-te que não. A toda a hora, nos canais de televisão e da rádio, nos jornais, nas falas e nos gestos e nos olhares gelados das pessoas. Ainda há coisas boas, sabes? Tentam mostrar-te que não. Andam ocupados demais, enquanto engrandecem tanto as que já são tão grandes e pesadas, até sufocar. Não se lembram das que, sendo pequeninas, são (tanto) as maiores. Não olham para as que ainda te salvam, ainda te abrigam, ainda te curam, ainda te cativam o sorriso e o coração. Ainda há coisas boas, sabes? O abrigo seguro de um abraço forte que te abraça o corpo, a alma, o coração, todo. Os sorrisos que sorris. Os olhos que olham dentro dos teus. As mãos dadas que o tempo e a distância não conseguem desenlaçar. Os silêncios que falam e que ultrapassam as palavras. As presenças cúmplices que curam. Os laços fortes que unem almas e corações. As crianças que te sorriem na rua, porque sim. Os passeios à beira mar. Os passeios e o deixares-te estar, assim, apenas estar, nos teus lugares. Sentires-te em casa, por sentires que os lugares e as pessoas são teus e que tu és deles. Os sorrisos que nascem no coração e transbordam cá para fora. Os olhos a brilhar. Um gosto de ti do coração. Sorrires para um desconhecido, porque sim. A força do amor que vês nos olhos da tua mãe sempre que olha para ti. A tua família. Os teus amigos. As tuas pessoas. Ser-se e viver-se com o coração. Os sonhos que partilhas e que te fazem voar. As lágrimas que ajudas a limpar e as que te limpam a ti. Rires até te doerem as bochechas e a barriga. O céu de lua e de estrelas e de sol que aquece. As memórias e as saudades que se sentem com um sorriso. As músicas perfeitas que te arrepiam e te (re)acordam lugares escondidos na alma. Os abrigos que te escondem do mundo inteiro e que te sossegam o coração. Um casal apaixonado. Fazeres o que te enche o coração. As pessoas que te tatuam sorrisos no coração. Os mimos, a cumplicidade, a amizade, o amor. As conversas de palavras e de silêncios, de sorrisos e de olhares, de gestos. Ouvir o coração bater. Os sempres que sabes que são mesmo sempres. A imortalidade que os momentos (mesmo que de breves instantes) conseguem alcançar. E tanto mais. O simples, o essencial. O que é do coração. Ainda há coisas boas, sabes? Mostra-as. Vive-as. E, acima de tudo, nunca mais te esqueças delas, por favor.

 

É que, por muito que se perca, tens sempre o mais importante.

Porque se o perdes, ao essencial, mesmo que tenhas tudo o resto, vai sempre faltar-te tanto (que nem imaginas).