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menina dos abraços

Um abraço. O meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

menina dos abraços

Um abraço. O meu lugar. O (meu) melhor lugar do mundo.

momentos

Saio do metro, espero que a confusão de gente desça as escadas primeiro, não tenho pressa. No meio da espera, olho em frente e tenho uns olhos demorados em mim. Quando eu os encontro, sou brindada com um sorriso. Sem perceber muito bem se é para mim ou se é engano, vejo aquele sorriso simpático dirigir-se a mim no mesmo instante. Não dou um passo sequer. Fico à espera dele, enquanto espero que a confusão de gente desça as escadas primeiro, pois não tenho pressa. E sem perceber muito bem se aquele sorriso é para mim ou se é engano. É para mim. Percebo-o no instante em que oiço a primeira pergunta que a senhora me faz. – A menina é aquela menina dos abraços, não é? – Há momentos em que as palavras me fogem. Sorrio-lhe. Sorrio-lhe tanto. E ela parece não precisar das palavras, isto chega-lhe. – Estava aqui a olhar para si, bem me parecia que era a menina. Reconheci-a lá daquele sítio e daquelas fotografias no facebook, sabe? – Diz-me, sem deixar de sorrir. – Acho que sim. – São as poucas palavras que consigo dizer-lhe, antes de ela conseguir roubar-me um sorriso ainda maior. – Então olhe, dê cá um abraço. – Diz-me, já a puxar-me para si. Dá-me um abraço, volta a sorrir-me, deseja-me boa tarde e desce as escadas, no meio da confusão de gente. Parece ter mais pressa do que eu. Eu? Eu espero que a confusão de gente desça as escadas primeiro, não tenho pressa. E a seguir desço-as eu, com calma. E de coração a sorrir.